Raça e coração. Teste para cardíaco no Rei Pelé

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Fumagalli antes da bola rolar no Rei Pelé (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Com um time remendado pelos desfalques, o Bugre foi até o Rei Pelé com nova escalação. Vadão fez três necessárias mudanças no time: Entraram Ewerton Páscoa, Gilton e Richarlyson. A tendência era de um jogo duro, uma pressão incansável dos donos da casa, talvez esses tenham sido fatores decisivos para que o treinador optasse pelo que tinha de mais experiente no grupo.

O que vimos em campo foi o contrário de tudo isso. O CRB até tentava, mas sem perigo algum. O meio-campo e a zaga bugrina eram consistentes na marcação. O Bugre se lançava ao ataque e conforme o jogo rolava, mandava na partida. As melhores chances do primeiro tempo foram alviverdes e o goleiro alvirrubro se virava como dava lá atrás.

A volta para o segundo tempo mostrava que o gol do Guarani era questão de tempo para sair. Dado Cavalcanti tirou Erick Salles e colocou Neto Baiano, abrindo o corredor para Lenon jogar. Por lá, o Bugre teve as melhores chances.

Vadão foi lá e deu oportunidade ao garoto Serafim da base, que entrou no lugar do Caíque. O menino foi bem e quase deixou o dele. Depois ainda foram realizadas duas substituições: saíram Richarlyson e Fumagalli para entradas de Betinho e Luiz Fernando. A partir daí, começamos a errar muitos passes. A calmaria do nosso toque de bola se tornou em descontrole. O CRB chegava com perigo. A gente se contorcia aqui de casa. Veio o pior. Seríamos abandonados pelos deuses do futebol naqueles 46’ do segundo tempo. Um time que dominou as melhores chances da partida, pagaria caro por não ter aproveitado as oportunidades anteriores. A equipe alagoana marcou de cabeça e abriu o marcador para delírio da torcida regatiana que comemorava a entrada do time no G4 da Série B.

Mas foi aos 49’, após bola lançada na área por Bruno Nazário em cobrança de falta, que em um bate rebate, a mesma sobrou limpa, redondinha e perfeita para Diego Jussani descer a pancada estufando as redes e calando o Rei Pelé. Silêncio! Respeitem! A lei do ex nunca falha!

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Diego Jussani, ex-CRB, foi o autor do gol de empate do Guarani (Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas)

Bom resultado em Maceió. Evitamos que o CRB encostasse ainda mais. Olhando para a partida, dava para trazer a vitória, mas pensando no fato de que saímos atrás do placar, a justiça foi feita, mesmo que no apagar das luzes. Jogar no Nordeste sempre é algo difícil e trazer ponto de lá, é importante.

Estamos na segunda colocação, com 28 pontos. Temos nove pontos em disputa ainda pelo primeiro turno. Alcançando os 30 pontos, atingimos a meta estipulada por Vadão. Vamos em busca de mais. Sempre com os pés no chão. Jogo a jogo, ponto a ponto.

O Bugre volta à campo no próximo sábado (29), no Brinco de Ouro, onde recebe o Londrina. Lembrando que a equipe paranaense é um dos melhores visitantes da Série B. É preciso concentração e paciência. A torcida tem que jogar junto.  

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União, muita entrega, comprometimento e insistência. Na raça, no sofrimento. Isso é Guarani! (Foto: Divulgação/Guarani F.C)

 

Por Fernanda Martins.