O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil.

Como de costume em todos os anos, agradecer aqueles jovens remadores que, sem imaginar, criaram um dos maiores times do Brasil e do mundo, o Clube de Regatas do Flamengo. Em setembro de 1895, reunidos, como de costume, no famoso restaurante Lamas, no Largo do Machado, José Agostinho Pereira da Cunha convidou os demais amigos, Mario Spíndola, Augusto  da Silveira Lopes e Nestor de Barros a criar efetiva criação do grupo. 
Eu poderia ficar horas e horas descrevendo todo o processo de criação do clube, desde o remo até os dias atuais, mas hoje eu quero escrever uma carta para esse amor, para o meu Flamengo!  
São 120 anos te amando e te apoiando, 120 anos que somos vermelho e preto, 120 anos que eu, em 17 de vida, tenho orgulho de falar sobre o ano que você conquistou o mundo, que você nunca caiu, que você marcou um gol histórico contra o maior rival em uma final de campeonato aos 43 do segundo tempo (você tem noção? Você demais!), 120 anos que você acelera corações do Oiapoque ao Chuí, que você reune 40 milhões de pessoas em um só amor, 120 anos que discutimos, brigamos, defendemos você em uma roda de amigos, 120 anos que somos os maiores otimistas do Brasil, 120 anos que não sabemos medir esforços, 120 anos que lotamos aquelas arquibancadas de cimento, 120 anos que ficamos em pé nessas novas cadeiras, 120 anos que te seguimos por onde for, 120 anos que nós pensamos "é só mais um jogador ruim, o Flamengo continua", 120 anos que homens como Zico, Petkovic, Júnior, Bebeto, Romário, Adílio, Leonardo Moura se consagraram com seu manto sagrado, são 120 anos que a vida nos fez Flamengo e que nós fizemos do Flamengo a nossa vida.  

17 de novembro de 1985, o dia em que o amor em forma de esporte se concretizou!

 

Por Bárbara Lima