Parabéns, Sport: 111 anos de uma história de amor

 

Foto: Sport Club do Recife

Hoje é o dia oficial dos festejos. O dia em que o Sport Club do Recife completa 111 anos de vida. O 13 de maio é doce para o torcedor leonino, é um dia divino, tal qual aquele no longínquo 1905, quando Guilherme de Aquino, à sombra de um Sapotizeiro, reuniu no Recife ardentes seguidores fundando esta nação de vencedores, que encanta, enobrece e dá prazer.

Quando me perguntam por que sou Sport, não sei responder. É como perguntar “o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”?! Não existe resposta para algo que sempre foi. Sou Sport desde o momento da concepção, no útero da minha mãe. Nasci predestinada a amar sem garantia de nada em troca, sem garantia de felicidade e muito menos de sorrisos constantes.

Nesses anos de união foram muitas alegrias. A sua casa virou a minha casa, o seu manto a minha segunda pele, a sua história a minha história, a sua glória o meu orgulho e o seu hino o meu canto de amor. É como um casamento sem divórcio. O que prevalece é a promessa de união na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe. É um laço eterno, indiscutível e imensurável.

Há algo de mágico que envolve o Sport Club do Recife. Temos como mascote o Leão que simboliza o poder, a sabedoria, o orgulho, a juventude, a ressurreição, a segurança, a proteção, a justiça. Não somos o mais antigo, mas somos o maior e mais amado. Não temos todos os títulos, mas temos os mais importantes. Que outro time consegue causar em seus adversários o temor que o Sport causa ao entrar em campo munido do manto sagrado e da oração da torcida na arquibancada em forma de canto? Que outro time tem o hino tão aclamado quanto o do Leão da Ilha? Que outro time vive em comunhão espiritual tão perfeita com a sua torcida como o nosso? A resposta é fácil: nenhum. Porque só pode existir um Sport no mundo, e ele é rubro-negro e pernambucano. É aquele abençoado pelo Deus, que mistura todas as religiões, culturas e nações. Que é favela e elite, branco e preto, amor e ódio. Sim, porque nenhum outro time tem o luxo de unir todas as torcidas rivais numa torcida arco-íris, que se une diariamente contra o nosso sucesso. E sim, isso é um luxo; afinal, torcer mais contra o seu adversário do que para o seu próprio time é reconhecer a superioridade do outro.

Hoje é dia de todo rubro-negro se orgulhar. Orgulhar-se por torcer por um time é campeão brasileiro, campeão da copa do Brasil, tricampeão do Nordeste e quarenta vezes campeão estadual. Um time que acima de tudo, é forjado de raça e superação – “Eu sou rubro-negro da terra que busca na guerra um clima de emoção. Lutar é a força da busca que empurra o meu clube pra ser sempre campeão”. O mundo é um lugar melhor porque o Sport existe.  O Sport não é só nação. Sport é maior do que isso. É uma instituição supraterreste, que está acima do bem e do mal, do certo e do errado, do justo ou do injusto. Sport é Sport, e isso é tudo.

Parabéns, Sport! Parabéns pelo seu dia, pela história linda e centenária e por fazer a humanidade feliz há 111 anos!

Obrigada, Sport, por maltratar e acalentar o meu coração e me fazer acordar feliz apenas por torcer pelo melhor de todos. 

“A vida a gente vive pra vencer, Sport, Sport, uma razão para viver.”

Beatriz Cunha