O FUTEBOL É MAIOR QUE O DINHEIRO!

 

 

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(Foto: Créditos na imagem)

 

DENTRO DE CAMPO

 

Rivais sim, inimigos nunca! Atlético Paranaense e Coritiba fizeram surtir efeito essa frase na tarde deste domingo (19) na Arena da Baixada, em Curitiba. O jogo que era pra ser de rivalidade no campo e nas arquibancadas lotadas de torcedores apaixonados rebatendo as zoações de ambos os lados, acabou em união, isso tudo porque, ao longo da semana as duas equipes haviam se unido para poder transmitir o jogo via Youtube.  

 

Os dois times paranaenses receberam a proposta da globo de R$1milhão para os direitos de imagem  para a transmissão do clássico paranaense, mas acharam um valor absurdo, sendo que times considerados menores, em jogos que não são clássicos recebem mais, e recusaram a proposta.  Com isso, os clubes se uniram e decidiram transmitir o jogo online em seus respectivos canais, um jeito independente de transmissão e sem passar em nenhum emissora de Televisão.   Mas tudo isso foi interrompido quando a Federação alegou que faltava o credenciamento das pessoas responsáveis pela transmissão, porém esse mesmo problema parece ter passado “despercebido” no confronto entre Rio Branco e Toledo.

 

As torcidas só foram entender o que estava acontecendo depois do locutor do estádio explicar a situação. Logo em seguida, as duas torcidas rivais, se uniram e começaram com músicas ofendendo a Federação e a Rede Globo. Após mais de 40 minutos sem saber o que poderia acontecer, os times decidiram não jogar, foram ao meio de campo, de mãos dadas e intercalados, um de cada time, aplaudiram a torcida e voltaram para os respectivos vestiários.


“Eu queria explicar para as duas torcidas. Atlético-PR e Coritiba não venderam seus direitos por essa esmola que a RPC e a TV Globo quiseram nos pagar. É um direito nosso. E hoje nós queremos fazer a transmissão de forma gratuita pelo Facebook e pelo youtube. A Federação de forma absurda não quer que o jogo comece. Mas nós não vamos parar. Os dois clubes não venderam os seus direitos. A Federação de forma arbitrária quer que nós tiremos a nossa transmissão, não é ligada a nenhuma TV, é uma produtora que nós contratamos. Então não vai ter jogo. Peço desculpas as duas torcidas. Os técnicos estão de acordo. Eu já recebi o telefonema do presidente Petraglia e do presidente Bacellar que concordam com essa decisão”- afirmou Mauro Holzmann, diretor de marketing do Furacão.

 

Jogo entre Atlético-PR e Coritiba não aconteceu por impasse sobre a transmissão

(Foto: site uol)


 

PEDIMOS PAZ!

 

Infelizmente como todo ATLETIBA esse não foi diferente, o clima de guerra se espalhou por toda cidade de Curitiba. O clima de amizade no fim do ano de 2016 ficou no passado mesmo.

Os horários estipulados pela polícia para as torcidas não foram respeitados e muitos torcedores ficaram de tocaia para encontrar os rivais e dar início às confusões. Um grupo de torcedores do Atlético chegou a procurar uma Unidade de Saúde no Cajuru.

 

Parece que mais uma vez o papo de "Rivais sim, inimigos nunca" ficou só nas quatro linhas.

 

 

(FOTO VIA: PÁGINA FACEBOOK  IMPERIOALVIVERDE)


 

"Primeiramente, quero pedir desculpas a toda a sociedade pelo ocorrido. É uma grande tragédia que assola também a Polícia Militar. O sargento tem mais de 20 anos de serviço e está muito abalado. Ele tem um histórico limpo na corporação e se consultou com uma psicóloga logo após a tragédia. O sargento foi afastado das ruas e, em 15 dias, se tiver em condições, retorna à corporação com trabalhos administrativos”, descreveu o tenente-coronel Wagner Lúcio dos Santos, do 12° batalhão da Polícia Militar.

 

Em frente ao Couto Pereira, torcida e Polícia se prepararam para caminhada até à Arena da Baixada, quando, Leonardo de apenas 18 anos tomou um tiro no peito, sem nem saber o porquê e dá onde veio, levado até o hospital Cajuru, foi submetido à uma cirurgia e infelizmente não resistiu.

 

Acima é o pedido de desculpas da PM, desculpas essas, que não servem de consolo para os pais, amigos e demais familiares, o sargento que atirou em Leonardo relatou o que aconteceu, segundo ele, ao entrar na viatura, colocou a bandoleira (alça) de sua sub metralhadora ponto 40, e o cano acabou ficando para fora da janela, sentiu o recuo da arma e a fumaça dentro do veículo, ao olhar para o lado, se deparou com o garoto caído no chão e só aí, percebeu o que de fato havia ocorrido. Após o disparo ainda houve uma pequena confusão entre torcida e Polícia, a torcida em si, buscava explicações do tiro.

 

 

OPINIÕES DAS COLUNISTAS  

 

Mas o que pensar depois de tudo isso, será realmente que polícias que estão ali para fazer nossa segurança estão preparados? Exames psicológicos em dia? Porquê um erro simples se tornou fatal. Porque para escoltar torcedores não estavam com balas de borracha, como deveriam ser, será que esses torcedores que se preparavam pra ir tranquilamente assistir o clássico estavam sendo considerados por eles bandidos? Agora, após a tragédia, ficam as perguntas, a maioria delas sem resposta.  Além disso devemos ressaltar as brigas que ocorreram nas ruas antes do jogo, desnecessárias, o futebol não precisa disso, ontem mais uma vez mostramos que a paz é o melhor caminho. Após a partida alguns torcedores saíram juntos do estádio, mas, não demorou muito para a confusão começar, mesmo os dois clubes se unindo contra a máfia do dinheiro no futebol, não aprenderam a moral da história, após o acidente da Chapecoense, várias torcidas se uniram, Fanáticos e Império Alviverde também, andaram lado lado sem problema algum, mas na primeira oportunidade, se espancaram, sem pensar, e após todo o ocorrido de ontem, pensávamos que poderia ser uma nova oportunidade, mas, tem gente que não aprende, qual o sentido de bater no outro só pelo simples fato de ser rival, amor a gente não escolhe, acontece, do mesmo jeito que você torce e é apaixonado pelo seu time, seu rival também é, aprendam que não é porque uso uma camisa diferente da sua que devo apanhar, ou até mesmo tirar a vida de alguém, por um fator tão bobo como este,  rival não é meu inimigo e se lutamos juntos por direitos iguais, devemos lutar também pela paz, o futebol precisa disso.” Patricia, torcedora e colunista do Coritiba

 

Um argumento tão fraco prejudicou mais de 25 mil pessoas presentes na Arena da Baixada, torcedores (muitos deles) que fizeram aquele esforço pra ir ao jogo no dia de ontem afinal, era clássico né? O melhor Atletiba foi marcado não pelo futebol dentro das quatro linhas, o melhor clássico do nosso estado não aconteceu desta vez por conta de uma picuinha ridícula. Mas é aquele velho ditado “há males que vêm pra bem” e o jogo que não aconteceu ontem mostrou que Atlético e Coritiba são muito maiores que seu Hélio Cury! A dupla Atletiba cansou, chega de esmolas da rede Globo!” Vanusa, torcedora e colunista do Atlético Paranaense

 

“A Federação paranaense de forma arbitrária e política, não permitiu que o apito de começo de partida fosse dado, segundo a federação foi por causa da falta de credenciamento dos repórteres cinematográficos que estavam na beira do gramado. E por um áudio que vazou na internet que fiquei sabendo deu a entender que o quarto árbitro disse para os técnicos e torcedores do coxa que eles não eram os detentores do Campeonato Paranaense. Com isso ficou fácil de entender que o jogo não foi realizado porque a Globo não deixou, ela deve ter sofrido uma represália em relação à federação. Como o jogo ia ser transmitido via Internet de forma gratuita e como a Globo não ia receber nenhum dinheiro com isso, os times bateram de frente e resolveram não acabar com a transmissão e a federação foi convidada a se retirar de dentro do campo. Os times estão certos, não devem abaixar a cabeça mesmo, pra essa máfia de Globo e CBF cada clube recebe uma miséria em relação aos times de eixo e eles fizeram bem em fazer essa transmissão gratuita via youtube”  Jéssica, torcedora e colunista  do Coritiba


“Ambos os times fizeram o certo, o futebol hoje em dia infelizmente só envolve dinheiro, o clássico paranaense é um dos melhores clássicos brasileiros e o que ofereceram para eles foi vergonhoso. Não devem abaixar a cabeça pois os clubes e o futebol em si é bem maior que o dinheiro e que qualquer máfia como a Globo, as federações e a CBF” Izabela, colunista do Atlético Paranaense.

 

Do quarteto Atletiba:

Izabela Risden/ Patrícia Moro/ Vanusa Caetano/ Jéssica Bandeira