PRA CALAR ITAQUERA!

O Palmeiras domina o jogo, mantem a superioridade histórica contra o maior rival e se isola na liderança

(Imagem retirada da internet)

"Hoje tem!", foi o primeiro pensamento da torcida palmeirense, quando o sábado despertou.

Dia de jogo do Verdão. Dia de clássico. De enfrentar o maior rival. O grande Derby.

Não há nada que se compare a esse confronto.

Na cabeça, um só pensamento: ganhar.

Hoje, ganhar não apenas para se manter na liderança. Ganhar do maior rival vale muito mais que três pontos. Não tem preço!

Os jogadores sabem muito bem o que isso significa e ontem entraram "no gramado em que a luta os aguardava", como verdadeiros guerreiros.

Entraram em campo, vestidos de garra e determinação. Cheios de raça e vontade. Carregando na alma, a história centenária e gloriosa da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Sangue nos olhos. Eles entraram para vencer.

O que se viu nos noventa minutos de jogo, foi um Palmeiras superior e com o domínio total da partida.

A estratégia do comandante Cuca, não era tarefa fácil de executar. O time deveria abrir mão da posse de bola, para evitar que o adversário chegasse perto da área e ao mesmo tempo, aproveitar todas as chances para marcar e garantir o resultado positivo.

Uma proposta audaciosa para um jogo como esse.

Mas todos já sabem que audácia é o que não falta ao nosso técnico.

Os jogadores compraram a ideia e colocaram em prática aquilo que estava na mente do professor.

Jailson, Jean, Mina, Edu Dracena, Egídio, Gabriel, (Thiago Santos), Tchê Tchê, Moisés, Dudu (Rafael Marques), Erik e Leandro Pereira (Roger Guedes) fizeram a fórmula dar certo. O time que jogou ontem fez o torcedor lembrar-se da Academia de Futebol.

Cada jogador estava no lugar certo, fazendo a coisa certa. O toque de bola primoroso e a criação de jogadas ofensivas anulou qualquer possibilidade de reação por parte do adversário.

Aos quatro minutos, o Palmeiras fez o Itaquera lotado se calar.

Dudu cruzou para a área, Vilson falhou e Moisés chutou forte, a bola bateu no zagueiro corintiano e sobrou para ele mesmo aproveitar. Uma cabeçada certeira para deixar a bola no fundo da rede de Cássio.

A comemoração escolhida pelo camisa vinte e oito, não podia ser mais oportuna. Apelidado carinhosamente de “profeta”, pela torcida, ele protagonizou uma cena inesquecível. Pediu a câmera de um repórter e a fincou no chão, como se fosse um cajado. Uma alusão ao episódio bíblico, em que o profeta Moisés abre o Mar Vermelho, para que o povo passe e conquista a terra prometida.

É! Não há defesa que o profeta Moisés não consiga abrir!

A torcida ensandecida, mesmo sem poder estar presente na casa do adversário, em virtude de punição, foi ouvida nos quatro cantos do mundo.

Todas as tentativas do time alvinegro de empatar o jogo eram inférteis e sequer chegavam perto de ameaçar o gol de Jailson.

Num lance perigoso, Edu Dracena ficou sozinho para cabecear e quase marca o segundo. A bola passou bem perto da trave adversária.

Aos trinta e quatro, Erik fez uma bela tabela com Dudu. Quando ia penetrar a área, sofreu falta e Egídio bateu. A bola passou por cima do gol, assustando Cássio.

O Palmeiras tinha muita tranquilidade de armar jogadas, já que na medida em que o relógio corria, o nervosismo do adversário aumentava.

No final da primeira etapa, Dudu cruzou pela esquerda, encontrando Erik, que não perdeu tempo, cabeceando a redonda. A bola tinha endereço certo, mas o goleiro corintiano estava no lance.

O time de Parque Antártica, queria o segundo gol ainda na primeira etapa e não deixou ninguém respirar. Aos quarenta e dois, Dudu recebeu um lançamento perfeito de Moisés e ficou na cara do gol. Mas perdeu o tempo da bola e o chute saiu por cima.

O segundo tempo já começou com força total. O Palmeiras não tomou conhecimento do rival e parecia estar iniciando o jogo, tamanha era a disposição e a fome de bola.

Cuca trocou Gabriel, que tinha tomado o cartão amarelo, por Thiago Santos.

O time da casa esboçou uma melhora sutil e fez boa jogada com Romero, mas o zagueirão Mina, que parecia estar multiplicado dentro de campo, estava na cola dele.

Nosso profeta, que também estava em todos os lugares, fez uma jogada incrível aos onze minutos, driblou três adversários e lançou Leandro Pereira na marca do pênalti. Ele emendou perigosamente, mas a bola foi defendida.

Cuca substituiu o capitão Dudu, por Rafa Marques, na tentativa de explorar as jogadas aéreas.

O rival conseguiu pressionar um pouco e estava visivelmente desesperado pelo gol de empate.

Mas a tarde era alviverde! O time de Cuca era superior tática e tecnicamente e já se podia sentir o cheio do segundo gol.

Ele veio na marca dos trinta minutos. Léo Príncipe, que já tinha amarelo, impediu a passagem de Tchê Tchê com a mão e foi expulso. O Palmeiras tinha falta para cobrar. Jean lançou a bola na área e nada mais, nada menos que Mina, estava lá, só esperando para finalizar. Só teve o trabalho de empurrar a bola para o canto, sem chance nenhuma para o goleiro Cássio.

Dois a zero. O colombiano mais engraçado do mundo, também tinha preparado uma comemoração especial. E a torcida foi ao delírio, ao vê-lo exibir a nova coreografia na beira do campo. Ele tirou onda com a sua ginga. Ginga verde.

(Palmeiras/Site Oficial)

Se Cuca estava satisfeito? Claro que não. Nunca. Sacou Leandro Pereira e colocou o menino prodígio, Roger Guedes. O audacioso técnico alviverde queria mais gols.

O Verdão atacou até o fim e ainda teve ótimas chances, mas o placar de 2x0 foi cravado pelo apito do juiz.

A tranquilidade com o Palmeiras enfrentou o grande desafio, impressionou. Não só pela nítida superioridade, mas pela postura de confiança que os jogadores mostraram durante toda a partida.

O Verdão foi incrível em todos os setores. E não há dúvidas de que esse time é o favorito ao título nacional.

A tarde de sábado terminou com a torcida fazendo festa nas ruas pelas do mundo todo e repetindo a máxima contra o rival: “FREGUÊS BOM, É FREGUÊS FIEL”.

Alê Moitas