O Atlético cantou de galo dentro do Chiqueiro!

Palmeiras é anulado e perde a invencibilidade em casa.

"Não é que o Palmeiras piorou, o adversário tem o mesmo potencial e
 
ontem jogou melhor. Parabéns para o Atlético.” disparou o comandante do
 
Verdão, ao ser perguntado sobre o motivo da derrota para o Atlético Mineiro,
 
ontem no Allianz Parque.
 
O Palmeiras pisou no campo da sua casa, com a mesma missão de todos
 
os jogos: manter a liderança. E em virtude dos resultados da décima sexta
 
rodada, se ganhasse ontem, não só se manteria no topo da tabela, como
 
deixaria os outros comendo pó. Seria líder absoluto e isolado, abrindo cinco
 
pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
 
A torcida que sabia muito bem o valor dessa vitória se encheu de euforia e
 
encheu a Arena Palmeiras de festa, como de costume.
 
Mas o time de Parque Antártica foi vencido pelo poderoso esquema tático
 
montado pelo seu ex­técnico. Os atleticanos "trancaram a rua" sem precisar
 
de macumba, os três volantes deram conta do recado. Todo palmeirense
 
sabe o quanto Marcelo Oliveira gosta de volantes, pois é ontem a estratégia
 
deu certo. Certo não, muito certo. Lucas Cândido, Rafael Carioca e Leandro
 
Donizeti, anularam as possibilidades de finalização do Palmeiras.
 
Para quem não viu o jogo e leu até aqui, pode ter a falsa impressão de que
 
o time de Cuca jogou muito mal e estava perdido em campo, mas ao
 
contrário disso, o Alviverde jogou razoavelmente bem e chegou muito perto
 
algumas vezes.
 
A primeira chance, aos nove minutos, nasceu de uma bola que Dudu lançou
 
na área, mas que ninguém conseguiu alcançar. Em seguida Roger Guedes
 
arriscou de longe, mas o chute saiu fraco.
 
O jogo ficou preso na marcação dos dois times e mostrou certa monotonia.
 
Aos quarenta minutos, Zé Roberto achou Cleiton Xavier na área e o lançou,
 
ele deu um toquinho na bola para os pés de Erik que chegava em
 
velocidade, mas o goleiro Vitor estava no lance.
 
Para a surpresa do torcedor, quando o juiz apitou o início da segunda etapa,
 
o time não havia sofrido nenhuma alteração. O professor parecia acreditar
 
que o elenco disposto daquela forma, acharia o caminho do gol.
 
E de fato, num dos primeiros lances do segundo tempo, Erik fez o torcedor
 
levantar, pronto para soltar o grito de gol. A bola batida no canto do goleiro
 
saiu com efeito e quase enganou o arqueiro adversário.
 
Mas infelizmente o lance não teve nada de bom presságio. O time de Cuca
 
não conseguia furar o paredão mineiro.
 
Thiago Santos não se sentiu bem e aos treze minutos foi substituído por
 
Matheus Sales, que ainda frio no jogo, abriu espaço para que o alvinegro de
 
Minas montasse a tabelinha perfeita. Depois do toque de bola rápido, a
 
redonda chegou a Robinho, dele para Leandro Donizeti e daí para o fundo
 
da rede. Sem chance para o estreante Vagner.
 
Um a zero. E um estádio quase inteiro calado.
 
Barrios entrou no lugar de CX10, para colocar Dudu na posição que ele
 
mais gosta: armar jogadas. Mas nada aconteceu. Quando o nosso garçom
 
conseguia servir, a jogada parava na pressão do time adversário.
 
É claro que o professor não estava satisfeito e não teve problema nenhum
 
em voltar atrás e começar tudo de novo. Alecssandro substituiu Erik e Dudu
 
voltou para o lugar em que estava. Mas ontem “não era dia de ganhar”
 
certo, Cuca? Não era dia de ganhar. Explicações e análises não faltam para
 
explicar o revés e a quebra da invencibilidade.
 
Que o time sentiu falta do poder de Jesus, do capitão São Prass e do
 
profeta Moises, é certo. São peças que compõem a “cara do time” e que,
 
portanto são fundamentais. Mas será que isso não seria um jeito limitado de
 
analisar e uma forma de contar a história sem se dar conta do adversário?
 
Não perdemos porque jogamos o pior jogo do campeonato, perdemos
 
porque nosso adversário era igualmente capaz de mandar na partida e
 
infelizmente, mandou. O Atlético cantou de galo na nossa casa. Isso é bem
 
ruim de aceitar.
 
Mas todo líder, precisa aprender a difícil tarefa de “dar a Cesar o que é de
 
Cesar” e saber que reconhecer o mérito do outro, não significa perder a sua
 
grandeza.
"Não é que o Palmeiras piorou, o adversário tem o mesmo potencial e ontem jogou melhor. Parabéns para o Atlético.” disparou o comandante do Verdão, ao ser perguntado sobre o motivo da derrota para o Atlético Mineiro, ontem no Allianz Parque.
 
Foto:ESPN
O Palmeiras pisou no campo da sua casa, com a mesma missão de todos os jogos: manter a liderança. E em virtude dos resultados da décima sexta
rodada, se ganhasse ontem, não só se manteria no topo da tabela, como deixaria os outros comendo pó. Seria líder absoluto e isolado, abrindo cinco
pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
 
A torcida que sabia muito bem o valor dessa vitória se encheu de euforia e encheu a Arena Palmeiras de festa, como de costume. Mas o time de Parque Antártica foi vencido pelo poderoso esquema tático montado pelo seu ex­técnico. Os atleticanos "trancaram a rua" sem precisar de macumba, os três volantes deram conta do recado. Todo palmeirense sabe o quanto Marcelo Oliveira gosta de volantes, pois é ontem a estratégia deu certo. Certo não, muito certo. Lucas Cândido, Rafael Carioca e Leandro Donizeti, anularam as possibilidades de finalização do Palmeiras.
 
Para quem não viu o jogo e leu até aqui, pode ter a falsa impressão de que o time de Cuca jogou muito mal e estava perdido em campo, mas ao contrário disso, o Alviverde jogou razoavelmente bem e chegou muito perto algumas vezes.
 
A primeira chance, aos nove minutos, nasceu de uma bola que Dudu lançou na área, mas que ninguém conseguiu alcançar. Em seguida Roger Guedes
arriscou de longe, mas o chute saiu fraco.
 
O jogo ficou preso na marcação dos dois times e mostrou certa monotonia.
 
Aos quarenta minutos, Zé Roberto achou Cleiton Xavier na área e o lançou, ele deu um toquinho na bola para os pés de Erik que chegava em velocidade, mas o goleiro Vitor estava no lance.
 
Para a surpresa do torcedor, quando o juiz apitou o início da segunda etapa, o time não havia sofrido nenhuma alteração. O professor parecia acreditar
que o elenco disposto daquela forma, acharia o caminho do gol.
 
E de fato, num dos primeiros lances do segundo tempo, Erik fez o torcedor levantar, pronto para soltar o grito de gol. A bola batida no canto do goleiro
saiu com efeito e quase enganou o arqueiro adversário.
 
Mas infelizmente o lance não teve nada de bom presságio. O time de Cucanão conseguia furar o paredão mineiro.
 
Thiago Santos não se sentiu bem e aos treze minutos foi substituído por Matheus Sales, que ainda frio no jogo, abriu espaço para que o alvinegro de
Minas montasse a tabelinha perfeita. Depois do toque de bola rápido, aredonda chegou a Robinho, dele para Leandro Donizeti e daí para o fundo da rede. Sem chance para o estreante Vagner.
 
Um a zero. E um estádio quase inteiro calado.
 
Barrios entrou no lugar de CX10, para colocar Dudu na posição que ele mais gosta: armar jogadas. Mas nada aconteceu. Quando o nosso garçom
conseguia servir, a jogada parava na pressão do time adversário.
 
É claro que o professor não estava satisfeito e não teve problema nenhum em voltar atrás e começar tudo de novo. Alecssandro substituiu Erik e Dudu
voltou para o lugar em que estava. Mas ontem “não era dia de ganhar” certo, Cuca? Não era dia de ganhar. Explicações e análises não faltam para
explicar o revés e a quebra da invencibilidade.
 
Que o time sentiu falta do poder de Jesus, do capitão São Prass e do profeta Moises, é certo. São peças que compõem a “cara do time” e que,
portanto são fundamentais. Mas será que isso não seria um jeito limitado de analisar e uma forma de contar a história sem se dar conta do adversário?
 
Não perdemos porque jogamos o pior jogo do campeonato, perdemos porque nosso adversário era igualmente capaz de mandar na partida e infelizmente, mandou. O Atlético cantou de galo na nossa casa. Isso é muito ruim de aceitar.
 
Mas todo líder, precisa aprender a difícil tarefa de “dar a Cesar o que é de Cesar” e saber que reconhecer o mérito do outro, não significa perder a sua
grandeza.
 
Alê Moitas