O COMEÇO DE UMA NOVA HISTÓRIA!

 

Cresci ouvindo falar de dois grandes momentos dos quais eu não pude presenciar, mas, que são grandes referências do Orgulho do RN: o acesso a Série A do Campeonato Brasileiro de 97 e o título de Campeão do Nordeste em 98. Portanto, não compete a mim abordar esse ciclo de forma mais aprofundada. Contudo, para melhor contextualizar o atual momento do América, destacarei um dos ídolos da torcida e que participou desse feito histórico de 98: Paulinho Kobayashi.

FOTO: Divulgação/América FC

 

Segundo a mídia local, em  4 de junho de 1998, o Alvirrubro chegou a final do Nordestão, onde desbancou o Vitória de Petkovic (3x1) no estádio Machadão, diante de um público superior a 24 mil torcedores. Kobayashi, ao lado de Biro Biro e Carioca, assinalaram os gols dessa conquista, mas, apesar de ter feito uma boa campanha na Série A do ano anterior (1997), o América não era o favorito para levantar “a queridinha”. Além disso, com o resultado do jogo de ida (2x1 para o Vitória), o Mecão precisaria vencer com 2 gols de diferença.

Felizmente, o título veio e com ele o nome do atleta Paulinho Kobayashi ficou gravado na história do clube que, até ali, vivia uma boa fase (96/97/98). Naquela época, o vencedor da Copa do Nordeste garantia sua participação direta em uma competição internacional: a extinta Copa CONMEBOL.

E, novamente, pode-se dizer que Paulinho Kobayashi marcou “outro golaço” na história do Alvirrubro. Afinal, foi ele o autor do único gol do Mecão na CONMEBOL, contra o Sampaio Corrêa, em 21 de julho de 1998.

É importante destacar que o América-RN é o único clube representante do estado na tríade: Campeão do Nordeste, Elite do Brasileirão e Copa CONMEBOL. E Kobayashi é o elo em comum.

A propósito, em sua passagem pelo Gigante da Rodrigues Alves no ano de 2006, Koba participou do segundo acesso à Elite Nacional. Pelo América, marcou cerca de 20 gols. Inclusive, em goleada de  4x0 contra o nosso principal rival dentro do estado (1998), marcou 3 e foi artilheiro do Nordestão daquele ano. Não entrou na lista dos maiores artilheiros do clube, em pesquisa realizada por Renan Mateus e Ernesto Teixeira, mas, sem dúvidas, é um dos grandes ídolos americanos.

CRÉDITOS: Renan Mateus/Acervo Pessoal

Agora, para o restante da temporada 2020, ele retorna ao América para escrever uma nova história. Dessa vez, como técnico.

Há muito se falava sobre a possibilidade de trazê-lo de volta. Desde 2010, quando iniciava sua carreira como comandante, com a demissão de Lula Pereira, o dirigente Clóvis Emídio o procurou. Infelizmente, na época acabou não sendo possível este retorno. Recentemente, no final do ano passado foi procurado por Luciano Mancha para a temporada 2020, porém, também foi inviável. Nesse lapso temporal, aos poucos desenvolveu um trabalho cada vez mais sólido. Acumulando passagens por equipes de Bahia (auxiliar), São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Maranhão, Ceará, e, agora, Rio Grande do Norte.

Dentre os grandes destaques na sua carreira, foi duas vezes Campeão pelo Altos-PI, fez bom trabalho à frente do Imperatriz-MA (onde por pouco não subiu a equipe para a Série B) e no Floresta-CE (terceiro colocado do estadual). Além disso, foi eleito o melhor técnico do Campeonato Cearense 2019, em votação online promovida por uma Rádio de Fortaleza.

 

FOTO: Canindé Pereira/América FC

 

Finalmente, Kobayashi vem se aperfeiçoando por meio de cursos realizados pela CBF e outros, e, além do posto de ídolo futebolista consolidado, busca firmar sua trajetória como treinador esportivo. Estamos esperançosos e felizes com a chegada do professor.

Nos treinos compartilhados pelos canais oficiais do clube, o clima é de leveza e descontração. Na próxima segunda (7), temos a final do returno do Campeonato Potiguar, onde só a vitória nos interessa e, em poucos dias, inicia-se a busca pelo acesso à Série C do Brasileirão.

Bom trabalho, professor!

 

Por essa massa que te segue sempre a todo lado e, não importa se perder, eu vou te apoiar. Passam os anos, derrotas e os campeonatos. Mecão, por ti meu sentimento nunca vai acabar. Vamos, Mecão, não podemos perder! Jogue com raça que eu vou te apoiar. Mecão guerreiro, eu vou até a lua pra te ver jogar.

 

Por Amanda Oleinik

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna, não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.