Quando o silêncio é a melhor resposta

 

 

 

Resultado de imagem para canindé estadio
(Foto: divulgação/Globo Esporte)

 

 

Parece ser quase impossível explicar o inexplicável. Quando faltam palavras, talvez a única resposta seja deixar a lágrima rolar e guardar as eternas lembranças no coração. Sim, estou falando da Portuguesa e o seus últimos dias na UTI, prestes a falecer.

Ela respira lentamente, como se já soubesse que os seus minutos estão contados. A camisa, outrora motivo de orgulho para qualquer jogador, hoje é apenas mais um pano que não tem valor algum, pelo menos, para quem não conhece a sua história.

História essa que foi sendo apagada aos poucos, ano após ano, bem devagar. Briga de egos, disputa de poder, incapacidade, soberba e talvez outras tantas palavras pudessem ajudar o caro leitor a ter uma noção do que fizeram com a minha querida rubro-verde, a Lusa do Canindé.

Quem é que não lembra com lágrimas nos olhos daquele jogo em 2006 quando a Portuguesa se livrou da série C diante do Sport e venceu por 3x2? Ou talvez do título de campeã paulista da A2 em 2013?

Quem é que também não se lembra da primeira vez que pisou no Canindé? Local acolhedor, tremoços e algumas figuras cativantes como o senhor Leonardo, conhecido como Sardinha sempre eufórico na beira da arquibancada.

Essas lembranças mantém o coração lusitano vivo. Talvez em um futuro próximo, meus filhos não vejam a Portuguesa jogar ou, pior ainda, eu mesma fique a deriva sem respostas e sem alegria ao assistir um jogo de futebol.

Nesse momento, o meu coração diz que a história do meu time de coração não acabou e que tudo vai mudar como num passe de mágica, mas, a razão, ah essa maldita razão... ela diz para eu não ouvir o meu coração.

Peço encarecidamente que o senhor Alexandre Barros renuncie e faça o que for preciso para que o meu time não vire apenas uma lembrança.

 

Com grande tristeza,

De rubro-verde para rubro-verde, Thaís Santos.