Quem não faz, leva

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Foto de Lucas Merçon

 

Péssima atuação fez Tricolor perder a quarta partida consecutiva, dessa vez para o Santos, por 1 x 0

Começarei a escrever essa resenha de trás para frente. Antes de comentar o jogo, destaco a insatisfação da minha torcida com o resultado nefasto, traduzida no grito:

“Ei Abad vai tomar no **”

Um grito de desgosto pelo o que este senhor, eleito por muitos Tricolores, fez com nosso grande amor, o nosso time. Dissabor por uma política suja, sem transparência e o devido respeito pelo escudo que enfeita a camisa mais bonita do mundo. Pelo escudo que carregamos no peito com orgulho. Pedro Abad maculou a tradição ao não investir em um elenco competitivo.  

Para completar, salários e direitos de imagem atrasados e a possível saída de Abel Braga se os valores não forem acertados com ele e seu elenco. Tem também uma informação, que corre na miúda, de que uma transação para a venda de Pedro já estaria sendo negociada. Pedro Abad segue com seu plano de apequenar o Fluminense. Já passou da hora da torcida acordar e protestar. Sem lugar para o silêncio agora. A paciência acabou.

Vamos ao jogo, se o que foi apresentado em campo pode ser dito Futebol. Palavra chave para a atuação do Fluminense é medíocre. Na verdade, uma escalação retrancada medíocre. A adorada linha de cinco de Abel esteve presente e, como visto nos últimos confrontos, improdutiva. A formação com três zagueiros, três volantes e laterais não vingou. Vai gostar de volante assim na casa da mãe Joana.

Detalhe que o Peixe também não jogou nada. Com isso, a partida foi morna e truncada, um festival de erros de passe. O Tricolor não conseguiu burlar a defesa adversária e a finalização só foi feita aos 20 minutos. Após tabela pela direita, Matheus Norton cruzou por cima da zaga santista e a bola sobrou para Pablo Dyego chutar a bola para defesa de Vanderlei.

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Pedro numa dividida

Foto de Lucas Merçon

O Fluminense seguiu cometendo faltas excessivas na intermediária e isso irritou o torcedor presente, que na metade da primeira etapa começou a vaiar. O jogo continuou insosso. Aos 42, uma cobrança de falta na entrada da área, pelo lado direito. Pedro bateu e chutou a bola em cima dos jogadores que fizeram a barreira. Tenso. Um minuto depois, Matheus Norton cruzou pela direita para Pablo Dyego tentar cabecear e ele foi infeliz. Também não havia outro jogador acompanhando a jogada.

O segundo tempo foi pior. O Fluminense continuou a tentar trocar passes dentro do fechado campo do rival, sem sucesso. A torcida começou a gritar o nome de Sornoza, que estava no banco. Outra coisa que não compreendi foi o meia na reserva. Esse não foi o último jogo antes de um recesso para a Copa do Mundo? Então para que poupar o jogador?

Com quinze minutos, mesmo ouvindo os gritos, Abel tirou Pablo Dyego e colocou o tal Dudu. Também não compreendi. Nada mudou e o elenco continuou jogando mal. Nathan saiu mal nas sobras, Luan Peres mal pela esquerda e Richard mal pelo meio. Resultado? A bola não chegou ao Pedro.

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Abel Braga durante o jogo

Foto de Lucas Merçon

Ibañez caiu no gramado, aos 26, e precisou de atendimento médico. Foi então que o nosso técnico resolveu colocar Sornoza em campo. Pensei que poderia melhorar. Nada mudou. Para completar suas três substituições, o comandante chamou Dodi e o colocou no lugar de Jádson. A torcida novamente se agita e grita: “Hey Abad, vai tomar no c**”.

Como disse no título: quem não faz, leva. Bruno Henrique marcou o gol do Santos e também seu primeiro gol na temporada. Com isso, a defesa deles fechou por completo e tornou quase impossível a entrada do ataque Tricolor. Por falar em ataque, houve uma discussão entre Pedro e o tal Dudu dentro de campo. Foi Pedro quem tentou até o final. Aos 49, roubou a bola de Copete e arriscou um chute que passou por cima do gol de Vanderlei. Apito final e mais uma vergonha. Adeus G-6!

Por Carla Andrade