Para encerrar com chave de ouro

 

Palmeiras encarou o Vitória com um mistão em Salvador e encerrou a campanha maravilhosa do Brasileiro de 2016 com mais uma vitória.

 

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Fonte: Cesar Greco

 

Palmeiras foi a Salvador para disputar a 38ª e última rodada do Brasileirão de 2016 para encarar o time do Vitória, ameaçado de rebaixamento. Cuca escalou, pela última vez, a equipe do Palmeiras com um mistão recheado de jogadores reservas, tendo em vista que boa parte dos jogadores tidos como titulares receberam férias antecipadas após a conquista do Brasileiro na penúltima rodada. Para encerrar a brilhante campanha deste ano, o Palmeiras venceu o Vitória por 2 a 1.

Com gols de Alecsandro e Gabriel o Palmeiras não se intimidou na casa dos baianos e se lançou ao ataque, nem mesmo o gol de Marinho fez o time esfriar, pelo contrário, a equipe campeã brasileira logo empatou a partida, e depois conseguiu a virada. Os baianos estavam nervosos em campo e a zaga deu muitas brechas que facilitaram a vida do campeão.

 

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Fonte: Facebook Palmeiras oficial

Ainda em homenagem à Chapecoense, a equipe alviverde entrou em campo com a camisa verde da Chape e o Vitória com a camisa branca. Antes do início da partida os jogadores trocaram para os uniformes oficiais de seu clube, também com homenagem à Chape na frente e os nomes dos falecidos jogadores estampados nas costas. Linda Homenagem!

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Fonte: Facebook Palmeiras oficial

Com o resultado, o campeão brasileiro Palmeiras chegou aos 80 pontos, melhor ataque do campeonato com 62 gols, melhor defesa com 32 gols sofridos, um dos melhores mandantes, o melhor visitante, 28 rodadas na liderança e nenhum jogador expulso. Tá bom ou precisa de mais alguma coisa?

Vitória em cima do Vitória que encerra com chave de ouro essa campanha que daqui há alguns anos estaremos contando aos nossos filhos e aos nossos netos. A campanha bella e de enaltecer os olhos dos torcedores e calar a boca dos críticos.

Pensar que tanto criticaram a nossa campanha, tanto tentaram desmerecê-la, mas nós mostramos à todos que esse time desde o início era campeão.

Foi assim na primeira rodada quando o Palmeiras goleou o Atlético-PR por 4 a 0 e assumiu a liderança que seria inteiramente sua. Foi assim no jogo duríssimo com o Flamengo em Brasília, onde mais uma vez conquistamos os suados três pontos. E aquele jogo contra o Grêmio no Pacaembu? Só de lembrar meu coração dispara. Os clássicos contra o Corinthians, com direito a vitória em casa no dia da paixão palmeirense e a belíssima vitória na casa do rival. O jogo duro contra o Santa Cruz no segundo turno fora de casa. O empate contra o Cruzeiro, com aquele gol salvo em cima da hora por Zé Roberto. Ou ainda, a vitória em cima do Internacional em casa que nos deixou cada vez mais perto do título. Enfim. São muitas recordações, lances, jogos, jogadores decisivos, pontos suados e a certeza que o melhor do Brasil em 2016 se sagrou campeão.

O Palmeiras foi muito questionado em 2016. Com a saída de Marcelo Oliveira após o péssimo início de temporada, a pífia atuação no Paulista, a queda na semifinal diante do rival Santos e a precoce eliminação da Libertadores, todos questionavam a atuação palmeirense. Quando o Palmeiras contratou muitos jogadores todos falaram em “elenco inchado”. A mídia que para variar não cumpre o seu papel de imparcialidade levantou hipóteses de desentendimento do elenco, “elenco rachado” eles disseram...

Mais uma vez o Palmeiras calou a boca dos críticos em campo. Um dos elencos mais unidos que recordo em minha memória palestrina recente. A força que quando faltava em campo, vinha serena do banco de reservas. As peças polivalentes que se encaixavam perfeitamente.

Mas aí quando não dava mais para falar do elenco, falaram do nosso modo de jogar. O “Cucabol” passou a ser questionado pela imprensa. “O líder que só faz gol de lateral e que joga feio”. Como se desse para fazer espetáculo em campo em todas as 38 rodadas. Como se o gol feito da lateral fosse menos gol que os demais...

Quando se é um dos melhores mandantes e o melhor visitante fica difícil achar argumentos para criticar a nossa campanha, então chegou o momento que todos se renderam ao campeão brasileiro Palmeiras, mas que ainda não era campeão. A ponto de todos nos chamarem de campeões, mas nós ainda não. Nossa história sempre mostrou que não precisamos cantar vitória antes do tempo. Não precisa ter pressa quando se tem história.

Palmeiras encerrou neste domingo a campanha do seu eneacampeonato. Já estou com o coração apertado pensando como serão os próximos meses sem o alviverde em campo.

Muito mudará para 2017, começando pelo nosso comandante, Cuca, que nos deixará para cuidar de sua família. Alguns jogadores sairão, outros virão. Teremos presidente novo. Enfim, muita coisa pode mudar, mas o que não mudará é a garra alviverde de ser campeão que pelo segundo ano consecutivo conquistou um título brasileiro: 2015 Copa do Brasil e 2016 Campeonato Brasileiro. Depois de conquistar o Brasil tanto assim, acho que chegou a hora de conquistarmos a América mais uma vez ou quem sabe ainda o Mundo...

Que 2017 nos faça mais feliz ainda do que 2016 nos fez e olha que será um páreo duro, porque esse ano foi maravilhoso!!! Obrigada Palmeiras por fazer o ano mais verde e branco da história!

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Fonte: Facebook Palmeiras oficial

A todos vocês que me acompanharam ao longo deste campeonato, lendo meus textos, comentando, compartilhando, obrigada pela companhia! Foi ótimo dividir essa jornada com vocês!

 

Sempre e sempre avanti!

 

Por Marcela Permuy