S.E.R CAXIAS É SER GUERREIRO

Neste domingo (30), o Caxias foi a Porto Alegre enfrentar o Grêmio, pelo jogo da volta da final do Campeonato Gaúcho. A segunda taça de 2020 não veio, mas o Grená mostrou toda a força do futebol do interior gaúcho. 

(Foto: Luiz Erbes)

Quem ousou dizer que seria fácil para o Grêmio ser campeão, depois de vencer o primeiro jogo por 2x0, é porque não conhece (ou ignora) a bravura dos times do interior. Em especial do Grená, equipe que já fez frente ao time da capital, manteve a motivação mesmo com o longo período de tempo até a decisão e conta com o grande trabalho do jovem técnico Lacerda. 

O discurso de que a final já estava perdida foi inclusive replicado por boa parte da imprensa gaúcha. O que muitos esqueceram é que não existe jogo ganho e que não está morto quem peleia. Foram 90 minutos de pura garra grená. Mesmo quando a vantagem tricolor se ampliou com gol do Diego Souza, aos 13’ no primeiro tempo, não faltou entrega. 

O que parecia um banho de água fria se transformou em combustível, e o Caxias foi para cima.  O ímpeto foi tão grande que o time da Serra virou o jogo com Laércio e Bruninho. Resultado que até desnorteou o time e treinador gremista. 

No fim do jogo o sentimento que ficou foi que faltou um golzinho, talvez aquele anulado duvidosamente no jogo de ida. A decisão nos pênaltis seria um resultado mais próximo do justo: a vitória da S.E.R Caxias.

O Grêmio ganhou, é verdade. Mas em quatro jogos foram três vitórias do Caxias. O último time a vencer e o que tirou a atual invencibilidade do Grêmio. 

No futebol a folha salarial, a qualidade do elenco, por vezes ainda fazem a diferença. Mas o que também entra em campo é a força de um futebol que tem muita história e que precisa ser respeitado e valorizado: o futebol do interior. A taça fica na Arena, mas a bagagem Grená volta ainda mais cheia de história.  

 

Por: Ingrid Fochezatto 

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.