Quero de volta meu Flamengo vencedor

 

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Clube de Regatas do Flamengo

 

 

O que dizer dessas horas que se antecederam? O coração a mil, o tempo parecia parar, as horas não passavam e a ansiedade só fazia aumentar. Uma mistura de preocupação e desejo de ganhar. E a única coisa que nós torcedores podíamos dizer é: Flamengo joguem por nós. A final foi o jogo pra quem é ateu virar cristão ou só pedir a todos os santos para que fossemos campeões. Ruas desertas, carros passavam voados nas ruas (acho que era pra assistir o jogo), bares cheios. Todos assistindo a final da Copa do Brasil, todos esperando um bom jogo e uma bela partida. Porque quando o Flamengo joga é assim: quem é flamenguista torce pela vitória, quem não é torce pela derrota.

 

Bola rolando e o que vimos foi um time com tanto medo de errar, que temíamos ver ele perder, mas a bola na trave de Guerrero logo no começo da partida em uma bela cobrança de falta nos deixavam esperançosos. A torcida do Flamengo cantava sem parar, era um show à parte e por vezes só se ouvia os rubro-negros naquele Mineirão lotado, afinal valia título, mas esqueceram de avisar para alguns jogadores.

 

Esperávamos o nosso craque mostrar o seu talento, até ajudamos ele a ganhar como melhor jogador da competição, pois acreditávamos que ele iria fazer a diferença. Pois craque é assim, até nos piores momentos, bate no peito e chama a responsabilidade pra si. Nosso pensamento num todo não foi em vão e ele sim fez muita diferença, pois sequer "entrou" em campo, sequer honrou o tal apelido de "homão da p*", ele simplesmente se anulou e nos lembrou o velho 2015 em que não tínhamos um meia.

 

Outros até tentaram fazer sua função, Arão tentava ligar a defesa ao ataque, assim como Everton (que voltou de lesão, mas continuou jogando com a raça e a vontade de sempre) e Berrio (que já sabemos e conhecemos suas limitações). Tentativas em vão, pois o que faltava era o craque jogar.

 

Guerrero mais uma vez se desdobrava e tentava fazer a função de armador/atacante, vinha no meio de campo buscar as jogadas, pois Diego parecia não ter entrado na partida e as únicas bolas lançadas ao nosso atacante, partiram da defesa em suas inúmeras tentativas de tirar o possível gol do adversário.

 

Claro que não podemos ser injustos, teve outros jogadores que também colaboraram para a partida pífia. Pará pegava a bola no ataque e recuava para a defesa, não conseguia acertar cruzamentos, escanteios eram a certeza de perda de jogadas, perdia a bola, não corria atrás do prejuízo e reclamava com os companheiros... isso me lembra um outro jogador.

 

Fim da partida tudo empatado e o jogo prosseguiu para os pênaltis. O grande temor dos torcedores e a nossa quase certeza de que a derrota viria antes mesmo das penalidades máximas começarem, estava decretada. Ao menos que por um milagre, com um erro dos adversários, poderia nos sagrar campeões. Aos que já tinham a quase certeza da derrota, a lágrima não demorou e logo escorreu aos olhos. Depois de um erro, uma batida de pênalti mal cobrado, nos deu a certeza maior do vice. E após a última cobrança do adversário, venho a certeza da derrota e o soluço do choro.

 

Houve aquele jogador que não merecia a derrota, que ainda vemos um espírito rubro-negro pulsar, é o caso do zagueiro Juan, jogou com vontade e a elegância de sempre, para coroar o futebol apresentado merecia o título, mas ficou só com o troféu de melhor da partida.

 

Mas como disse o professor Rueda, a derrota não venho nessa partida, a nossa derrota venho quando deixaram escapar a vitória em casa. Os mais críticos vão além, a derrota venho na estratégia escolhida para Alex Muralha defender os pênaltis, no mau treinamento de goleiros que resultou na falha do Thiago no primeiro jogo, na demora pra trazer um outro camisa 1, no mau planejamento, na conformidade do título estadual, na conformação de um empate, na proteção do Eduardo Bandeira de Melo aos "perseguidos", e para os jogadores entenderem que a torcida só quer de volta: O FLAMENGO VENCEDOR.

 

Por Rayane Almeida