O empate que ofuscou a estreia oficial de Bauza no comando tricolor!

A estreia do São Paulo no Campeonato Paulista não foi uma das melhores, e o time mostrou pouca diferença daquele que jogou na temporada passada. Em campo não se viu muito daquilo que muitos torcedores imaginaram que veriam.

Nesse sábado (30), às 19h30min (horário de Brasília), a equipe tricolor enfrentou o Red Bull Brasil, no Moisés Lucarelli, em Campinas, e deixou escapar dois preciosos pontos. A partida, que terminou empatada em 1 a 1, não foi um espetáculo aos olhos daqueles que aguardaram tão ansiosos a volta do time principal aos gramados.

Imagem: Heitor Esmeriz (globoesporte.com)

Um jogo em que os jogadores pareciam estar com os ânimos exaltados, aflorados pela ansiedade da estreia, que terminou com nada menos que oito cartões amarelos, distribuídos pelo árbitro para as duas equipes, sendo cinco desses para o Tricolor.

Inicialmente controlado no jogo pelos anfitriões, o São Paulo só não abriu o placar logo no início da partida porque o desvio de Breno, após uma cobrança de falta do capitão Michel Bastos, fez a bola bater no travessão do goleiro do Red Bull Brasil.

Não demorou muito para o Tricolor Paulista se achar em campo e passar a utilizar o sistema de criação, com boas jogadas, muitas até perigosas.

Um jogo “morno”, que parecia seguir para o intervalo sem muitas novidades. Até que aos 44 minutos, Michel Bastos cobrou – e bem! – um escanteio, e Paulo Henrique Ganso subiu, e de cabeça, desviou e abriu o placar para o São Paulo.

Imagem: Marcos Ribolli (sportv.globo.com)

A campanha #ChutaGanso continua firme e forte nas redes sociais, mas o primeiro gol de 2016 do Maestro foi de cabeça! E fazendo gol, alguém se importa com a maneira que foi feito?!

Com a vantagem no placar para o Tricolor, as equipes seguiram para o vestiário.

Na segunda etapa, os comandados de Bauza pareciam querer “matar” logo o jogo, tentando aumentar o resultado, e o que se viu foi uma equipe diferente daquela do início da partida, que agora dominava, mantendo o adversário em seu campo de defesa.

Alan Kardec, aos 12 minutos, teve uma oportunidade de ouro para aumentar a vantagem, mas deixou passar, talvez por excesso de estrelismo (?), atitude que o torcedor cansou de ver por parte de alguns jogadores na temporada passada. Cair dentro da área não foi suficiente aos olhos do árbitro para que ele marcasse penalidade máxima no lance.

Criando bastante, mas sem aproveitar as chances, o São Paulo passou a ser pressionado pelo Red Bull Brasil, e aos 21 minutos, o coração de Bauza e companhia limitada, disparou mais rápido e forte. Em um contra-ataque, Willie acertou o travessão de Denis, após bater firme da entrada da área. Passado o susto, o pior veio logo em seguida.

Três minutos depois, em uma cobrança de escanteio para a equipe anfitriã, Roger foi segurado e puxado por Lucão (que estava no jogo há apenas cinco minutos, e entrou para substituir Breno, que sofreu uma lesão), e o árbitro marcou pênalti. O próprio jogador cobrou, e sem nenhuma chance para o goleiro tricolor, bateu e empatou a partida.

Imagem: Marcos Ribolli (globoesporte.com)

O placar seguiu em 1 a 1, e assim foi até o final do jogo, que nos acréscimos, ainda teve Carlinhos invadindo a área pela esquerda, mas chutando no lado de fora da rede.

É possível notar as mudanças que Edgardo Bauza vem fazendo a cada treino, com um time “tecnicamente” mais organizado, marcando bem, elaborando e criando mais jogadas. Mas também é perceptível ainda a insegurança na parte defensiva, algo que no último ano tornou-se um pesadelo para quem treina, joga ou assiste e torce. Tornou-se um pesadelo para quem sonha em ver um sistema defensivo sólido, sem sustos, mas com frieza.

O próximo desafio do São Paulo será na quarta-feira (3/2), às 21h45min (horário de Brasília), em Trujillo, no Peru, contra o César Vallejo, pela Copa Libertadores.

Pelo Paulistão, o Tricolor voltará a campo no próximo sábado (6), contra o Água Santa, no Pacaembu.

Na maioria das temporadas em que o São Paulo foi campeão, o time nem sempre começou bem. Então, resta aos torcedores acreditar que o ano de 2016 será composto por bons jogos e excelentes e consistentes vitórias. Vitórias essas que poderão levar o Tricolor Paulista a conquistar títulos, e de volta para o lugar de onde ele nunca deveria ter saído: o primeiro!

 

Renata Chagas