SHOW DE HORRORES

 

O Athletico enfrentou o Paraná Clube neste domingo (03) na Vila Capanema (vulgo Puxadinho) e, em um jogo fraco tecnicamente e marcado por várias lambanças, saiu com o empate em 1 a 1, o que pode ser considerado lucro, dada a pífia atuação do time de aspirantes.

 

O jogo - que não, não é clássico - foi dominado pela equipe do time da casa no primeiro tempo. Já no segundo tempo, o Furacão conseguiu equilibrar, sendo justo o empate obtido na etapa complementar.

 

Destaque mais do que negativo para Reginaldo que além de ser “o responsável” pelo gol dos caras no primeiro tempo, ainda fez várias trapalhadas no decorrer do jogo. Não à toa nem retornou depois do intervalo, dando lugar a Vitinho - autor do gol. Com a entrada do atacante, entretanto, Guanaes deslocou Marquinho para a lateral, o que também não deu certo. Confira os detalhes da partida abaixo.

 

(Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

 

Como foi o jogo

O time de aspirantes do Athletico começou a partida com Léo, Reginaldo, Éder, Robson Bambu, Nicolas, Erick, Marquinho, Matheus Anjos, João Pedro, Plata e Bergson.

 

O primeiro tempo foi dominado pelo time dono do Puxadinho debaixo do viaduto. O time da vila encontrou os espaços nas laterais e principalmente a fragilidade do setor defensivo direito do Furacão, por onde, inclusive, saiu o gol deles.

 

Aos 11 minutos Higor Leite passou fácil por Reginaldo e cruzou para a área. A bola passou pelo arqueiro rubro-negro e Jenison abriu o placar, marcando 1 a 0 para os donos da casa.

 

O Athletico era só show de horrores. Teve zagueiro chutando o gramado ao invés da bola dentro da área e abrindo um buraco no chão, teve lateral chutando a bola na própria mão e esquecendo a bola, volante dando escanteio de graça e goleiro pé de vírgula repondo a bola direto para fora do campo. Sim, chovia e o gramado parecia um pasto, mas ainda assim não é justificativa para o baixo nível do futebol apresentado pela piazada.

 

No segundo tempo a saída de Reginaldo para entrada de Vitinho fez com o que o time melhorasse visivelmente mas mudou mesmo principalmente depois dos 20 minutos. Após cobrança de escanteio Bergson quase marcou, mas cabeceou em cima do goleiro deles.

 

O empate só veio aos 37. Matheus Anjos bateu para o gol - poderia ser mais forte - e no rebote Vitinho deixou tudo igual. No finalzinho ainda deu tempo do volante Erick ser expulso em um lance muito próximo da área.

 

(Foto: Site Oficial do CAP)

 

Com o resultado o Furacão é o quinto colocado no grupo A - uma vergonha, diga-se de passagem - e na próxima rodada precisa ganhar, torcer para a derrota do Londrina ou do Operário, ou para que Toledo e Maringá fiquem apenas no empate. O jogo contra o Cianorte será no próximo domingo (10) às 17 horas, na Arena da Baixada.

 

Porque não é clássico

Desde já, gostaria que este tópico não fosse interpretado como arrogância ou o que quer que seja, pois tentarei ser o mais técnica possível - embora invariavelmente minha opinião estará evidente.

 

Deixei a “wikipedia” de lado e me concentrei em pesquisar - ainda que superficialmente - o que os estudiosos de futebol falam sobre a definição de clássico.

 

As fontes na internet sobre a exata definição do termo são escassas. Porém, encontrei um artigo do jornalista Gustavo Hofman, de fevereiro de 2015, no blog da ESPN cujo título é “Qual é o maior clássico do mundo? E o maior brasileiro?”.

No estudo, foram consultados vários jornalistas e estabelecidos 3 (três) critérios para análise dos maiores clássicos: rivalidade regional, importância nacional e relevância futebolística.

 

O (verdadeiro) clássico Paranaense denominado “ATLETiba” ficou em 9º lugar entre os clássicos brasileiros. O iludido “clássico Parático” - ou sabe-se lá como querem chamá-lo -, não está entre os 20, nem mesmo entre “outros confrontos citados” pelos jornalistas esportivos.

Fonte: https://www.espn.com.br/blogs/gustavohofman/486605_qual-e-o-maior-classico-do-mundo-e-o-maior-brasileiro

 

Ou seja, embora “rivalidade regional” seja um dos critérios para definição de clássico - e até aqui tudo bem, já que somos times da mesma cidade -, “importância nacional” e “relevância futebolística” também devem ser considerados. É aí que o jogo Athletico e Paraná ganha a pecha de “mais um jogo”, já que é evidente e dispensa comentários a discrepância entre os dois clubes no cenário nacional. E não, não estou sendo arrogante. Fatos são fatos.

 

Portanto, a minha opinião, analisando estes três critérios é a de que não é clássico. Fique à vontade para discordar.

 

Daiane Luz