Ponto importante fora de casa

 

Equipe chegou a 14 pontos com empate de 0 x 0 contra o Grêmio e se mantêm no G-4 do Brasileiro

 

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(Foto: Mailson Santana)

 

A missão não era nada fácil. Os guerreiros comandados por Abel Braga foram até Porto Alegre e enfrentaram o bem armado time de Renato Portaluppi. Um rival que atacou incessantemente e deu muito trabalho aos defensores e a Júlio César, que por sinal fez defesas incríveis. Se no primeiro tempo o Fluminense suou para evitar levar um gol, o cenário mudou na segunda etapa, onde o grupo partiu para cima e imprimiu velocidade nos contra-ataques, com destaque para as jogadas aéreas.

Nosso comandante escalou o time com formação diferente. Por conta de um desgaste muscular, Marcos Júnior não jogou e Dodi jogou em seu lugar. Outra novidade foi Nathan Ribeiro como titular. Abel apostou em jogadores com características de marcação no meio campo. Apesar de tecer algumas críticas sobre a atuação nos primeiros noventa minutos, o técnico disse que o resultado foi justo, em coletiva realizada depois da partida.

“Foram dois tempos bem distintos. A nossa proposta de jogo ficou clara, mas foi nosso pior primeiro tempo no ano, porque recuperamos várias bolas e não tivemos transição, algo que somos muito bons. A gente recuperava a bola e entregava de novo para o Grêmio, então tivemos que correr muito mais. No segundo tempo, o Grêmio teve uma oportunidade, nós tivemos uma com Renato, uma com Pedro e outra com o Richard. Acho que se não tivéssemos corrido tanto no primeiro tempo, por causa dos erros, estaríamos mais frescos no segundo tempo. Em alguns contra-ataques, nitidamente faltou perna. Foi bom, conseguimos um ponto. É muito difícil jogar contra o grêmio, uma equipe que vai te minando. Defensivamente fomos impecáveis, tiramos toda profundidade de passe deles”, avaliou Abel.

 

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Pedro deixou o campo sentindo dores na coxa esquerda

(Foto de Mailson Santana)

 

No primeiro tempo o Grêmio atacou sem parar, teve domínio de posse de bola e soube usá-lo. O que eles não esperavam era uma atuação tão firme dos defensores do Tricolor carioca que souberam desarmar o adversário. A demanda foi tamanha a ponto de impedir as jogadas de contra-ataque. Outro fator colaborou com tal dificuldade. Os zagueiros rivais usaram de certa violência nos desarmes. Bressam, por exemplo, castigou nosso artilheiro Pedro que, depois de uma trombada, ficou com a vista embaçada.

O elenco voltou para o segundo tempo sem alterações e com uma postura diferente. Saiu da retranca e ousou mais nos contra-ataques, o que levou o Grêmio a ter maior cuidado defensivo. Infelizmente, aos 16 minutos, Pedro sentiu a coxa e saiu de campo aos prantos. Abel chamou João Carlos, aquele que veio da Cabofriense, para substituí-lo. Não tinha outro, já que Marcos Júnior foi poupado. Duvidei que o atacante pudesse fazer a diferença e, graças aos Deuses do futebol, me equivoquei. O rapaz entrou com disposição e cumpriu seu papel.

Dodi também não fez feio em seu primeiro jogo como titular mesmo não conseguindo jogar na velocidade que mostrou nos treinos. Mesmo assim, Abel fez questão de destacar sua importância no jogo e afirmou que vai avaliar o grupo para fazer as mudanças necessárias.

 

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O técnico ficou na beira do campo e passou instruções aos jogadores

(Foto: Mailson Santana)

 

“Alguns jogadores estão apresentando uma queda, não tenho elenco para ficar mudando toda hora, mas para o jogo de segunda, vamos pensar. Eu tenho um grupo fantástico a nível de união. Você observa que eu tenho o Ibañez no banco, ou seja, não vou ter problemas na zaga ou nos três do meio, mas não posso dizer o mesmo quando a coisa vai para frente.  O João hoje entrou bem, segurou a bola na frente, não estava ansioso. Mas se eu tiver que trocar quatro ou cinco, não tem jeito, o time vai cair. Perdi o Ayrton, perdi o Pedro, mas o trabalho vai continuar. Nosso grupo preza pela alma, pela obediência tática e pelo jogo coletivo”, comentou.

O Fluminense volta ao campo na próxima segunda-feira, quando enfrenta o Paraná, às 20 horas, novamente jogando fora de casa.

 

Carla Andrade