Perseguidos, Michel Bastos e Rodrigo Caio marcam, e São Paulo vence mais uma.

Com algumas mudanças no time, diante de pouco mais de 3 mil pagantes e em meio à chuva, o São Paulo entrou em campo pelo Campeonato Paulista na noite desta quarta-feira (24), às 19h30 (Brasília), e venceu o Novorizontino por 2 a 0, com gols do “perseguido” Michel Bastos, e do “jogador de condomínio”, o zagueiro Rodrigo Caio.

Durante a semana que antecedeu a partida, o que se viu nos programas esportivos e nas redes sociais foi uma enxurrada de críticas ao São Paulo, e também a alguns jogadores, e no Pacaembu, os olhos dos torcedores estavam voltados apenas para uma pessoa: Michel Bastos, o camisa 7 tricolor!

Há uns dias o jogador tem sido alvo de protestos, e a situação piorou após ele perder um pênalti contra o César Vallejo, em partida válida pela pré-fase da Libertadores. O meia, que ficou fora do jogo contra o Rio Claro e voltou a integrar o elenco como titular nesta quarta, foi “vítima” de um apitaço por parte da torcida. Mas isso não foi suficiente para fazê-lo esmorecer, e ele acabou respondendo as críticas dentro de campo.

O técnico Edgardo Bauza escalou o São Paulo com Denis; Caramelo, Maicon, Rodrigo Caio e Carlinhos; Thiago Mendes e João Schmidt; Wesley, Michel Bastos e Alan Kardec.

Mesmo com as mudanças, o Tricolor do Morumbi não fez uma bela atuação, e mesmo sendo tecnicamente superior ao adversário, deixou a desejar, pois novamente faltou um “cérebro” em campo, no primeiro tempo, já que quem executa com louvor essa tarefa é Paulo Henrique Ganso, e o mesmo estava no banco de reservas.

Uma etapa que ofensivamente não foi boa, à exceção do gol de pênalti, marcado pelo camisa 7, aos 19 minutos, após o meia acertar um belo passe para Rogério, que meteu velocidade na bola, tocando para frente, mas caiu quando o goleiro do Novorinzontino, ao tentar chegar na bola, não conseguiu parar e bateu a cabeça no atacante, ficando no chão por uns 3 minutos. Quando Anderson se recuperou, voltou ao gol para tentar defender a cobrança, cobrada por Michel Bastos, que chutou rasteiro no canto esquerdo, abrindo o placar, e correu para comemorar com todos ao outros jogadores, que se abraçaram na beira do gramado, próximo ao banco de reservas.

Imagem: Rubens Chiri / São Paulo 

Sem aproveitar a vantagem na superioridade técnica, o São Paulo acabou deixando o time visitante ganhar mais espaço, mas ainda teve algumas oportunidades com Wesley, por exemplo, que não fez uma boa partida e não conseguiu dar continuidade nas jogadas.

O sistema defensivo fazia sua parte, com Rodrigo Caio e Maicon, que por sinal, estreou muito bem. Sempre que acionado, não comprometeu e ainda manteve firmeza na zaga. Denis também se destacou ao fazer boas defesas.

Com o time pouco ofensivo, Bauza achou por bem sacar Alan Kardec, que não tem jogado o seu melhor futebol, para a entrada de Jonathan Calleri, logo no primeiro minuto da partida. O atacante manteve por mais tempo a bola no ataque.

O técnico ainda percebeu que era preciso criar mais jogadas pelo meio, o que pôde ser notado desde o primeiro tempo, e resolveu promover a entrada do meia Paulo Henrique Ganso no lugar do atacante Rogério, para surpresa da torcida, que tem o camisa 17 como xodó.

Imagem: Rubens Chiri / São Paulo 

As substituições surtiram um efeito positivo, e a partida ganhou certa dinâmica, com Ganso encontrando espaços bons para criar os lances. Aos 35, numa cobrança de escanteio, após o goleiro Anderson defender bem um chute firme de Wesley, o camisa 10 desviou a bola na primeira trave, Rodrigo Caio apareceu livre, e de cabeça, mandou para o fundo do gol.

Placar final marcando dois gols para o Tricolor, que fez o dever de casa e agora mais tranquilo, ocupa o 2º lugar do Grupo C, com os mesmos 10 pontos que a Ferroviária, time com melhor campanha.

O próximo compromisso do São Paulo é contra a Ponte Preta, no sábado (27), às 19h30 (Brasília), no Moisés Lucarelli, em Campinas. O Novorizontino, no mesmo dia, enfrentará o Audax.

Duas vitórias nos dois últimos jogos não reflete a “crise” plantada no clube. Racha no elenco, salários atrasados, comissão para diretor, propostas de emissoras de TV, reunião do Conselho, Rodrigo Gaspar, Ataíde, Leco, Aidar... Tudo isso, com pequenas ou grandes proporções, não podem refletir dentro de campo, por mais difícil que possa ser.

É necessário que haja comprometimento por parte daqueles que carregam o peso do manto sagrado, que vestem a camisa e correm pelo gramado, que gritam não as suas vozes, mas as vozes de mais de 18 milhões de torcedores. Torcedores esses que possuem apenas UM amor em meio a tantos amores... o Soberano Clube da Fé, São Paulo Futebol Clube.

Renata Chagas