QUE DE FATO É CAMPEÃO!!!

Demorou um pouco mais do que esperávamos, e sofremos um pouco mais do que queríamos, mas enfim pudemos soltar o grito: É CAMPEÃO!!!

Se isolando ainda mais como maior campeão nacional, o Palmeiras conquista seu décimo título brasileiro. E não importa o que digam os rivais, as taças estão lá, não temos culpa que alguns times só entraram pro cenário nacional na década de 90 né, mas o futebol nas terras tupiniquins nasceu bem antes disso, então aceitem que dói menos coleguinhas. Qualquer reclamação, envie para o SAC da CBF.

Pra quem não conhece, porque o time não teve a capacidade de ganhar, aí estão 8 das 10 taças dos campeonatos brasileiros vencidos pelo Palmeiras. (Foto: Gazeta Press)


 

Só para não perder o costume, o Palmeiras deu um sustinho na torcida, porque quem disse que seria fácil né amigos. O Vasco não deu sossego ao Verdão, pressionou o tempo todo, pois o que pra nós era o jogo do título, para eles era questão de sobrevivência e permanência na série A. Cenários totalmente diferentes!

Ficamos sob tensão toda a partida, até o momento em que nosso garoto chip solto nos aliviou marcando seu gol. Enfim pudemos respirar, chorar, rir e comemorar. SOMOS CAMPEÕES. DECA CAMPEÕES. O Brasil é nosso mais uma vez...

Tiramos o peso das costas, sarro do cheirinho e dos rivais do outro lado do muro. Mas nem só sarro vivemos, temos que agradecer aos vizinhos por terem guardado nossa vaga ali no topo. Houve quem disse do lado de lá para tomarmos cuidado pois podíamos repetir 2009. Mas quem falou segue o líder para nada e está ameaçado de não ir nem pra Libertadores não somos nós, né non? Acho que a maldição pulou o muro definitivamente.

Mas, chega de falar dos outros, porque ontem o dia foi nosso. O título, o campeonato, tudo nosso e nada deles. Como já disse outra vez, para boa parte da torcida o brasileirão era o campeonato a ser descartado, pois tínhamos ambições maiores. Por infelicidade do destino, não chegamos a esses objetivos, mas decolamos no nacional de uma forma incrível. Mesmo sem apresentar o que chamam de “futebol bonito”, o Palmeiras foi eficiente e foi ganhando espaço, pontos e posições na tabela. Chegamos à última rodada com 77 pontos e o recorde de jogos sem perder: 22 consecutivos.

E por falar em números, com esse título, Dudu, Prass e Jaílson entram para o seleto grupo de grandes jogadores alviverdes, conquistando 3 títulos nacionais pelo clube e aspirantes ao posto de ídolos. E também por falar em Dudu, corremos o risco do nosso anão deixar o Palestra Itália no fim da temporada. Mesmo com contrato até 2022, nosso pequeno grande homem vem recebendo fortes sondagens do mercado. Porém, deixemos este ponto (triste) para um próximo momento, pois hoje é dia de alegria, afinal somos campeões. Já disse isso hoje? Somos deca campeões bebê. E como é doce o sabor da vitória, do título e da comemoração.

A saga alviverde este ano não foi nada fácil, pois por mais que a gente torça pelo nosso time, existem momentos que só a fé nos leva a acreditar, porque o time mesmo não inspira confiança. Temos um bom elenco, mas esbarramos em Roger Machado. Um tanto apático e sem pulso firme para comandar o Verdão. Sofremos no início do ano, e seguimos pela fé e amor ao Palmeiras. Tivemos uma amarga derrota pro rival, vimos eles serem campeões dentro da nossa casa, enquanto nosso técnico, nossa diretoria não brigou pelos erros que levaram a essa situação. Almejamos também a Copa do Brasil, a Libertadores, mas nenhuma dessas veio. Julho foi o mês da nossa maior mudança, Ôôôô Felipão voltou!! Nosso bigode estava de volta, ele que já havia levado o Palmeiras a títulos importantes. Por essa volta é que acreditamos como nunca na Libertadores, porém deixamos que ela escapasse nos detalhes. Então voltamos os olhares para o brasileiro. Não perdemos desde a volta de Felipão. Até aqui são 22 jogos invicto. Buscamos ponto a ponto, até chegarmos a liderança. E meu amigo, deixou chegar, não saímos mais.

Um elenco desse bicho. (Foto: André Durão)


 

O JOGO DO TÍTULO

O Verdão foi ao Rio com a missão de ser campeão. Já estávamos com uma mão na taça, e queríamos logo pôr a outra. Claro que o Vasco não facilitaria, mas também não imaginei que dificultaria tanto. Por um certo tempo o adversário dominou o jogo, tentando de todas as formas chegar às redes do Verdão, mas não à toa somos defesa que ninguém passa. Claro que não é 100% “ninguém passa”, mas funcionou muito bem durante o campeonato, já que tivemos a melhor defesa.

O primeiro tempo foi tenso, o Palmeiras foi bastante pressionado pelo adversário, apesar de ter começado bem. Diogo Barbosa estava uma avenida que só, todos os lances passando pelas suas costas. Sangue de Jesus tem poder, cada chute vascaíno dava uma pontada no coração, e piorou quando lá em Minas a turma do cheirinho abriu o placar. Tínhamos que vencer para não deixar a decisão pra última rodada, chega de testes do coração né, deu palpitação só de pensar na possibilidade. Lucas Lima parecia que tinha almoçado feijoada e estava um tanto apagado, resultado disso foi quase nenhuma criação do nosso lado. Com apenas 2 momentos de lucidez, na primeira tentativa, LL enfiou um passe para Borja, mas Henrique afastou. Na segunda, deu um belo passe também para Borja, mas o colombiano se atrapalhou e não evoluiu a jogada, só pra variar (quando vamos “devolver” no aeroporto?). Somente 41 minutos após o início do jogo é que conseguimos finalizar, com Dudibres. Bruno Henrique também teve sua chance logo em seguida, com um bonito chute de fora da área. Esse ai depois que teve o espírito de gambá exorcizado vem jogando demais, verdade seja dita. Weverton foi um dos que trabalharam bem durante a partida, porém sentiu dores na coxa e joelho, o que foi um pouco frequente na temporada, talvez pelo desgaste de tantos jogos (temos Prass e Jaílson, não precisa gastar tanto um cara só, por favor gente). O negócio já não estava muito favorável para nós, e o Felipe Melo me resolve aprontar e leva cartão amarelo por simular ter levado uma cabeçada. Não sei qual a dificuldade dele em só jogar bola, porque quando faz isso, faz legal. Mas quando quer fazer graça quase sempre ferra com tudo. Após o cartão, ainda se arriscou em uma falta perigosa, correndo o risco de ser expulso e matando a gente do coração, tudo que não precisávamos era ficar com um a menos. Apesar da pressão adversária, tivemos boas chances com escanteios, mas não foram aproveitadas. Fomos pro intervalo no 0 a 0. Haja coração, turma do cheirinho ganhando e decisão ficando pra última rodada. Não que duvidássemos que o título viria, mas não queríamos ficar na agonia.

O Palmeiras voltou mais ligado para a segunda etapa, enquanto em Minas o cheirinho ampliava o placar. Tínhamos muito que ir pra cima e buscar a vitória a qualquer custo. Eu mal respirava no segundo tempo, e sofria a cada chance perdida. O título viria, mas não queria esperar mais uma rodada. Aos 14 minutos, Felipão decide chamar o menino maluquinho Deyverson, que tem nos surpreendido a cada jogo (já falei que nunca critiquei?). E foi ele, que aos 26 minutos acabou com a nossa agonia. Após belo passe de Dudibres, Willian tenta dominar e pega de mal jeito, mas a bola sobra pra Deyvershow que manda pro gol. É gooool po##a!!! É campeão. O jogo ainda não havia acabado, mas a sensação de alivio tomou conta, em meio a lágrimas, gritos e risos explodimos em comemoração. Deyverson ainda levou amarelo por tirar a camisa pra comemorar (ai que saudade futebol raiz, daqui a pouco jogador vai fazer gol e pedir desculpas). Ainda tinha muita bola pra rolar, mas o Palmeiras estava decidido a manter o resultado, manter a vitória. De pressionados, passamos a pressionar. O Vasco mal conseguia criar chances. Pikachu ainda conseguiu ser expulso no finalzinho. Após os 5 minutos de acréscimo, que pareceram uma eternidade, o árbitro aponta pro centro de campo. Fim de jogo. Finalmente soltamos o grito engasgado: É CAMPEÃO!!! É o campeão, dos campeões, Verdão querido do coração!

Parte da torcida encheu as ruas ao redor do Palestra Itália, lotou a quadra da Mancha Verde, pintou a área da Barra Funda de verde e branco. Fomos ainda ao CT receber nossos campeões, nossos guerreiros que retornavam da luta travada no gramado de São Januário. A comemoração varou a madrugada, quem dorme? Escrevo este pós-jogo de ressaca, com sono mas com o maior sorriso no rosto e o coração em festa.

Olha o deca aí, o meu Palmeiras é a mais. Quem tem mais tem 10, quem não tem corre atrás”

(Foto: Globo Esporte)

 

Vamos Verdão, com muita garra e com vontade faz vibrar meu coração ...

Vai sacudir essa cidade, meu Palestra campeão!

 

#OMA10RDOBRASIL #quemtemmaistem10 #seguemeuPAL #seguemeuPALMEIRAS

 

Por Vânia Souza