O craque que fez do manto a sua segunda pele!

 

 

 

Volante, lateral esquerdo/direito e meio campista, um mundial, uma libertadores, quatro campeonatos brasileiros, uma copa do Brasil e seis cariocas, parece um time não é? Mas é apenas Leovegildo Lins da Gama Júnior ou apenas Júnior, que jogou 872 partidas pelo mesmo time (Clube de Regatas do Flamengo) conquistando nada mais, nada menos que 13 títulos.

 

 

Fonte:www.flamengo.com.br

 

O começo de uma história de glórias

 

Nascido em 29 de Junho de 1954, em João Pessoa na Paraíba, Júnior  veio com a família para o Rio de Janeiro e foi morar no bairro de Copacabana, aos 5 anos. Aos 9 anos já brilhava no mirim do Juventus, um time de futebol de praia. Foi descoberto pelo Flamengo jogando peladas na Praia de Copacabana, pelo ex-ídolo rubro-negro e então treinador das categorias de base Modesto Bria, que o apresentou à Gávea em 1974. No mesmo ano, Júnior se firmou no time titular profissional, e com apenas 20 anos de idade, conquistou o título estadual de 1974 com o Rubro Negro Carioca, e por aí continuou até 1984, com uma extensa lista de títulos que vão desde campeonatos cariocas até o tão sonhado mundial.

 

Seleção vestida de rubro-negro – O mundial

 

Em 13 de dezembro de 1981, a nação rubro-negra conquistou o mundo. O time daquela época era conhecido como ’Esquadrão imortal” e o time base contava com: Raul; Leandro, Marinho (Figueiredo), Mozer, Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes, Lico e JÚNIOR.

Considerado o melhor time brasileiro depois do Santos de Pelé, o esquadrão imortal contou com a habilidade  preciosa do maestrinho Júnior na marcação e no apoio ao ataque e assim o Flamengo era campeão do mundo. Era, também, o primeiro (e até hoje único) time carioca a vencer um título Mundial.

 

Fonte: falandodeflamengo.com.br


 

Vai, mas volta – Itália

 

Em 1985, nosso tão querido maestrinho foi vendido para o Torino, na Itália por 2 milhões de dólares . Torino por muito pouco não faturou, na temporada 1984-1985, o Scudetto. O time grená foi vice-campeão com 14 vitórias, 11 empates e cinco derrotas em 30 jogos, quatro pontos a menos que o campeão, o Hellas Verona. Júnior foi o maestro do time e marcou sete dos 36 gols anotados pelo Toro na competição. Eleito pela imprensa italiana, o melhor jogador de 1985, o craque virou ídolo da torcida Torina, porém a força dos rivais era maior, o impedindo de conquistar títulos.

 

Fonte: em.wikipedia.org

 

Júnior com a amarelinha – Seleção Brasileira

 

Foi em 1979 que Júnior começou a ser presença constante nas convocações da Seleção Brasileira principal,  jogou 88 partidas entre os anos de 1979 e 1992, anotando 8 gols. Assim como o Esquadrão imortal, fez parte  do que é considerado um dos maiores times que o futebol já produziu: a Seleção Brasileira de 1982. Jogou as Copas do Mundo de 1982 (Espanha) e 1986 (México)

 

 

A volta majestosa                   

 

No final da década de 80, eis que nosso Maestrinho retorna ao Fla a pedido de seu filho que nunca o tinha visto jogar pelo time que lhe revelou. Desacreditado por conta de seus 35 anos e também por visíveis cabelos brancos, Júnior mostrou que o talento está na alma, e liderou o Flamengo nas conquistas da Copa do Brasil de 90, o Campeonato Estadual de 91 e o Brasileirão de 92, fazendo  inclusive, um dos gols do 1o jogo da final. Ficou conhecido como "Vovô-Garoto", por toda sua disposição em todo meio campo durante a segunda fase em que esteve no Fla.

 

A despedida

 

O eterno maestrinho decidiu pendurar as chuteiras logo após a eliminação do Flamengo da libertadores de 1993 frente ao São Paulo de Telê Santana e Raí. Júnior até tentou continuar como técnico do Flamengo, mas seu negócio mesmo era estar dentro de campo com a bola nos pés, e foi no futebol de areia, aquele mesmo, lá dos anos 70, que ele encontrou seu refúgio, ficou conhecido no mundo todo, sendo campeão cinco vezes com a seleção brasileira de beach soccer, ajudando a divulgar o esporte por todo mundo, recebeu a chancela da FIFA e é considerado por muitos o maior jogador de futebol de areia de todos os tempos. Hoje nosso esterno maestro ainda está no meio do futebol de campo, agora como comentarista esportivo da Rede Globo.

 

Principais Títulos Individuais:

 

Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo da FIFA: 1982

 

Bola de Prata da revista Placar: 1980, 1983, 1984, 1991 e 1992

 

Bola de Ouro da revista Placar: 1992

 

3º Melhor Jogador da América do Sul: 1981

 

7º Melhor Jogador do Mundo pelo Guerín Sportivo: 1981

 

Melhor Jogador do Campeonato Italiano: 1985

 

Eleito um dos 100 maiores jogadores do Século XX pela revista World Soccer: 1999

 

Eleito o 59º Melhor Jogador do Século XX pela revista Placar: 1999

 

FIFA 100: 2004

 

Eleito o 53º Melhor Jogador da história das Copas pela revista Placar: 2006

 

Eleito para o Time dos Sonhos do Flamengo pela revista Placar: 2006

 

Eleito um dos 1000 Maiores Esportistas do Século XX pelo jornal The Sunday Times

 

 

A alma rubro negra

 

A nação rubro negra só tem a agradecer a aquele que possui uma perna esquerda que cobrava faltas impecáveis, realizava cruzamentos inimagináveis e marcava gols maravilhosos, a aquele que retornou com 35 anos e nos trouxe a mesma felicidade que nos deu aos 20, a aquele que mesmo não tendo um copa em seu currículo, tem um mundial com o time em que é o jogador que mais vestiu a camisa do mesmo, só temos a agradecer ao nosso capacete, dono de um dos blacks mais bonitos da década de 80, nosso eternizado Júnior Maestro.

 

Fonte: globoesporte.com



por Barbara Lima