NOVO DESGOSTO PARA O TRICOLOR

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(Foto de Lucas Merçon)

 

 

Fluminense perde para o Internacional, por 2 x 0, no Beira Rio e segue na corda bamba

 

Muito difícil ver meu Fluminense entrar em campo com uma postura indigna do peso de sua camisa. Novamente, o time mostrou sua total incapacidade de criação, de marcação e deixou o rival passear em campo e aproveitar as falhas. O colorado Nico López fez os dois gols da partida. O Fluminense ocupa o 14ª lugar da tabela do Brasileiro, com 42 pontos, e permanece mais 588 minutos sem conseguir marcar gols. Tricolor de toda terra agora volta suas preces para o jogo da semifinal da Copa Sul-Americana, quando enfrenta o Atlético-PR às 21h45 de quarta (28), no Maracanã.

O Colorado de olho na vaga na Libertadores começou o jogo ditando o ritmo e não parou de atacar. O Tricolor se amedrontou e se fechou, naquela tática defensiva que Marcelo Oliveira tanto gosta. Poucas jogadas perigosas foram feitas, uma falta de competência e criatividade na criação. A primeira vez que o Fluminense ousou foi aos 23 minutos, num cruzamento rasteiro, onde Luciano tentou marcar de letra.

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Um momento do jogo

(Foto de Ricardo Duarte)

No segundo tempo, o Inter voltou rasgando e com dois minutos quase abriu o placar. Dois minutos depois, uma nova bola perigosa que foi defendida por Rodolfo. O goleiro esbanjou confiança nas saídas de bola e fez belas defesas, além de salvar o time de um placar mais elástico. Fez uma partida digna. Aos 28, Nico acertou de primeira e balançou a rede. O Fluminense deveria ter tentado virar, mas não o fez. Mostrou-se apavorado e limitado em campo. Aos 43, D’Alessandro fez assistência linda para o uruguaio Nico, que entrou na área em velocidade e chutou na saída de Rodolfo. Mataram o jogo.

Na coletiva de imprensa, depois do jogo, Marcelo Oliveira tentou justificar o resultado e a péssima atuação de sua equipe.

“Nós estimulamos e falamos com os jogadores no vestiário, parece que nossa sina é essa, deixar os últimos jogos com características decisivas. Mais uma vez, o time lutou muito, se organizou, sabíamos que seria um jogo difícil e era fundamental para nós, pois tínhamos dois resultados que poderiam nos dar uma condição boa para o último jogo no Brasileiro”, disse.

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Marcelo Oliveira, o treineiro

(Foto de Lucas Merçon)

Sobre a incapacidade técnica e ao que ele preferiu chamar de desatenção do grupo, o técnico disse:

“Não tem explicação para essa irregularidade, a gente luta muito, em alguns jogos criamos grandes situações, como nos jogos contra Vasco e Sport. Tivemos jogos irregulares, com desatenção ou infelicidade, todo mundo está sujeito a erros, mas temos que estar mais atentos.”

Cabe ressaltar que o Fluminense ainda não está seguro sobre se manter na primeira divisão e que depende de uma combinação de resultados, o que é perigoso por demais. No entanto, o que esperar deste time sem talento e que não foi montado para competir com a fidalguia que merece o nosso escudo. Tudo isso está na conta do presidente Pedro Abad, do Departamento de Futebol e de uma gestão parasita que parece esquecer que somos Futebol Clube.

 

Parabéns aos envolvidos!

Por: Carla Andrade