Sábado, 5 de maio de 2018..

 

 

Terceiro Tempo

 

 

 

Cinco anos após o último dérbi, o dia finalmente chegou!

Tem quem diga que a torcida pontepretana deveria não comemorar, afinal de contas esse clássico só vai acontecer porque o time caiu.

Tem quem diga que a comemoração deve ser só do Guarani, que só consegue enfrentar a Ponte porque o time não conseguiu subir.

Caindo ou subindo, a realidade é que o tão esperado dia chegou.

As noites já começam a ficar mais longas, as horas não passam.

Os amigos começam a reclamar que você só fala disso.

As idas ao banheiro se tornam frequentes, sim muito frequentes.

A gente começa a fazer mil planos para o que vai fazer na hora do jogo.

Se olharmos bem toda a história, já são 119 partidas, mas a dor no estômago é como se fosse o primeiro.

As memórias começam a bater com mais frequência.

Como não lembrar da zoação dos amigos quando seu time perde?

Começamos a programar quais redes sociais vamos excluir caso nosso time saia derrotado.

E a vontade de deitar e dormir às 18h e só acordar no dia seguinte?

É meus amigos, pra quem já passou por tantas emoções diferentes, já deveria estar acostumado. Mas nós não somos assim.

Podem dizer que um clássico paulista é grande em número de torcedores, mas o nosso, aaaaah o nosso clássico. Não existe no mundo comparação com o que sentimos e sofremos.

Somos o interior. O interior que resiste. O interior que vai de frente e contraria todas as estatísticas.

Somos a resistência do futebol que muitas vezes é dominado pela grande mídia e pelos times com maior poder aquisitivo.

Nós somos e vivemos o dérbi, o clássico que é nosso, o clássico campineiro.

Na Série A, na Série B, amanhã às 19h todas as atenções estarão voltadas para o Brinco de Ouro, para esse jogo e que saudades eu senti de viver tudo isso!

 

Aline Zancheta