Sem título.

 

Literalmente, né? Mais uma final e não foi dessa vez que o caneco foi levantado por nós. Confesso que não estava muito tranquila nos momentos logo após o apito final. Foi, e ainda é uma baita frustração. Porém assim como é na vida, a temporada teve sabor de aprendizado, porque a perda não é só sofrimento, é entender o que aconteceu que não nos deixou ser eficiente. Talvez não seja o discurso esperado, não foi mesmo, pois não achei que escreveria sobre o vice-campeonato.

Lá vamos nós falar do que rolou naquele gramado. O Clube de Regatas do Flamengo entrou em campo com uma multidão vibrando. Era a nossa redenção, né? Um discurso desgastado que foi muito utilizado desde o início do ano. Quero lembrar que mesmo não vencendo, chegamos mais longe do que esperávamos. Acharam que a gente ia cair logo, e chegamos em mais uma final. Perdemos, de novo, mas disputamos. Tem noção que é a primeira final internacional em 18 anos? Não dá para desmerecer aqueles que jogaram a vida, nossos meninos, que mostraram que vieram honrar a camisa.

 

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

 

- Primeiro Tempo:  

Começou do jeito que esperávamos, o rubro-negro foi para frente em busca de balançar a rede logo. Aos 12 minutos veio a primeira grande chance, quando Vizeu deu um lindo passe para o Everton, que se livrou da marcação e ficou na cara do goleiro, ele defendeu. Assim a partida continuou corrida, e aos 25 foi a vez de Diego ser interceptado pelo zagueiro adversário. Aos 29, o garoto precioso da base, Paquetá balançou a rede e fez o Maraca enlouquecer, assim como fez com o time do Independiente. Tudo parecia se desenhando para nós, até que aos 36’ Cuéllar fez um pênalti em Meza, até o arbitro de vídeo foi acionado e confirmou a penalidade máxima do juiz, então aos 38’ empatou com a cobrança de Barco. Com apenas três de acréscimo, aos 48 o apito final da primeira etapa.

 

(Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

 

- Segundo Tempo:

Bem tínhamos um pouco mais de 45 minutos, o clique do relógio e um gol era só o que precisávamos. Já aos 2’, Paquetá, em mais uma noite excepcional, partiu do meio de campo deixando três marcadores para trás e quase fez um golaço. Rueda já aos 10’ botou o menino de ouro, Vinícius Jr no lugar de Trauco para o tudo ou nada. Ele já entrou e quase acertou o chute na rede, que saiu torto. Aos 13’ Juan, nosso pentacampeão, salvou a pátria numa bola que já estava entrando no gol, bem em cima da linha. O adversário era cruel e mantinha a bola nos seus pés. Já aos 19’ foi a vez de Diego encontrar Pará que cruzou para o V. Jr que tentou o chute, a bola rebateu e Arão levou perigo, mas a bola saiu por cima do travessão. Com os minutos passando o nervosismo foi aumentando, ao 29’ outro susto quando numa dividida, Cesar caiu apagado, mas permaneceu no jogo. A gente e essa saga no gol. Aos 33’ foi o Cuellar que saiu e Everton Ribeiro entrou, e logo no primeiro minuto já cruzou na cabeça de Réver que se irritou por ter mandado para fora. Aos 36’, nosso novo imperador fez uma defesa de um chute despretensioso de muito longe que quase o encobriu. Aos 39’ o treinador ousou ainda mais e colocou Lincoln no lugar de Paquetá. O relógio só acelerava e com sentimento de crueldade sobre os flamenguistas. Logo, não conseguimos marcar, com uma chance aos 47’ com Vinícius Junior. Com o placar de 1x1, o Independiente se sagrou campeão.

 

- Considerações:  

 

Bem, os argentinos fizeram o que sabem fazer: cera, muita cera. E novamente, tivemos um árbitro que não sabe dar acréscimo, não sabe se impor. Mas sei que vai parecer discurso de quem perdeu, e não é. Eu lembro que na primeira entrevista de Reinaldo Rueda foi que ele traria de volta o DNA do Flamengo, e de fato ele trouxe, nossa base é f*. Nossos meninos assumiram bem seu papel, Paquetá foi a alma desse time nas últimas partidas e eles brilharam mostrando a raça desse elenco de medalhões e que não mostram nem amor por essa torcida, melhor, essa nação de súditos que só mostram paixão por essa camisa. É, não foi dessa vez de novo, ainda bem que temporada 2017 acabou. Ano que vem tem mais, e cá estaremos nos iludindo, acreditando e apostando toda nossa fé no nosso Mengão.

Parabéns ao Independiente pelo campeonato!

 

(Foto: Márcio Alves/ Agência O Globo)

 

- Nota:

 

Aqui fica a minha visão e minha opinião! Repúdio total a QUALQUER tipo de violência. A maior vergonha ontem não foi o vice-campeonato, mas sim a invasão ridícula de marginais que não tinha ingresso e se acharam no direito de entrar no Maracanã. Ridículo a atitude de Cuellar, que foi expulso após o fim do jogo por reclamação, e companhia de tirarem a medalha como se a culpa não tivesse sido nossa de não saber segurar a vantagem, de não ter honrado a camisa, e de serem um time totalmente displicente e sem alma. A torcida é reflexo do clube e dos jogadores, e cabe a eles darem o exemplo para a Nação. Erramos, perdemos, mas lutamos. A derrota não é fácil de aceitar, então peguem a temporada desse ano e aprendam com os erros e voltem para o ano que vem do jeito que devem ser: o espelho dessa Nação rubro negra!

Então adeus 2017 e que 2018 venha com mais sorte e raça, porque Libertadores vem aí e que enfim possamos mostrar que isso aqui é Flamengo!

 

Por Paula Barcellos