O que pedimos? Entrega! O que nos dão? Indiferença!

Que o futebol apresentado pela seleção canarinha está em decadência, todo mundo sabe. Mas que iriamos entrar em campo com o ataque mais caro da competição e ainda assim passar os 135 minutos das partidas contra o Iraque e África sem balançar as redes, foi mais do que o nosso pessimismo podia esperar.  

 

A equipe canarinha chegou a terceira partida da fase de grupos com 2 empates sem gols, atuações desastrosas e uma chuva de vaias. 

 

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

 

adversário de hoje é a Dinamarca, às 22h, na Arena Fonte Nova em Salvador. O time dinamarquês é o líder do grupo com quatro pontos e quer estragar de vez a história da seleção olímpica brasileira. Um empate pode até garantir a Dinamarca em primeiro lugar. 

 

Para o Brasil, só a vitória interessa.  

 

Para tentar resolver o problema de gols da seleção olímpica, o técnico Rogério Micale optou por colocar todos os atacantes disponíveis em campo desde o início. O Brasil terá na linha de frente Neymar, Gabriel Jesus, Gabriel e Luan. O gremista é a novidade do time e entrará no lugar de Felipe 

Anderson na equipe titular – Walace substitui o suspenso Thiago Maia no meio-campo.  

 

Neste esquema, Luan é o responsável por recuar mais. Ele circula para dar opções aos meio-campistas e iniciar os ataques. Defensivamente, é responsável por dar combate ao volante adversário. Para que o esquema funcione, porém, é preciso que o gremista não seja o único a se esforçar 

defensivamente: os outros três atacantes também devem ajudar na marcação, sob o risco de a equipe ficar exposta demais.  

 

O outro problema está no banco de reservas. Com Luan em campo, Micale terá apenas duas alternativas ofensivas, ambas para o meio-campo: Felipe Anderson e Rafinha. O jogador do Lazio também pode atuar pelos lados, enquanto o atleta do Barcelona, longe da melhor condição física, daria mais cadência na construção das jogadas.  

 

E o que, nós, os torcedores, pedimos? Entrega!  

 

Não estamos pedindo uma Copa do Mundo, ou uma goleada em cima da seleção dos sonhos, estamos pedindo somente, que joguem com orgulho! Joguem com compromisso! 

 

O tempo passa e os jogadores continuam com milhões no bolso, mas nós, os torcedores, ficamos com o gosto amargo pelo fracasso de vocês, não por vocês, mas sim pela seleção brasileira, e relembrando as glórias de um passado sensacional, misturado com a angústia de um futuro fracassado. 

 

Compromisso para com os torcedores, é o dever de vocês! Se não estão aptos a enxergarem o que representam e se não quiserem jogar por nós, além apenas do que por você, recusem essa honra, simples! 

 

Seleção brasileira: 5 copas. E um respeito imenso, que estão conseguindo perder. 

 

 

Beatriz Cunha