O PEIXE MORRE PELA BOCA!

Corinthians joga mal, mas Cássio salva novamente e leva o Timão para sua terceira final seguida


 

(Foto por Daniel Augusto JR./Agência Corinthians)

 

Os fins justificam os meios? Um raio cai três vezes no mesmo lugar? Não importa o caminho, mas sim o objetivo? Vários clichês poderiam definir, de diversos olhares, a classificação do Corinthians para a final do Campeonato Paulista 2019. O fato é que era pra ser e foi, mesmo que de forma sofrida e não tão sonhada.

 

A partida em si, ao contrário daquele empate contra o mesmo adversário ainda na fase de grupos, ou até do jogo de ida, na Arena Corinthians, não foi o que se esperava. Sabemos que o Corinthians tem um ótimo plantel de atacantes e esse realmente vem sendo um setor que tem trazido resultados e resultados bons. Acostumados com a “Escola Tite de Futebol”, onde vale o jogo pegado, segurar resultado e jogar por um empate ou no máximo um gol chorado, nós corinthianos, em muitas partidas desta ainda breve temporada, tivemos a oportunidade de ver um novo Corinthians, mais avançado, mais ofensivo e mais consistente. Nesta disputa de semifinal, contra um dos rivais, em pleno Pacaembu (o nosso Pacaembu), Carille retrocedeu e foi covarde.

 

Vimos durante os 90 minutos de jogo um Corinthians fechado, recuado, refém de troca de passes e jogando um jogo que só é aceitável jogar quando se está ganhando por um gol de diferença e o juíz dá 5 de acréscimo. Semifinal é jogo de ataque, independente de ter a vitória no jogo de ida. Não dá pra ficar contando com o empate quando do outro lado existe um time que quer a classificação tanto quanto você.

 

A retranca, além de não funcionar, colocou a defesa (que já não é 10/10) em enorme vulnerabilidade, fazendo Cássio trabalhar o triplo e, se não fosse ele, o resultado poderia ter sido diferente. Os números não mentem e dizem exatamente o que foi visto em campo: 3 míseros ataques do Corinthians, contra 26 do Santos. Quem não ataca, não faz gol e quem não faz, toma. Tomamos e passamos pelo desespero de ter a classificação perdida. Com o resultado de 1x0 para o Santos, somado ao 2x1 para o Corinthians, feito em Itaquera, a decisão foi feita nos pênaltis.

 

(Foto por Daniel Augusto JR./Agência Corinthians)

 

O sofrimento começou logo na primeira cobrança, feita por Boselli (que substituiu Gustagol já no final do segundo tempo, uma substituição que, confesso, não entendi até agora) e defendida por Vanderlei. Daí em diante, só muita reza e pedidos para São Jorge, até um dos jogadores Santistas colocar a bola na trave e reacender a fé na classificação. Com tudo igual e todos os lados acertando, fomos para a morte súbita: Quem errasse, estaria fora. Foram duas cobranças para cada lado nessa tensão, até Victor Ferraz chutar na trave (com uma ajudinha da ponta do dedo de Cássio) e, finalmente, a nação Corinthiana poder respirar aliviada e comemorar a classificação.

 

Não foi da forma esperada, poderia ter vindo de forma mais fácil e mais digna de aplausos, mas veio e deve ser comemorada. Méritos totais e todo o amor alvinegro ao Cássio, que vem sendo GIGANTE em todos os sentidos sempre que é necessário. Ter goleiro é essencial.

(Imagem: Reprodução/Corinthians Oficial)

 

Há o que ajustar, principalmente em questão de postura e esquema de jogo. Agora estamos ainda mais perto do tri e da 30a conquista estadual e isso deve ser levado a sério.

 

No próximo domingo, o Corinthians enfrenta o São Paulo, no Morumbi para a primeira partida da final. Por ter feito melhor campanha que o adversário, a decisão será em Itaquera.

 

Antecipamos a páscoa, comemos o peixe e a surpresa do ovo foi a classificação. O peixe sempre morre pela boca!

 

Vai, Corinthians!

 

Por Victória Monteiro, maloqueira e finalista, graças a Deus!