3 cores, uma paixão.

Hoje acordei pensando, sabe?! De fato eu não ia escrever nada sobre o São Paulo, Rogério Ceni, Luis Fabiano, Alexandre Pato e cia ltda, mas não tive como guardar aquilo que penso, e não externar. Eu realmente não precisava e nem preciso fazer isso, mas aqueles que convivem comigo sabem como eu sou torcedora de verdade! E o torcedor de verdade, quando acha que tem que escrever, ele escreve, mesmo sabendo que ninguém, ou poucos, lerão. Até porque quando se trata de futebol, nem todo mundo gosta ou acompanha.

Minha paixão por futebol não é tão antiga, acho até que é bastante recente. Sempre gostei, mas nunca fui de acompanhar. Sou Tricolor desde os 6 anos de idade, mas não tinha noção nem da vida, quanto mais de futebol, apesar de na alfabetização ter participado de um campeonato que teve na escola e ainda ter feito um gol, o único da partida. E adivinhem a camisa que eu tava... Sim, a do Soberano, é claro. Pedi pro meu avô: Vô, eu quero jogar o campeonato da escola com a camisa do São Paulo. Ele foi lá, comprou e me deu. Ali nasceu o meu amor. Ali a minha história de amor com o São Paulo começava a ser escrita. Ali o meu destino começava a ser traçado, e sim, eu ia torcer pro melhor e maior time do mundo: São Paulo Futebol Clube, o Soberano Tricolor Paulista!

Então... Os anos passaram. Nunca fui muito ligada em futebol. Mas aí aquele amor que nasceu quando eu tinha 6 anos começou a ressurgir, em 2005, 2006... Mas não o bastante pra eu acompanhar como acompanho hoje. E 2009 foi o ano em que comecei a acompanhar de verdade. Comecei a assistir os jogos num bar que ficava no bairro Santo Antônio (Manaus, AM), depois participei da Torcida Tricolor Independente Manaus por um determinado tempo, mas minha história ia continuar mesmo na Torcida São Paulo Manaus. E hoje posso dizer que a TSPM é minha outra casa, e que sou muito feliz em fazer parte dessa torcida maravilhosa, que abriu as portas pra mim e me acolheu! Hoje sou parte de todo um trabalho. Sinto-me um pedaço dessa torcida, e faço questão de afirmar que ela é feita pela emoção de cada membro.

Os anos passaram. Anos de glórias, de vitórias... 2010, 2011... E o São Paulo parece que estagnou no tempo. 2012, um ano bom, título inédito da Copa Total Sul-Americana. São Paulo campeão e os gritos de emoção! E aí veio o 2013... ANO PRA ESQUECER! Acho que até o torcedor mais fervoroso estava perdendo a fé. Mas aprendemos que, enquanto houver 1% de chance, temos que ter 99% de fé! O São Paulo fez a pior campanha dos últimos tempos no Campeonato Brasileiro e passou, se não estou enganada, de 7 a 9 rodadas amargando o 19º lugar na tabela, e um booom tempo no Z4... E a cada rodada que passava, os corações dos torcedores batiam mais fortes e mais apertados, as lágrimas caíam (sim, eu chorei muitas vezes vendo o meu time na zona de rebaixamento, desacreditado, com o coração na mão!), mas nunca sem esperança. ANO PRA ESQUECER! E aí veio Muricy, e o que aconteceu?! Passamos a ter O técnico, que apesar de ser muitas vezes teimoso e cabeça dura, conhecia e conhece o São Paulo mais que qualquer um que faça parte do plantel de técnicos. Ele começou a dar uma cara nova pro time... E do 19º lugar na tabela em 2013, passamos para 2º em 2014, brigando por título e sendo vice-campeão do Brasileiro! 2015... Passamos a ter time. Um grupo que antes era apenas "esboçado", foi materializado. Claro que, até hoje, tem uns e outros que deixam a desejar, mas mesmo assim tentam, se esforçam, buscam conquistar o seu lugar. Por problemas de saúde, Muricy precisou abandonar o cargo, e aí mais uma vez o São Paulo ficou nas mãos do experiente Milton Cruz, que executou com louvor o seu trabalho enquanto esteve no comando.

Pesquisando aqui e ali, os dirigentes do São Paulo chegaram a um nome: Juan Carlos Osório. O colombiano de caráter simples e humilde, mas com um currículo admirado no mundo do futebol. O “Profe Osório”, como ficou conhecido em um dos clubes onde foi treinador. Ele tem seus métodos e não se desfaz dos mesmos por meras opiniões. Não somente o São Paulo, mas também o futebol brasileiro, precisa passar por algumas mudanças e sair da mesmice. Osório chegou inovando, e tinha um elenco forte para brigar na disputa pela liderança do Brasileiro 2015, mas seus planos passaram a ir água abaixo quando peças importantes para ele e seu “rodízio” começaram a ser vendidos. Ele não foi avisado, sentiu-se impotente diante da situação em que se encontrava, mas o que ele podia fazer?! Exatamente nada! Ele simplesmente teve que aceitar e trabalhar com os jogadores que ali estavam...

O meu muito obrigada ao Osório, que escolheu continuar dirigindo o São Paulo mesmo em meio à crise que tem assolado o clube ultimamente. Obrigada a ele, por não desistir e manter-se convicto em relação ao time que ele aceitou treinar. O meu muito obrigada ao Muricy, por nos ter trazido de volta ano retrasado, e também por todo o trabalho que teve com o time, porque AQUI É TRABALHO, MEU FILHO! O meu muito obrigada ao time, que se tornou o TIME DE GUERREIROS, que lutou e batalhou tantas vezes. Que até após uma derrota ou eliminação, saiu do campo de cabeça erguida, pedindo apoio à torcida, mesmo quando essa não é digna do time que tem, mas que faz festa nas arquibancadas, ou até longe do Morumbi, nas vitórias ou nas derrotas. E o meu muito obrigada ao São Paulo, por ser o clube da fé, o Soberano, o Tricolor Paulista, o meu time do coração! São Paulo Futebol Clube... Em nosso coração, pra sempre Campeão! E não importa quanto tempo demore, torceremos pra que mais uma vez o Brasil e o mundo sejam coloridos com as nossas cores: vermelho, branco e preto! Porque a esperança, essa nunca morre!


 

#SÃOPAULOFUTEBOLCLUBE <3

Renata Chagas