O resultado que não correspondeu com a partida

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Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Em jogo válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, o Guarani foi até Recife para medir forças com o Santa Cruz. O resultado do jogo não correspondeu com o que foi a partida. Com domínio de jogo do Bugre, faltou eficiência nas finalizações. Por outro lado, o Santa Cruz não desperdiçou e com poucas chances de gol, foi efetivo nas mesmas.

 

O JOGO

Como já era de ser esperado, os primeiros minutos foram de pressão do time da casa. Logo aos 4’, o Santinha abriu o placar, em falha pelo lado esquerdo da defesa bugrina, Nininho passou com facilidade e cruzou para Halef Pitbull se adiantar entre a marcação e mandar no fundo das redes de Leandro Santos. Depois do gol, o Bugre acordou, mas nada conseguiu fazer no primeiro tempo.

Na volta para o segundo e sem modificações, o Guarani continuou dominando, bem parecia que Eutrópio, treinador do Santa Cruz, havia pedido para seu time recuar na defesa. Precisando de maior poderio ofensivo, Vadão mudou a equipe. Saíram Eron, Claudinho e Juninho, para entrada de Bruno Souza, Edinho e Caíque.

O gol de empate era questão de tempo. Aos 34’, Eliandro, sempre ele. Jussani fez lançamento para Caíque, ele escorou de cabeça para Eliandro brigar entre a zaga do Santa e estufar as redes do goleiro Júlio César.  O empate não durou muito tempo e logo veio o balde de água fria. Aos 38’, em lance simples pela lateral do campo, Caíque se enrolou com a bola e não afastou-a, Tiago Costa roubou dele e cruzou na medida para Ricardo Bueno cabecear entre os dois zagueiros bugrinos pregados no chão.

O Guarani ainda tentou o empate nos últimos minutos, mas não havia tempo para mais nada. O Santa Cruz manteve o tabu de nunca ter pedido para o Bugre no Arruda. Por outro lado, o Guarani não conseguiu dar sequência de vitória na competição.

“Jogar aqui no Arruda é sempre difícil. Tem o fator do campo pesado e do calor, mas isso já sabíamos. No primeiro tempo sofremos um gol cedo em um vacilo enorme, pois treinamos isso. Vacilamos, marcamos mal. Depois tivemos chance e não convertemos. Acredito que o Santa Cruz teve mais futebol que o Guarani”, falou o treinador à Rádio Bandeirantes de Campinas.

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Vadão gostou da postura do Guarani

Foto: Carlos Velardi/EPTV

 

OPINIÃO DA COLUNISTA

O placar negativo serviu para o Guarani tirar lições importantes para os próximos jogos. A principal delas, é que a lateral esquerda deixou a desejar. Eron foi bem abaixo do esperado, talvez pelo tempo sem jogar. E quando foi substituído por Bruno Souza, Lenon teve que inverter seu lado. A zaga também precisa ser vista com bons olhos, tenho certeza que Vadão dará conta disso. Sobre os pontos positivos, ressalto a força de vontade da equipe, a raça e a tranquilidade para não sair ao ataque desesperadamente, o Guarani tocou a bola de forma a envolver a equipe do Santa Cruz durante boa parte do jogo. O autocontrole é fundamental para a disputa da Série B.

 

FICHA TÉCNICA

Santa Cruz x Guarani

Local: Estádio José do Rego Maciel (Arruda), em Recife-PE.

Arbitragem: Daniel Nobre Bins, Elio Nepomuceno de Andrade Junior e José Eduardo Calza. Todos do Rio Grande do Sul.  

Gols: Halef Pitbull, aos 4′ do 1º T, Eliandro, aos 34′ do 2º T e Ricardo Bueno, aos 38′ do 2º T.

Cartões Amarelos: Lenon, Auremir e André Luis

Público e Renda: 6.090 – R$ 52.870,00

Santa Cruz Futebol Clube: Júlio César; Nininho, Anderson Salles, Bruno Silva e Tiago Costa; David, Elicarlos, André Luis (Roberto), William Barbio (Thiago Primão) e Everton Santos; Halef Pitbull (Ricardo Bueno). Técnico: Vinícius Eutrópio.

Guarani Futebol Clube: Leandro Santos; Lenon, Genilson, Jussani e Eron (Bruno Souza); Evandro, Auremir, Bruno Nazário, Juninho (Caíque) e Claudinho (Edinho); Eliandro. Técnico: Oswaldo Alvarez.

 

 

O próximo compromisso do alviverde é no Brinco de Ouro, contra o Figueirense. A partida está marcada para terça-feira (23), às 21h30, com portões fechados. Lembrando que esse é o segundo e último jogo da punição recebida pelo STJD. Ainda resta cumprir os cinco jogos fora de casa sem a presença da torcida bugrina.

 

Vamos meu Bugre, à frente!

Por Fernanda Martins.