Obrigada, Botafogo!

 

Luciano Belford / SS PRESS / BFR

Noite de alegria! A energia em torno do estádio dava para ser sentida enquanto aquele trem da Supervia nem no Meier tinha chegado. Aquele escudo sagrado carregado nas camisetas, bonés e casacos atraíam a atenção uns dos outros. É como dizer “olá, não nos conhecemos, mas somos grandes amigos, você bem sabe”.

Na descida da rampa da estação do Engenho de Dentro, um sinal: mais gente que o comum. Casa mais cheia. Ingressos a partir de R$ 5 faz até o mais reclamão levantar do sofá! O hino do Botafogo era tocado ininterruptamente na José dos Reis e dezenas de torcedores já bebiam aquela gelada, fazendo o aquecimento dos gogós.

O sentimento era um só: de hoje, não passa!

E não passou. Os 3 pontos, enfim, vieram em uma só partida.

Luciano Belford / SS PRESS / BFR

Teve Marcinho, finalmente, barrado pelo Valentim, teve um primeiro tempo morno, morno, sem criação e bastante irritante, com a primeira chance de gol depois de meia hora de jogo. Teve pênalti bem marcado com gol de Lindoso, Leo Valencia chutando a gol com segurança, teve também Jefferson defendendo chutão de Carleto (gol de Carleto? Não, nem pensar!) e teve gol contra registrado em nome do general, Igor Rabelo, na segunda etapa. Perto de acabar ele teve mais uma chance, mas desperdiçou. Placar final 2 x 0. Dois a zero. Vencemos!

BOLA FORA

O Clube Atlético-PR decidiu por mandar seus jogos em casa sob regime de torcida única. Já se sabe que tal escolha não resolve nenhum dos problemas que ocorrem fora das quatro linhas. Por essa razão, a diretoria do Botafogo decidiu por não abrir o setor destinado aos visitantes na noite de ontem. Foi estranho e triste ao mesmo tempo. Nem todas as decisões tomadas por lideranças são, de fato, em prol daqueles para quem trabalha. Perde o torcedor.

Partimos agora menos preocupados para a Copa do mundo?

Não.

Sabemos de toda a limitação do elenco, que o Gilson pode e deve ter melhores oportunidades, que esses pontos perdidos em empates com gostinho de derrotas nos farão muita falta lá na frente e tudo mais sabemos.

Mas essa pausa é valiosa. Se despir de suas cores e histórias pra usar verde e amarelo num único sentimento é o que o brasileiro faz de melhor. O mundial é mágico e se Tite tirar um coelho da cartola... é hexa!

Vai, Brasil!

Em um mês, voltaremos com a nossa programação normal. E vai ser dureza. Corinthians no Itaquerão. Haja coração!

Por Lívia Torres.