O BRASIL QUE EU QUERO?

 

 

No duelo de rubro-negros em São Paulo, ainda não foi desta vez que o Brasil conseguiu conquistar os primeiros três pontos longe de casa e amargou mais um empate, desta vez em 0x0 contra o Oeste na noite desta terça-feira (05). Com desfalques importantes, ficou evidente a necessidade de reforços e de acertar o passe final para embalar na árdua sequência do campeonato.

 

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

 

O comandante Clemer precisou fazer adaptações no time diante das ausências de Bruno Collaço e Toty. Na lateral, faltam opções depois da saída de Artur mas o professor não quis se arriscar improvisando com um atleta de outro setor e colocou Willian Machado. Enquanto no meio de campo, Mossoró ficou como responsável por suprir a falta de Toty.

Mesmo jogando como visitante, a postura do Brasil não foi acuada. Conseguia ficar com a bola no pé e encontrar espaços. Aos seis minutos, Calyson entrou com a bola na área, num bate-rebate a redonda ficou com Luiz Eduardo que chutou à queima-roupa obrigando o goleiro adversário a trabalhar. Conforme a metade da etapa inicial foi se encaminhando, o Oeste foi levando mais risco à meta defendida por Pitol mas ainda assim o Brasil não recuava, se distribuindo bem no meio de campo.

As chances adversárias eram principalmente pelo lado esquerdo, setor que estava carente com a entrada de última hora de Willian Machado. Mas quem tem Pitol, tem tudo. E as duas equipes seguiam lá e cá. Por volta de trinta e três minutos, Calyson fez a colunista aqui passar a primeira raivinha da noite. Sciola lançou uma bola perfeita para ele só aproveitar e avançar em direção ao gol. Mas para que fazer isso, não é? Se jogar no chão pareceu uma alternativa melhor e ele simplesmente tomou um cartão amarelo por simulação.

O Brasil fazia um bom primeiro tempo mas só faltava o tão esperado gol. O chute final precisava ser calibrado, afinal pouco antes da marca de quarenta minutos, Sciola deu um chapéu no defensor do Oeste, arrancou em direção à área e tocou para Lourency fazer o quê? Tocar desajeitado por cima do gol. Pouco antes do apito soar, Itaqui decidiu entrar na disputa de melhor lance feio. Pegou na orelha da bola e mandou torto para fora. Faltava aquele último ajuste mas ele não viria nos quarenta e cinco minutos iniciais (e nem tampouco nos finais).

 

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

 

O segundo tempo começou movimentado e disputado, sendo que aos seis minutos a bola sobrou para Mossoró dentro da área mas a defesa adversária se recuperou a tempo de impedir que o lance avançasse. O Brasil seguiu tentando, mas A DESGRAÇA do ajuste daquele passe final ainda era a pedra no sapato do rubro-negro pelotense. Aos gritos, o professor na beira do campo pedia para os jogadores acertarem no gol. Mas os pedidos não eram atendidos, lamentavelmente.

O Oeste passou a ser mais incisivo, até bola na trave e algumas pseudo paradas cardíacas teve. E a arbitragem deu o ar da sua graça, como sempre. Welinton Júnior recebeu dentro da área e o goleiro adversário visivelmente usou o corpo para impedir a passagem do jogador xavante, aos trinta e cinco. Obviamente, nada foi marcado. Já não basta o time não corresponder ao esperado e a arbitragem ainda garfeando, complica a vida.

O Brasil deu um gás no final e tentou recuperar o tempo perdido, mas foi com um empate azedo em 0x0 que as luzes se apagaram na Arena Barueri.

 

 

O Brasil que eu quero

Vamos falar do Brasil que eu quero? Pois bem, o Brasil que eu quero precisa urgentemente de reforços e uma partida com desfalques como a de hoje deixou isso claríssimo. Precisa urgentemente de um camisa 10. Precisa calibrar o último chute. O Brasil que eu quero não tem jogador que recebe uma bola na área e se joga em vez de tentar chutar a gol. O Brasil que eu quero não chega na nona rodada sem uma vitoriazinha sequer fora de casa. Não briga para não cair numa Série B. E aí, vamos acordar?

 

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

 

FICHA TÉCNICA DO JOGO

 

Escalações:

Oeste: Tadeu; Daniel Borges; Patrick; Leandro Amaro; Conrado; Betinho; Rodrigo Souza; Mazinho (Rafael Ratão); Claudinho (Carlinhos); Danielzinho; Léo Castro (Léo Artur). Técnico: Roberto Cavalo.

 

Brasil: Marcelo Pitol; Éder Sciola; Leandro Camilo; Rafael Dumas; Willian Machado; Leandro Leite; Itaqui; Mossoró (Kaio); Lourency; Calyson (Zé Augusto); Luiz Eduardo (Welinton Júnior). Técnico: Clemer.

 

Cartões amarelos: Rodrigo Souza pelo Oeste; Calyson e Luiz Eduardo pelo Brasil.

 

 

Por Alice Silveira