O CAOS ALVIVERDE

 

“Mas eu só quero, que venham jogadores, que honrem a camisa, e lutem sem parar.” 

(Foto: Reprodução/Site Oficial do Palmeiras)

 

As frases “dinheiro não traz felicidade” e “dinheiro na mão é vendaval” nunca fizeram tanto sentido como fazem agora para o momento que vive o Palmeiras. Uma diretoria perdida, que não sabe o que fazer e nem para onde ir. Uma gestão que tem dinheiro, mas não sabe como gastar em benefício do Clube. Parece eu quando recebo, gastando com coisas das quais eu não preciso.

 

Deyverson, Borja, Carlos Eduardo, Ricardo Goulart (que mal chegou e foi embora), Ramires, entre outros, são nomes que custaram caro e jogam pouco, ou estão machucados. E não digo “jogam pouco” no sentido de não terem oportunidade, e sim de que são ruins mesmo. Esforçados às vezes, mas não jogam o que se espera. É tão difícil buscar no mercado um jogador que  valha o que foi pago por ele? Porque entendo que é para isso que o Alexandre Mattos ganha (e muito bem por sinal), para fazer contratações que ajudem o Palmeiras. Claro que não esperamos um time que seja campeão todo ano (apesar de sonharmos com isso), mas esperamos ver um time que se perder, se for eliminado, que seja lutando. Que não deixe dúvidas de que entrou em campo para vencer, e que se mostre frustrado caso o resultado seja uma derrota.

 

Já passamos muitas fases ruins e penamos com elenco limitado, inclusive lutamos para não cair pela terceira vez. Mas nunca vi um elenco e uma diretoria tão omissos. Não vemos raiva, frustração ou até mesmo tristeza na expressão do time quando perdem. 

 

2014 foi um ano pavoroso. Ano do centenário, elenco limitadíssimo. Título? Havíamos sido campeões da Copa do Brasil em 2012, mas fomos rebaixados no mesmo ano e pela segunda vez. No geral, a situação estava bem ruim, o ano do centenário se tornou um ano para ser esquecido. Esse elenco atual, tão caro, tão badalado, às vezes parece mais sonolento que Felipe Menezes. Nem o time eliminado na Libertadores de 2013 era tão apático. O Palmeiras de 2019 parece ter gastado toda sua energia no começo da temporada, e após a Copa América não soube se recompor. Foi por birra com o técnico? Ou porque não temos realmente o super elenco que a diretoria e alguns veículos da imprensa quer que acreditemos ter?

 

Conseguiram derrubar Felipão, e a diretoria mais que depressa trouxe Mano Menezes. Nosso Bigode Máster merece todo o respeito e gratidão, mas conseguiu se queimar comandando o time de forma duvidosa. Foi campeão sim, mas Roger Machado já tinha feito um bom trabalho tático, entregou um time pronto. Scolari começou bem, fazendo rodízios sensatos, mas se perdeu com tantas peças no elenco e começou a fazer alterações sem sentido, que prejudicava o desempenho da equipe. Porém, a base desse time é a mesma desde 2015, e nunca mais esse elenco foi capaz de passar um mata-mata. É hora de rever as peças que temos, quem vale a pena e quem já deu. Ciclos se iniciam e se encerram, é natural, e tem muito jogador ali que o ciclo já passou do prazo de validade. 

 

O futebol brasileiro tem a cultura de jogar a responsabilidade dos fracassos apenas nas costas do comandante, mas não deveria ser assim. Saíram com Felipão, e trouxeram Mano Menezes, mas este com certeza não fará milagre com Deyverson ou Borja. Trocaram um retranqueiro por outro, essa é a verdade, enquanto o elenco, permanece intocável.

 

Ninguém deveria ser intocável, nenhum jogador é para sempre, eles passam, o Palmeiras fica. 

 

#AvantiPalestra #HonremaCamisa #JoguemPelaCamisa 

 

Por Vânia Souza