O milagre tem cor e é vermelho

 

A Coreia do Sul é a seleção que vem construindo sua trajetória em participações consecutivas em mundiais há nove copas.

Desde 1986, seja em posição meramente ilustrativa na fase de grupos ou mordendo um quarto lugar enquanto sede dos jogos, em 2002, junto com o Japão, o time se faz presente nas competições.

 

(Foto: Associação Coreana de Futebol / @thekfa)

 

A Coreia tem amanhã, às 11h (horário de Brasília) o maior desafio do ano. Matematicamente, os coreanos tem, sim, alguma chance. Mas tanto os tigres asiáticos quanto a atual campeã do mundo precisam vencer para alcançar as oitavas de final.

Para Heung-Min Son, o peso dessa partida é ainda maior, conforme abordado na apresentação da seleção coreana neste blog, Mulheres em Campo. O atacante deve quase dois anos de serviço militar obrigatório ao seu país. Como atleta, Son jogou na Alemanha por cinco anos, no Hamburgo e no Bayern Leverkusen, até chegar ao Totthenham, da Inglaterra. Ele sempre soube desta condição, mas seguiu o seu sonho como todo jogador, pensando nas possibilidades que o livrariam de tamanho retrocesso.

 

(Foto: YONHAP (EFE))

 

Por isso a esperança nele estava viva quando chutou a gol no fim da partida contra o México e marcou um golaço. É por isso que o camisa 9 chora na véspera da partida. Se passar para as oitavas, ele ganha a tão sonhada liberação. Caso contrário, passada a copa do mundo, a única chance estará na conquista da medalha de ouro dos Jogos Asiáticos, que neste ano acontecerá na Indonésia, em agosto.

Muita fé na revanche daquela semifinal de 2002.

 

Em nome de “We, the Reds” (“Nós, os Vermelhos”),

Lívia Torres