Quem quer rir, tem que fazer rir

Numa noite fria digna de fazer o adversário vir jogar de luva, quem esquentou o clima no Bento Freitas lamentavelmente não foi o Xavante. Neste sábado (09), o rubro-negro acabou sendo derrotado pela Ponte Preta pelo placar de 2x0 e com isso, perde três pontos importantes dentro de casa e acaba vendo se aproximar o fantasma de uma coisa que é melhor nem mesmo citar. É hora de reagir, antes que seja tarde demais.

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

Nada de mudanças no time que enfrentou a equipe paulista em comparação ao da rodada anterior. E o primeiro empecilho com o qual o rubro-negro se deparou foi a altura da zaga adversária, com isso encontrando dificuldades nas disputas de bola área. Pensando por esse lado, a lógica é que se tentasse trabalhar o futebol no chão com o intuito de driblar essa situação complicada. Mas a troca de passes não foi efetiva. Vamos ser sinceros? Nada foi.

Quando uma ou outra brecha aparecia, o time do Brasil buscava o ataque. Calyson, Lourency e Luiz Eduardo levaram algum perigo à defesa adversária, arrancando aquele famoso “uhh” do torcedor. Mas nada da rede balançar. Pode-se dizer que o mais perto disso que o Brasil chegou na primeira etapa foi com Itaqui, que acertou a trave numa cobrança de falta aos trinta e oito. Porém, foi um balde de água fria quando Murilo Henrique chutou de fora da área e abriu o marcador a favor da Ponte poucos minutos depois.

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

Na etapa complementar, a situação não foi diferente: o Brasil tentou, tentou e não conseguiu. Lourency e Camilo desperdiçaram boas chances, mas nada perto do que Michel fez. Novidade, ele perdeu um gol feito mais uma vez. O velho ditado do futebol veio assombrar o rubro-negro: quem não faz, leva. O adversário que vinha chegando toda hora, chegou de fato mais uma vez no finalzinho: Paulinho ampliou o placar. Vale ressaltar que Pitol defendeu duas vezes antes da bola entrar. Se não fosse por ele, não sei o que seria de nós.

Com esse placar abominável, se decretou o final da partida com uma derrota em pleno Bento Freitas. Com o resultado, o Brasil permanece na 16º colocação, apenas uma posição acima da zona de rebaixamento.

 

Quem quer rir, tem que fazer rir

Pedir o apoio do torcedor é muito fácil. Mas e a resposta dentro de campo, cadê? Nenhum torcedor quer um time que não é capaz sequer de fazer o dever de casa, sendo que tem um aproveitamento pífio jogando longe da baixada. Quem quer que o fator local favoreça, precisa mostrar serviço e deixar claro quem é que manda na nossa casa.

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

O setor de meio de campo do time é totalmente carente, temos jogadores improvisados em tudo que é setor, gente da defesa precisando subir pra ajudar no ataque. E aí chegamos a um ponto crucial desse desastre todo: falta contratação e já estamos cansados de deixar isso claro. Não adianta tirar o treinador, se o outro que vier vai encontrar as mesmas peças quebradas para montar um esquema tático.

É preciso reagir antes que o fantasma que não deve ser nomeado seja uma realidade. Na próxima partida, encaramos o líder do Campeonato fora de casa, sendo que desperdiçamos importantes pontos diante da torcida. Eu conto ou vocês contam que o alerta vermelho já foi ligado? Deixa que eu conto. ACORDA DIREÇÃO!!! Antes que seja tarde demais.

 

FICHA TÉCNICA DO JOGO

 

Escalações:

Brasil: Marcelo Pitol; Éder Sciola; Leandro Camilo; Rafael Dumas; Willian Machado; Leandro Leite; Itaqui; Toty (Kaio); Calyson (Welinton Jr); Lourency; Luiz Eduardo (Michel). Técnico: Clemer.

 

Ponte Preta: Ivan; Nathan; Léo; Renan Fonseca; Igor Vinicius; André Castro (João Vitor); Tiago Real; Danilo Barcelos; Orinho (Paulinho); Júnior Santos; André Luis (Murilo Henrique). Técnico: Brigatti.

 

Gols: Murilo Henrique (43min) do primeiro tempo e Paulinho (40min) do segundo tempo.

 

Cartões amarelos: Leandro Leite e Calyson pelo Brasil; Renan Fonseca, Igor Vinicius, Danilo Barcelos e Orinho pela Ponte Preta.

 

Por Alice Silveira