O CÉU HOJE É TRICOLOR E ABRAÇA O VIRTUOSO LATERAL ESQUERDO ALTAIR

 

Com talento incontestável abrilhantou gramados cariocas, brasileiros e mundiais nas gloriosas décadas onde o Futebol era arte.

 

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Foto: Arquivo oficial do FFC

Um jogador de talento incontestável dentro das quatro linhas e durante os quinze anos a defender a camisa do Fluminense, fez história e daquelas incrivelmente especiais. Chamamos de “Dom” e Altair, apelidado carinhosamente pelos amigos do time como Fiapo, ganhou asas e rumou ao céu estrelado para voltar a “atazanar” Mané Garrincha. 

O leitor Tricolor está sem entender nada? Nosso craque foi, é e será sempre considerado o melhor marcador do monstro alvinegro. 

Altair foi exímio marcador e, quem sabe depois de observar o estilo de movimento em campo de Garrincha, desenvolveu habilidade certeira e acabou com a “festa” do  homem em campo. “Isso aqui é Fluminense!”, não é mesmo Guerreiro!

Amigos fora de campo, Fiapo e Mané colheram os louros da vitória e foram abraçados por um seleto grupo chamado de “os jogadores de ouro do futebol nacional”, que logo os convidou a fazer parte. 

... Aqui um breve retorno ao ano de 1955. 

Certo dia, um rapaz de baixa estatura e um tanto franzino bateu à porta da sede do Fluminense, nas Laranjeiras, em busca de uma oportunidade. Pediu um teste, queria a chance de mostrar seu estilo de jogo e o que podia fazer com a bola. Pela ousadia, lhe foi concedido o pedido e, diante de alguns membros da comissão técnica e jogadores, exibiu seu melhor e caprichou em cada habilidade apresentada nas jogadas. 

Os que lá estiveram reafirmam até os tempos atuais que o rapaz foi simplesmente sensacional e impressionou a todos e saiu do clube praticamente contratado.  

 

Altair visitou o Fluminense em 2011 e tirou fotos com o meia Conca e o volante Diguinho - Wallace Teixeira/Photocamera

Foto de Wallace Teixeira/Photocamera

 

... Dias atuais... Início da humilhação. 

Aos jogadores da “geração muita balada e parco futebol” as conquistas do lateral esquerdo:

Campeonatos Cariocas de 1959, 1964 e 1969; o Torneio Rio-SP em 1957 e 1960; e a Taça Guanabara de 1966, além de ter duas Copas nas costas e isso não é para qualquer um. 

Convocado para a Seleção Brasileira levou o nome do Tricolor para a disputa da Copa do Mundo no Chile, em 1962, ano da festa pela conquista pelo Bicampeonato, com atuações impressionantes nas 22 partidas disputadas pelo grupo e tudo isso como reserva de Nilton Santos. A Inglaterra sediou a Copa de 1966 e lá esteve nosso lateral esquerdo novamente, mas desta vez como reserva de ninguém. 

 

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Altair e Oldair

 Crédito: |Revista do Esporte número 272 – 23 de maio de 1964

 

O clube decretou luto oficial por três dias e solicitou à CBF que se respeite um minuto de silêncio em todas as partidas da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seu site oficial, publicou terna nota oficial de pesar e um pequeno texto com um resumo da carreira do ídolo. 

Pesar, saudade. Envio meu carinho respeitoso aos familiares e amigos mais próximos, além de deixar toda a Gratidão pelo legado surpreendente e singular deixado por um jogador que nasceu com estrela, talento e amor ao Tricolor. A Força Flu, a Fiel Tricolor, a Young Flu, a Garra, Tricolor de toda a terra, todo o torcedor que honra nossa camisa com escudo é grato por ter tido um Altair a expressar seu amor incondicional pelo Fluminense, por 15 anos com chuteira nos pés e o dom que Deus lhe deu.  

Em nosso amado clube, transformou-se no lateral esquerdo de grande quilate a defender com fidalguia a camisa verde, branca e grená.  

Nosso Adeus...Luto. 

 

Carla Andrade