O DESMANCHE RUBRO-NEGRO

(Foto: Página Oficial / GEB)

 

Em menos de uma semana, um desmanche colossal no plantel do Grêmio Esportivo Brasil se desenrolou. Após garantir a permanência na Série B, o torcedor pôde respirar aliviado mas não sabia a quantidade de estresse que estava por vir. O xavante disputou a última partida do ano no sábado (24) e já na segunda-feira, a maior e mais fiel foi bombardeada com uma notícia mais que inesperada: Rogério Zimmermann se despedia do clube.

A princípio, teria sido uma despedida tranquila e amistosa. O próprio Rogério declarou que veio, parafraseando sua famosa fala, buscar o Brasil na zona de rebaixamento e colocar na Série B mas que iria mesmo embora logo após. E dito e feito. Ainda assim, há quem tenha ficado com um pé atrás, acreditando que exista mais coisa por trás desta história e algum desentendimento (salarial ou não) tenha ocorrido entre RZ e a direção xavante. Paulo Roberto Santos chegou no mesmo dia como seu substituto.

E a novela havia apenas começado. Estamos agora na noite de quinta-feira (29) e nada menos que vinte nomes deixaram o plantel rubro-negro até agora. Vou citar com destaque o lateral artilheiro Eder Sciola e, poucas horas atrás, o goleiro Marcelo Pitol, que foi um nome crucial na fuga do rebaixamento na segunda divisão do brasileirão. Em seu texto de despedida e em uma live nas redes sociais, Pitol citou a direção xavante e deixou claro que a mesma não demonstrou interesse em mantê-lo no time.

Dentre os poucos nomes que ficam no clube, estão os goleiros Carlos Eduardo e Marcão, os zagueiros Nirley e Leandro Camilo, os volantes Zé Augusto e Sousa, o meia Pereira e os atacantes Michel e Luiz Eduardo. Heverton, Collaço, Alex Ruan e o capitão Leandro Leite ainda negociam seu futuro e sabe-se lá o que pode acontecer.

No meio de tudo isso, o torcedor segue a ver navios. Sem um esclarecimento, sem uma prestação de contas decente, sem noção do que está por vir. Semanas depois de comemorar a garantia na Série B e a poucos meses do começo do estadual, vê as peças essenciais do trabalho que foi construído desmoronarem uma a uma. E quem tem culpa nisso? Uma direção omissa, que depois sabe vir ao microfone e dizer que precisa da maior e mais fiel. Mas quando a torcida precisa da direção, ela deixa com que um desmanche total aconteça diante de nossos olhos enquanto fica de braços cruzados.

Sabe quem pode vir a pagar o pato? Nós que estamos lá e nunca vamos sair. E por que "pode vir"? Pois, eu que me encaixo nessa sofredora categoria como torcedora, ainda vou ser otimista (para não dizer trouxa) de acreditar que um milagre vai nos salvar. Só um milagre mesmo, porque os comandantes aqui parecem que não veem problema nenhum em deixar o barco afundar. Ainda bem que quem sempre está aqui para salvar é, mais uma vez, aquele a quem Rogério Zimmermann se referiu como o primeiro jogador: o torcedor xavante.

Enquanto isso, é para ti rubro-negro que está lendo este texto, que eu deixo a pergunta: qual a tua opinião acerca de toda esta recente situação? O que achas da maneira como a direção xavante está lidando com as idas e vindas?

 

Por Alice Silveira