PERDER NINGUÉM QUER, MAS JOGAR BOLA QUE É BOM...

 

No último domingo (21), o São Paulo foi até o Beira-Rio enfrentar o Internacional, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate ficou de bom tamanho para a equipe paulista, que fez um jogo feio e sem alma.

Porém, o que o torcedor não fazia ideia era de que o pior ainda estava por vir, o que de fato aconteceu na noite desta quarta-feira (24), no Morumbi.

 

O confronto

 

Pela estreia na Copa do Brasil, o Tricolor recebeu o Juventude, no jogo de ida das oitavas de final, às 21h45 (Brasília). O que foi feio no fim de semana contra os colorados, ficou horrendo contra os jaconeiros. A começar pela escalação, que contava com Bruno e Carlinhos nas laterais, ocupando as vagas de Buffarini e Mena, que no domingo não fizeram boa partida.

O São Paulo de Ricardo Gomes foi a campo com Denis; Bruno, Maicon, Lyanco e Carlinhos; Hudson, João Schmidt e Thiago Mendes; Kelvin e Cueva; Chávez.

Com a mídia pressionando desde o resultado do sorteio entre as equipes, onde fizeram questão de enfatizar que o Juventude é um time de Série C e que não está nem entre os quatro primeiros na tabela (e é claro que não deveria ser assim, pois em competições mata-mata não tem essa de equipe fácil ou difícil, não tem melhor ou pior!), os jogadores começaram a partida também pressionados pela torcida, que a cada jogo que passa vê o buraco ficar mais fundo.

Esses fatores não foram suficientes para fazer o time buscar um bom resultado em casa e a situação, que já era extremamente delicada, passou a ficar ainda pior e dificílima para o Tricolor, que mais uma vez jogou mal, ou sequer jogou...

Pouco mais de 6 mil torcedores (corajosos e apaixonados?) viram um time apático, sem brio, sem alma. Pouco mais de 6 mil torcedores viram o São Paulo tomar um gol do Juventude, no Morumbi, aos 9 (N-O-V-E) minutos de bola rolando, em mais uma falha de todo o conjunto, e mais ainda do nosso querido goleiro , Denis, que ao invés de assumir a culpa pelo erro no lance (que era uma bola defensável sim!), já levantou do chão xingando até a mãe e procurando culpados.

Foto: Mauro Horita / Agif / Gazeta Press

Contando com três volantes, sem criatividade no meio, e principalmente sem poder ofensivo, o São Paulo demorou até para chutar uma bola ao gol, causando irritação à torcida. Mas 3 minutos depois, aos 39, Carlinhos cruzou para Chávez, que desviou de cabeça e igualou o placar.

Foto: Marcos Ribolli

Na etapa complementar, o Tricolor comandou a posse de bola, mas não achou inspiração para aproveitar a vantagem de ter segurar a bola nos pés. Como todos sabem, posse de bola não significa estar melhor em campo ou ganhar o jogo.

Se o são paulino já estava achando ruim o empate, a situação saiu dos trilhos aos 28 minutos, quando Thiago Mendes cometeu um pênalti (duvidoso?) em Lucas, após dividida. Roberson, que já havia marcado o 1º tento dos jaconeiros, bateu e converteu.

Aos 35, o zagueiro Ruan foi expulso e o São Paulo ainda teve como buscar o empate, mas não foi possível, até pelos muitos impedimentos marcados.

Apito final. No placar?! 2 a 1 para o Juventude, que no jogo da volta poderá empatar ou perder até por 1 a 0, que se classificará. Para avançar, o Tricolor precisará vencer por 2 gols de diferença ou então por 1, desde que faça três ou mais. Um 2 a 1 para os paulistas, leva a decisão para os pênaltis.

 

Futebol de Série C

 

Em 90 minutos, o São Paulo teve uma aula de futebol com o “tal time da Série C”. Apesar da retranca, o Juventude, que está há 12 partidas sem perder, na noite de ontem mostrou que as divisões das séries do Campeonato Brasileiro não significam tanto quanto as pessoas acham, e que buscar resultados fora de seus domínios, com equipes consideradas “mais fortes”, não é impossível. Basta mostrar um pouco mais de força de vontade e organização do que os donos da casa... E depois do que se viu ontem, e de tudo o que o São Paulo está passando há anos, QUAL ERA MESMO O TIME DA SÉRIE C EM CAMPO?!


Renata Chagas