Que 2017 seja ainda mais feliz!

FOTO: Imagem retirada da Internet

 

O ano futebolístico começou em 2016 com grandes surpresas. No dia 11 de fevereiro Robson de Souza, sim o Robinho, aquele do Santos e etc, era anunciado como o mais novo jogador do meu time. Com certeza foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo, depois de Ronaldinho, agora eu iria poder ver Robinho com a camisa do Galo. E ele veio mesmo, veio sabendo que a torcida do Santos o crucificaria, veio sabendo que eles o chamariam de "mercenário" e enfim, ele veio para minha alegria.  Robinho foi além das expectativas depositadas sobre ele e conseguiu calar a boca de críticos que diziam que ele só jogaria bem o campeonato Mineiro. Ele foi diferenciado, brilhou e muito e foi o ano inteiro.

 

No dia 8 de junho outra surpresa, confesso que essa de início eu rejeitei, afinal eu NUNCA imaginei nessa minha vida que eu veria o Fred, sim o FRED ídolo do Fluminense, jogar com a camisa do Galo, mesmo sabendo que ele era atleticano quando menor, apesar de ter jogado do lado de lá (rival).  Ele chegou já fazendo gol em clássico e aos poucos foi me conquistando, afinal, já dizia Alexandre Kalil, "Vestiu a camisa do Galo, todos seus pecados serão perdoados".

 

Descobrimos também uma joia equatoriana, que ainda precisa ser lapidada, porém é um jovem promissor. Cazares veio para o Atlético, nos surpreendeu e agradou com seu futebol. O garoto é liso e se continuar trilhando esse caminho, com toda sabedoria e juízo, ele vai nos render ÓTIMOS frutos. Não posso me esquecer de falar do Gabriel, o nosso "defense angel" veio da base mostrando que ele tem talento o suficiente. O garoto me fez lembrar do nosso querido Jemerson e pelo jeito vai trilhar o mesmo caminho do sucesso. Ainda tem Pratto, o Lucas Pratto, que parece ter jogado o seu último ano por aqui. A raça, o jeito de jogar, as comemorações desse argentino só me fazem acreditar que ele foi feito na medida certa para jogar aqui.

 

Neste ano tivemos um técnico gringo que gostei, porém ele foi abaixo da expectativas, foi demitido e trouxeram um velho conhecido da nossa torcida, que também não foi as mil maravilhas como era esperado. Ainda assim, com ele fomos para final da Copa do Brasil, mas vale ressaltar que tudo começou contra o Juventude, o Victor sendo mais uma vez impecável e brilhando nos pênaltis. Aí veio o Inter, jogamos com a vantagem, sofremos um bocado (é de praxe), mas no fim passamos para a final, que se deu contra o Grêmio, sendo o primeiro jogo no Mineirão. Fomos tão hospitaleiros com os torcedores, que dentro de campo o time se sentiu em casa, vencendo o jogo assim por 1-3. Apesar de tudo que passamos, de todas as viradas históricas, seria mais difícil que das outras vezes e teríamos que fazer um milagre dentro da casa deles.

 

Nesse meio tempo, acabou acontecendo uma tragédia, o avião com a delegação da Chape, que ia em busca de um sonho, acabou caindo vindo a ter 71 vítimas fatais. Naquele momento todos nós éramos Chape, naquele momento todos nós estávamos vivendo toda a dor. Confesso que depois de quase 1 mês, minha ficha ainda não caiu, ainda acho que vou ver o Kempes, o Dener, o Danilo e cia jogando. Ainda acho que vou ver o Deva Pascovicci narrando jogos na Fox, ainda vou ver o Victorino Chermont entrevistando os jogadores, assim como ele fazia na Libertadores 2013 com os jogadores do Galo e todos os outros que estavam ali. É uma coisa que vai se passar anos e ainda vou tentar entender o motivo. Nada mais justo que naquele momento o futebol brasileiro parasse, não tinha como dar continuidade, afinal futebol é alegria e naquele momento não havia alegria, havia dor e tristeza.

 

Pelo mundo eles foram homenageados, todos lembravam de nossos eternos campeões. Por aqui, por mais doloroso que fosse voltamos com o futebol, tinha a nossa final da Copa do Brasil, tinha a última rodada do Brasileiro. Chegou então a quarta feira, de técnico interino nós viajamos para Porto Alegre, onde mais homenagens e lágrimas pela Chape aconteceram. A bola rolou, o Atlético se mostrou melhor que no primeiro jogo, porém os gols que precisávamos não vinham, a bola não entrava e quando entrou após um golaço de Cazares já era tarde. Por fim, depois de 15 anos e sem clubismo, o Grêmio vencera a Copa do Brasil se tornando o maior copeiro da competição.

 

Conclusão disso tudo, principalmente em relação ao Atlético: o nosso ano poderia ter sido melhor, poderíamos ter sido campeões do Brasileiro, até mesmo da Copa do Brasil. Porém agora não adianta chorar sobre a bola que não entrou, sobre os pontos perdidos, sobre os gols tomados. Devemos seguir em frente, é a regra clara da vida. 2017 literalmente está batendo na porta, quem sabe esse ano não seja consagrado como fora 2013 e 2014? Eu torço muito por isso, mas em todos os aspectos eu torço para que seja um ano iluminado não só para mim, o meu time, mas para todos do mundo. O mundo precisa ainda mais de coisas boas e que 2017 seja o ano das coisas boas pelo mundo.

 

Perdão pelo texto longo, sou meia empolgada e enfim, um feliz ano novo para todos, que seja ainda mais feliz!

 

 

Por Eduarda Moreira - Pelo Atlético uma vez até MORRER!