O tropeço do líder!

Palmeiras cede o empate em casa e perde a chance de disparar.

Quando a torcida do Verdão entrou no Allianz Parque, na tarde deste domingo (21), estava confiante e cheia de moral. É aquela sensação que todo torcedor tem de que jogar em casa já garante cinquenta por cento do resultado.

E faz sentido, não? Quem nunca ouviu a frase clássica: "na minha casa mando eu!" ou "minha casa minhas regras"... Mas ontem, infelizmente, foi o velho dito popular: "Santo de casa, não opera milagres”, que se encaixou como uma luva.

O time de Cuca tinha o jogo na mão, mas bobeou e cedeu o empate para a Ponte Preta aos vinte e nove minutos do segundo tempo e não conseguiu virar o jogo.

Sim, do ponto de vista do resultado, foi melhor que a derrota. Mas para quem quer ser campeão, ganhar apenas um ponto em casa, é uma grande tropeçada que não pode acontecer. Não a essas alturas do campeonato.

O Palmeiras entrou melhor, com uma postura mais ofensiva que o adversário e propondo o jogo, mas a ausência de Erik, que estava suspenso, para compor o trio de ataque fez falta. A triangulação entre ele, Dudu e Roger Guedes, fez a diferença no último confronto.

Rafa Marques foi seu substituto, mas o esquema não flui com a mesma eficiência, o que possibilitou a retranca, tanto que a primeira chance de gol do jogo foi da Macaca. O time de Eduardo Baptista saiu em contra-ataque rápido aos seis minutos e propiciou uma grande defesa de goleiro palestrino.

FOTO: esporte.uol.com.br

Felizmente, o Palmeiras estava vivo na partida e aproveitava todas as chances para furar o fechado bloqueio. Aos quinze minutos abriu o placar. Roger Guedes comandou a jogada pela direita, cruzando por baixo, Cleiton Xavier, que estava no lance, deixou a bola passar e a gorduchinha achou Rafa Marques, que só teve o trabalho de estourar a rede.

O primeiro tempo ainda teve algumas poucas chances para os dois lados, mas o jogo continuou com a mesma cara: os adversários trancados a sete chaves e o Verdão tentando sair, sem muita categoria.

A segunda etapa veio com mudanças não só de jogador, mas também de postura. No lado alviverde, Zé Roberto, sentiu e pediu para ser substituído, Egídio entrou no seu lugar e o time veio com gana para decidir a partida. No lado adversário, Galhardo substituiu Maycon e os campineiros voltaram com uma postura mais aberta e mais ofensiva.

O jogo prometia. Três segundos e Rafa Marques já estava ameaçando o gol do ex-palmeirense Aranha, mas a bola saiu em linha de fundo. Aos três minutos, Moisés achou CX10 e fez uma tabela divina, coisa de profeta, o camisa dez lançou Tchê Tchê, que chutou com efeito e fez a torcida gritar “uuuuuuuuuuuuuuuu”.

Só dava Verdão! O time de Parque Antártica mandava no jogo.

Mas quem manda, tem que fazer gol, caso contrário... Bem, caso contrário vocês já sabem, certo? Aos seis minutos, após uma verdadeira lambança da defesa, num bete-rebate inacreditável, os ponte pretanos igualaram tudo. Um gol de pura sorte. Mas gol é gol. Vale gol de joelho, gol de ombro e até gol espírita, portanto gol de sorte vale sim senhor. Para o nosso azar.

O Verdão continuou sem se abater. Buscando mais ainda o segundo gol, o torcedor gostou e aumentou o volume da voz, fazendo uma festa linda nas arquibancadas.

Aos dezoito minutos, o professor trocou Cleiton Xavier, que não estava rendendo o esperado, por Allione e o time ganhou mais consistência. No seu primeiro lance com a redonda nos pés, o argentino lançou Guedes e dele para Tchê Tchê, que quase virou. Estava na hora de mudar o “quase”, por “gol”.

E o segundo veio e foi um belíssimo e inesperado gol. Jean cobrou falta e colocou a bola na área, o goleiro Aranha defendeu mal e a sobra foi tocada por Rafa Marques para trás. O zagueirão Thiago Martins estava muito bem posicionado e cabeceou para dentro do gol. Cabeceou não é bem a palavra, porque foi gol de testa! Vale gol de testa sim! Golaço e uma comemoração emocionante.

O cenário era perfeito. O Palmeiras fazia a lição de casa e estava prestes a ganhar um “dez com louvor”, mas parece que dessa vez o nosso comandante não foi feliz na última substituição. Cuca tirou o nome do jogo, o garoto prodígio Roger Guedes e colocou Thiago Santos em seu lugar.

O maldito gol de empate do adversário aconteceu exatamente nesse momento. A Ponte se aproveitou da condição ainda “fria” do zagueiro e armou um contra-ataque rápido e inteligente, lançando Pottker, com muita velocidade, ele chutou certeiro acertando o canto direito do gol de Jailson.

O final do jogo mostrou um elenco sem poder ofensivo para virar a partida. A liderança continua, mas se ganhasse, o Palmeiras dispararia na tabela, abrindo uma boa vantagem do agora vice-líder Atlético Mineiro.

Cada rodada acirra mais a briga pelo topo da tabela. Agora é hora de acelerar os motores, mas também de estudar com cuidado o próximo passo. Líder que é líder precisa aprender e rápido, que agora, não dá para tropeçar.

Por Alê Moitas

Curta Blog Mulheres em Campo