O TÉCNICO ULTRAPASSADO E O TIME SEM ESTILO TÁTICO

 

Perder de 3 x 0 para o Goiás, na noite do último domingo (22), no Serra Dourada, foi uma vergonha. O rival dono de uma das piores campanhas do Brasileirão passeou pela defesa, meio de campo e mostrou vontade de vencer, o que o elenco do Tricolor esqueceu ao entrar em campo. Parabéns aos envolvidos em voltar a colocar meu time no 17 lugar da tabela, com ridículos 18 pontos conquistados, e na zona de rebaixamento.

 

O técnico Oswaldo de Oliveira disse no final do jogo que "tentou fazer o melhor que pode e que foi o melhor início de partida do elenco e, por mais irônico, a pior forma de terminar."

 

Nefasto

Foto: Lucas Merçon

 

Discordo veementemente. O time começou sem saber bem como tocar a bola e, por muitas vezes, os zagueiros recuaram a bola para Muriel como se não houvesse outro jogador mais adiantado para liberar o jogo.  O gol do rival saiu logo e numa falha conjunta da pior dupla de zaga. 

 

Na subida de Michael, nem Frazan ou Digão souberam travar a jogada. Já disse e repito, nenhum  dos dois têm futebol para vestir a camisa do Tricolor.

 

Com o tento, o time entrou em crise existencial e pareceu esquecer dos principais fundamentos do futebol, tanto que passou a errar na defesa, nas transições do ataque e insistiam em tentar as mesmas jogadas pelo flanco esquerdo, bem marcado pelo Goiás. 

 

Gilberto até tentou explorar o outro lado do campo, mas nunca tinha um jogador para dar cobertura. No meio de campo, Ganso e Nenê disputaram quem jogou pior, quem errou mais passes e foi mais lento. Sinceramente, não os vejo juntos no mesmo time, justamente pela falta de velocidade que nenhum deles têm mais.

 

A primeira finalização feita pelo Fluminense veio de João Pedro, no finalzinho do primeiro tempo. Inclusive ele também não foi bem em campo, assim como Yony que foi incapaz de criar ou finalizar uma bola. Será que isso tem a ver com o fato dele já ter expressado sua vontade de sair do clube? Vai saber. 

 

Diante deste cenário medonho em campo, o que fez o técnico? Nada. Ele não substituiu ou tentou um jeito de melhorar as coisas.  Segundo gol do Goiás e se o Fluminense já expressava nervosismo, a coisa só piorou. Nova enxurrada de erros e passe e marcação e uma necessidade de parar o ataque rival com desmanches mais fortes. 

 

Foto: Lucas Merçon

 

Como tudo pode piorar, Nenê errou o passe e deixou a bola de presente para Yago Felipe fechar o placar. Muita posse de bola improdutiva, muita falta de um estilo técnico e tático que o técnico até agora não conseguiu imprimir.  O Fluminense em campo é uma confusão e a impressão dada ontem foi a de que os jogadores pareciam não se entender. Sem essa liga, o jogo não corre. 

 

Teve outra. Breno, do Goiás, foi expulso e mesmo com um jogador a mais, o Tricolor não soube aproveitar a vantagem. Resumindo tivemos uma defesa falha, um meio campo improdutivo e lento e um ataque ineficaz. O que podemos esperar agora?

 

Não queriam mais o Diniz? Ok. Só que a escolha do nome do OO foi um desastre. Quem sabe a diretoria perceba isso a tempo e tente resolver o problema. Temos Marcão que conhece bem os jogadores e tem uma relação amistosa com todos.  Não seria a hora de dar uma oportunidade a ele?

 

Próximo adversário é o Santos e mesmo com o jogo no Maracanã será uma pedreira. Mais um ano a contar pontos para não cair. Esse time não merece a torcida que tem. 

 

Carla Andrade