O MAIOR CLÁSSICO BRASILEIRO, AGORA NA HISTÓRIA DA LIBERTADORES

 

 

Escreveu se nesta quinta-feira (12), o primeiro capítulo do maior clássico brasileiro, na maior competição sul americana,  o primeiro greNAL da história da Copa Libertadores da América.

 

Foto: Eduardo Deconto

Pelo GRUPO E, Grêmio e Internacional se enfrentaram na Arena, com mando de campo gremista pelo jogo de ida da fase de grupos. A partida que ocorreu às 21h, teve transmissão para o público brasileiro, somente via Facebook, uma transmissão que bateu recordes para a plataforma. A audiência bateu picos de 2.1 milhões de pessoas assistindo, o antigo recorde era de PSG X Borrusia Dortmund, pela Champions League.

 

Desde seu sorteio, antes mesmo de o Colorado ter entrado para a fase de grupos, já que este teve que eliminar dois outros times na fase classificatória, todas as expectativas de torcedores da dupla giravam em torno desta data, doze de março de dois mil e vinte, o primeiro.

 

As dúvidas antes da partida pairavam em alguns pontos da escalação, D’Alessandro ou Thiago Galhardo e nas laterais, o recém chegado e já “amado”, Renzo Saravia ou Rodinei, do outro lado Moisés voltando de lesão ou Uendel. El Chacho resolveu pelo simples, seguiu com a formação já testada, entraram em campo: Marcelo Lomba; Rodinei, Bruno Fuchs, Victor Cuesta e Uendel (Moisés); Musto, Edenilson, Boschilia e Marcos Guilherme; Thiago Galhardo (D’Alessandro) e Paolo Guerrero (Lindoso).

 

Durante a semana, Edenilson em entrevista coletiva disse que: “Se não jogarmos da mesma forma longe do Beira-Rio, o Coudet já avisou que vai trocar jogadores do time.”, e foi isso que se viu, um time que mesmo visitante se impôs de uma forma bem característica do argentino. 

 

O Grêmio teve logo de cara uma baita oportunidade de abrir o placar, que parou nas mãos de Marcelo Lomba, a partir dos 10’ da primeira etapa o Internacional cresceu e foi muito seguro. 

 

As melhores oportunidades de gol aconteceram na segunda etapa, o Inter retornou com modificações, Moisés voltou no lugar de Uendel, colocou mais imposição física e força na lateral.

 

O Colorado vinha numa crescente muito forte dentro do jogo, tirou tinta das traves da goleira adversária por duas vezes e ainda viu Boschilia perder um gol “feito” dentro da área. Paolo Guerrero ainda teve um gol anulado, por impedimento marcado pela arbitragem.

 

Foto: Ricardo Duarte

 

Aos 28’, Coudet optou por mais uma troca, entrou D’Alessandro no lugar de Galhardo, pelas características do 10, o jogo baixou um pouco a velocidade e também rendeu menos no momento imediato da troca, mas por sua vez fluiu com a manha hermana na sequência.

 

O jogo em si foi muito disputado, foi um bom jogo, principalmente para o Inter, o time foi bastante agressivo até que, depois de uma falta de Moisés em Pepê e uma discussão de jogo, Luciano interferiu na “conversa” entre ambos e foi o estopim para que a racionalidade dos atletas tenha se perdido.

 

A partida foi paralisada por uma confusão generalizada, agora entre praticamente todos os atletas, tanto quem estava participando da partida quanto quem estava no banco de reservas se envolveram na “briga”. Quando os ânimos foram “acalmados”, houveram 8 expulsões, 4 cartões para cada lado.

 

Os colorados, Edenilson, Victor Cuesta, Moisés e Praxedes, este do banco de reservas, foram expulsos, do lado de lá Pepê, Luciano, Caio Henrique e Paulo Mirando também deixaram a partida mais cedo.

 

O jogo chegou a retornar e este foi o melhor momento do tricolor na partida, mas as redes seguiram sem balançar.

 

Embora a confusão venha a dar se como marca da partida, o futebol que se jogou dentro de campo pelo Internacional foi de excelente nível, são dois meses de trabalho de Coudet e não somente a qualidade e técnica dentro de campo precisam ser louvadas, mas também a postura dos jogadores, o brio.

 

Embora o empate dentro da casa que o adversário usa como sua não seja de todo o pior dos resultados, o Colorado foi de longe o maior prejudicado pela confusão, tirou de campo seu capitão, Edenilson que vem numa evolução absurda de seu futebol, Moisés que é titular na lateral e ainda Praxedes, uma das melhores opções do meio campo para a frente, sem contar que a partida foi paralisada justamente no melhor momento  de jogo para a equipe.

 

Atualizando a tabela do clássico:

424 partidas

156 vitórias do Internacional

136 empates

133 vitórias do Grêmio


 

De torcedora para torcedora, Jéssica Salini

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.