O STJD quer que eu desista do futebol. O Grêmio não vai deixar!

Há vinte e tantos anos, nas minhas mais remotas lembranças do futebol, já relacionava esse esporte à confraternização entre familiares e amigos, ao entusiasmo diante das decisões, ao choque de uma decepção, ao descontrole de comemorar um triunfo. Esse foi o futebol que conheci. Ao longo dos anos, foi por esse futebol que me apaixonei. Meu caso de amor com o futebol tem um nome, um brasão, uma história: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

O que eu não poderia imaginar é que, no ano de 2016, seria o próprio Grêmio que jogaria na minha cara que o futebol que me conquistou desde a década de 90 não existe mais. E que fique bem claro que essa realidade não está ligada ao fato da escassez de títulos na qual estamos inseridos. O Grêmio me mostrou que o futebol não é mais o mesmo no momento no qual a filha do seu personagem mais importante entrou em campo para comemorar nossa classificação para a final da Copa do Brasil. Poxa Grêmio, tu faz questão de me mostrar que o futebol está me desiludindo através de um abraço do nosso “Homem-gol” na própria filha?

Eu sei que a culpa não é tua Grêmio. Eu sei que tem um tal de STJD te usando pra me fazer desacreditar do meu querido futebol. Eu desconheço a grandiosidade da formação e preparação de cada um dos nobres membros desta instituição que rege através de seus julgamentos os rumos futebolísticos do Brasil. Mas, definitivamente, eles devem ser indivíduos muito superiores. Eles conseguiram transformar uma atitude passiva de multa em um motivo para perdermos o mando de campo em uma final tão esperada. Eu e tu sabemos o quanto esperamos esse momento Grêmio. O STJD não sabe. Na realidade, o STJD não deve nem saber o que foi o futebol que um dia conquistou a mim e a milhões de seguidores. Deve ser por isso que ele insiste em tomar atitudes que acabam com esse futebol e, gradativamente, com o prazer de acompanhá-lo.

Fonte: Blog Grêmio Rock

 

Tenho plena consciência que regras existem para serem cumpridas, ao mesmo tempo em que sou consciente o suficiente para ter noção das consequências e riscos de atitudes e acontecimentos. Carolina Portaluppi estava no local errado, na hora errada. Ao contrário do que já li por aí, não tenho intenção e nem o direito de questionar sobre sua alma gremista. Foi o ídolo de uma massa Tricolor que regeu a cena da comemoração em campo. Agora um tribunal questionado há muito tempo por diversos clubes compromete, através de uma decisão descabida, o espetáculo dessa massa que há tanto anseia por um momento decisivo.

Recursos irão ocorrer. Talvez ao ler esse texto o Grêmio já tenha conseguido reverter essa tua decisão, STJD. Talvez nosso destino seja passar por uma adversidade da dimensão desta: encarar uma final longe da nossa Arena. Não sei o que vai acontecer. O que eu sei é que os rumos que o futebol pode tomar nas mãos dessa instituição são assustadores. Na pior das hipóteses, tu vais me fazer desistir do futebol, caro STJD...

 

Nação Tricolor, mais do que nunca, temos a certeza que a vida de um gremista não é fácil. Essa Copa do Brasil é uma prova viva disso. Já encaramos uma decisão eletrizante nos pênaltis, já tivemos que enfrentar o melhor time brasileiro da temporada, já quebramos um tabu mineiro de décadas. Pensamos que encarar o forte time do Galo seria o último capítulo nesta história. Mal sabíamos que mais capítulos estavam prestes a ser escritos. A realidade é que nunca vou desistir de ti, Grêmio! Não importa o que os “sábios” e “coerentes” reis do STJD imponham, essa torcida vai te apoiar, como em todos os anos. Força e raça meu Grêmio! Mais do que nunca, QUEREMOS A COPA!!!

Cintia Menzomo