Que venha o Grêmio

Elenco Tricolor vence o Goiás e conquista sua classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil

 

O torcedor Tricolor que compareceu ao Maracanã, na noite da última quarta (19), saiu do jogo rindo à toa. O Fluminense entrou com a missão de reverter a vantagem de um gol do esmeraldino e, depois de um primeiro tempo fraco taticamente, surpreendeu com os três gols marcados no segundo. Eles conseguiram furar o bloqueio da marcação adversária e capricharam na hora de finalizar.


Só alegria. Jogadores comemoram gol do Flu. (Foto: Nelson Perez)


 

Com mais personalidade, o time soube aproveitar as oportunidades e jogou muita bola no segundo tempo, digno de um grupo que almeja ser campeão. E depois dos três tentos, até esqueci o pênalti perdido por Sornoza. Acontece nas melhores famílias.

Foi uma noite onde os zagueiros atuaram com valentia na marcação eficiente e foram presenteados com gols. O primeiro surgiu de uma bela jogada de Marquinhos Calazans que colocou a bola na cabeça de Henrique, os 12 minutos. Cabeçada certeira. Placar de 1 x 0 para o Tricolor.

Aos 17 minutos, Sornoza bateu escanteio para Douglas Augusto, que cruzou na cabeça de Nogueira, que mandou no canto. 2 x 0. O terceiro veio no contra ataque ágil de Wellington Silva, que fez partida mostra, que Pedro completou com perfeição.

Mais uma vez, a violência desnecessária foi usada na marcação e o juiz trabalhou na tentativa de apaziguar as crises entre os atletas. Foi um jogo bruto com entradas duras nas jogadas divididas.  

E nosso comandante gostou muito da atuação do grupo e classificou a partida como de ataque contra defesa. Na entrevista coletiva, Abel contou ter aproveitado o intervalo para conversar com os jogadores sobre pontos que deveriam ser acertados e destacou a importância de controlar a ansiedade.  

“Meu goleiro não fez uma defesa e eles praticamente não atacaram. A bola tinha que sair mais rápida no primeiro tempo. Começou a aparecer a ansiedade. Eu avisei: vamos pressionar, ter a bola. Pressa, não adianta. Tivemos proposta de jogo de pressionar a saída de bola, com cinco ou seis jogadores no campo de defesa. Mas a movimentação foi pouca apesar do domínio. Era quase que uma linha só. Estava difícil, sim, mas veio a expulsão e aí ficou bem melhor. No jogo passado fizemos uma apresentação quase perfeita até a expulsão do Renato Chaves. Hoje em dia é muito difícil para um time com um homem a menos suportar um jogo” analisou o técnico.

Um dos destaques da equipe Tricolor foi o zagueiro Nogueira, em partida exemplar e que ficará marcada em sua trajetória, já que foi sua estreia no Maracanã. O gol foi a cereja do bolo.  


Nogueira vive noite inesquecível no Maraca (Foto: Nelson Perez)

 

“Foi uma sensação inexplicável estrear no Maracanã e ainda marcar um gol. Graças a Deus marquei mais um gol na minha carreira. Foi muito gratificante. Aproveitei a oportunidade que o professor Abel me deu. Penso que fui bem e vou seguir trabalhando com tranquilidade e seriedade para ajudar o Fluminense. Mas o momento agora é de pensar no clássico. Vamos jogar como se fosse uma final. Temos que manter a pegada para vencer”, disse ele no final da partida.  

E o elenco já está focado na partida da semifinal contra o Vasco, pelo Campeonato Carioca, a ser realizada no próximo sábado (22), às 19h, no Templo do Futebol. Não houve descanso. O grupo já realizou treino na tarde desta quinta (20), no CT como preparação para o clássico. Abel sabe que o Vasco explora as jogadas de bola parada e pretende colocar um Fluminense mais alto para o confronto.

“Nenê é um ótimo cobrador de faltas. Eles têm dois zagueiros altos e precisamos ter jogadores altos também. Mas o Fluminense já provou com Henrique e Nogueira que pelo alto também é perigoso. Não vamos entrar pensando no empate. Nossa forma de jogar não muda. A equipe para esse jogo depende de como os jogadores vão se reapresentar. Richarlison e Douglas, por exemplo, não jogaram no jogo passado. Vamos ver” considerou.


Por Carla Andrade