Pênalti perdido e empate marcam a primeira partida da segunda fase

 

 

Primeiro quero começar dizendo que acharia justo se a direção grená incluísse em seus planos de sócio um cardiologista, porque convenhamos, cada jogo é vários tipos de infarto diferentes.

 

 

Fernando Teramatsu

 

 

Após receber a notícia de que o duelo seria transmitido pelas redes sociais do Maringá, me tranquilizei, afinal de contas não seria nesse domingo que eu sofreria ouvindo o jogo pelas ondas da Rádio Caxias. Minha ansiedade agradeceria e eu teria um pavor a menos, mas mal sabia o que estava por vir. Acessei o tal link de transmissão e aproveitei para conectar meu notebook na televisão. Estava confiante com a equipe pela qual torço, afinal a campanha da primeira fase apresentada pelo Caxias fora de seus domínios era consideravelmente boa e eu tinha ao meu favor o fato de que poderia afastar com meus olhos qualquer lance perigoso que ousasse a chegar em nossa área. E foi assim que aconteceu, na primeira chegada do Maringá. Um chute venenoso logo aos quatro minutos da etapa inicial, que carimbou a trave do goleiro Gledson. Tenho certeza que ali, os milhares de olhos grenás estavam atentos e voltados com um único objetivo: afastar aquela bola dali.

Entre a rádio e a transmissão ao vivo, cuja qual eu acompanhava, um delay de quarenta segundos. Olhos atentos na televisão, mas também nas mensagens do WhatsApp, afinal de contas, muita gente estava ouvindo e vai que uma alma piedosa que tivesse consideração por mim e pela minha ansiedade, me dessem um sinal positivo sobre os momentos do jogo. Aos 20 minutos, uma boa oportunidade para a equipe do Caxias, que chegou com Nathan Cachorrão. Por pouco não marcamos o gol e saímos para o abraço. Ainda tive um mini infarto quando a zaga do Caxias ficou batendo cabeça e deixou Lucão cara a cara com Gledson, mas o goleirão grená fez boa defesa e evitou o gol maringaense.

Outra taquicardia quando Paulinho Moccelin (o homizinho incomodativo) cortou a marcação e tentou inventar uma cavadinha para o gol, salva por Junior Alves.

Na volta para o segundo tempo, o Caxias entrou mais agressivo e foi aí que eu pensei: agora segura ‘nóis’! Passei a semana inteira lendo que eles tinham um experiente e velho conhecido jogador, que marcava gol até de ‘zóio fechado’. Mas se eles tinham Bruno Batata, nós temos Wesley, responsável por cinco tentos grenás e goleador da porra toda. Bastaram 13 minutos para que eu recebesse um comunicado via celular que me deixaria tranquilizada: Era gol do Caxias. Ainda deu tempo de ver o lance na televisão: Diego Miranda lançou para Eder, que tocou para Wesley fazer o que mais sabe desde que chegou aqui, Maringá 0 x 1 Caxias! Que alívio, e não demorou muito para que eu me acalmasse ainda mais. Aos 16 minutos, o goleiro adversário se atrapalhou após recuo de bola e acabou cometendo pênalti em cima de Nathan. Era a chance grená de ampliar e trazer uma vantagem positiva para casa. Wesley, o homem gol se prontificou a bater e ali pensei: ‘passou o boi, vai passar a boiada’. Mas que iludida! Desde quando o Caxias tem vida fácil em alguma coisa nessa vida? Nosso goleador isolou a bola e desperdiçou a chance de marcar o segundo. Para piorar, poucos minutos depois, Cleiton deu uma mãozinha ao adversário literalmente, ao tocar na bola dentro da área. O juiz marcou pênalti para o time paranaense. Voltou um ‘déjà vu’ daqueles pesados, afinal a gente já havia passado por algo bem parecido um tempo atrás. Na bola, Bruno Batata, que chutou sem chances para o goleiro Gledson: Maringá 1 x 1 Caxias. Além do mais, vi um show de cartões amarelos tomarem conta do confronto. Nessas advertências, eis que perdemos Marabá, que não poderá jogar a próxima partida por receber o terceiro amarelo. Também vivi para ver meu goleiro ‘dibrando’ e quase atuando como um lateral, indo inclusive com a bola em direção ao meio de campo, outro ataque para meu pobre coração. O jogo continuou com algumas chegadas sem efetividade até o apito final da partida. Destaque para a torcida grená, que pegou a estrada e percorreu cerca de 920 km até a cidade paranaense.

 

 

Fernando Teramatsu

 

 

No fim, um empate indigesto que ficou com gostinho amargo para nós, já que se tivéssemos marcado aquele pênalti, o jogo poderia ter tomado outra proporção. Mas não há tempo para se lamentar. Agora o Caxias terá que vencer em casa se quiser se classificar no tempo normal. Em caso de empate, a decisão vai para os pênaltis e aí meus amigos, preparem o Samu porque não sei se eu aguento mais essa. As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo 10, às 16 horas, no Centenário. Chegou a hora da torcida abraçar o time! Sabemos da importância desse jogo e o quanto uma vitória consistente pode significar para o futuro da competição. É hora de trabalhar para sanar os erros. É a hora da verdade.

Já diria um sábio torcedor grená: me ajuda fuliaaaaaa!

 

 

Francielle Fabro