Que venha o primeiro clássico do Brasileirão! Que venha o Choque-Rei!

O Palmeiras enfrenta o São Paulo no Morumbi, embalado pela vitória de quarta, mas carregando preocupação com os possíveis desfalques e o fantasma do tabu.

(Foto: Goal)
 

A quarta rodada do Brasileirão promete esquentar a cidade.

Afinal todo mundo sabe que "clássico é clássico" e em clássico, meu amigo, é outro papo.

Dia de clássico tem uma cara diferente. Tem uma agitação que paira no ar. Detalhes e peculiaridades são evocados na memória do torcedor. E até a camisa que é escolhida para acompanhar a partida, guarda uma lembrança especial de algum dia de clássico que já ficou para trás.

Sim! Clássico é clássico! Coisas do Futebol.

Mas não é apenas nos bares lotados e nas ruas cheias de torcedores apaixonados, que o "fator clássico" faz a diferença, dentro de campo também. Os jogadores que pisam os pés no gramado, palco sagrado do espetáculo, sabem muito bem que estão acompanhados pela tradição e que carregam nos ombros o "peso da camisa".

E é claro que por tudo isso, o jogo é disputado de uma forma totalmente diferente. O confronto, não é apenas entre os vinte e dois jogadores escalados para aquela partida, mas entre duas histórias que se põem uma diante da outra, para duelar.

O desejo de ganhar diante daquele tão conhecido adversário se mescla ao respeito conquistado ao longo do tempo.

Clássico é clássico! E tenho dito.

Amanhã à tarde, Palmeiras e São Paulo protagonizarão mais um Choque-Rei.

Apesar da vitória tão importante contra o Fluminense, que parece ter consolidado a confiança do torcedor no trabalho do técnico Cuca, o Palmeiras vai ao Morumbi, preocupado com alguns jogadores que podem desfalcar o elenco.

O número de desfalques é grande. Cleiton Xavier voltou a sentir dores no adutor e é o caso mais grave. Egídio levou uma entrada dura na partida de quarta e ainda está com a coxa muito inchada. Arouca e Cristaldo continuam sentindo o joelho. E Matheus Salles também reclamou de dores no joelho durante a semana.

Ontem, em entrevista coletiva, Cuca deu ênfase mais uma vez, àquilo que sempre falou desde que assumiu o comando do Palmeiras: a importância de se ter um elenco forte, não apenas focado nos titulares. Uma equipe que não orbite em torno de um nome, ou seja, que não dependa do talento individual de nenhum jogador. O que ele acredita, é que um time precisa se constituir como um coletivo forte, onde qualquer componente, saiba exatamente o que fazer se precisar entrar em campo.

“Temos de ter alternativas. Um plano A, B, e até um terceiro plano. Temos Moisés, Rafael Marques, que são boas alternativas.”, explicou.

Com todas essas dúvidas, Cuca mencionou que terá que esperar pelo final do treino de hoje, para definir e anunciar a lista dos convocados para a partida de amanhã. Já que “no futebol”, disse ele, “vinte e quatro horas é muita coisa”. Muito bem comandante, o jeito é esperar.

E já que estamos falando de clássico, o jogo de amanhã traz mais um elemento típico e que também ajuda a esquentar os ânimos: o fantasma do tabu. Pois é, esse elemento que faz parte da história dos confrontos está presente de uma forma muito incômoda para o torcedor alviverde. Isso porque o Verdão não vence o São Paulo no Morumbi, desde 2002, quando Alex deu um chapéu antológico pra cima de Rogério Ceni e fez um belíssimo gol. Depois disso, foram oito empates e quatro derrotas.

Portanto, amanhã os palestrinos querem muito mais que os três pontos, que garante o lugar no topo da tabela. Eles querem quebrar o tabu diante do seu segundo maior rival.

Afinal... Vocês já estão cansados de saber: clássico é clássico, certo?

Alê Moitas