Sinalizadores e a eterna polêmica

Na última segunda-feira, na partida entre Corinthians x Flamengo pela final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, um assunto bastante polêmico e que diverge muitas opiniões voltou à tona: O uso de sinalizadores em partidas de futebol.

A Gaviões da Fiel (maior torcida organizada do Corinthians) foi punida com 60 dias sem poder entrar nos estádios do estado de São Paulo com objetos que identifiquem a organizada após sinalizadores usados pela Gaviões terem que obrigado o juiz a paralisar a partida por cerca de 5 minutos, até que a fumaça dos sinalizadores se dispersasse.

O assunto já havia gerado polemica envolvendo a organizada Corinthiana quando em 2013 um torcedor do San José, da Bolivia, morreu após ser atingido por um sinalizador disparado pela torcida em uma partida válida pela Copa Libertadores.

Por parte dos torcedores, as opiniões ainda não são unanimes. Enquanto uma parte apoia o uso e acha que a proibição só contribui para o fortalecimento do “futebol moderno” onde a festa da torcida fica em segundo plano; outra parte é ferrenhamente contra e acredita que o uso é perigoso e coloca em risco a vida dos torcedores.

Enquanto no Brasil a prática é proibida e passível de punição, em países como a Argentina, o uso é liberado e contribui para a festa das arquibancadas. Não é a toa que torcidas como a do Boca Juniors e a do River Plate são admiradas mundialmente por seus shows na arquibancada.

Que fica bonito um estádio com um show de luzes, principalmente em jogos noturnos, isso não podemos negar. Casos como o do torcedor do San José são raros nos países onde o sinalizador é liberado e as festas nas arquibancadas são sempre verdadeiros shows. Talvez esteja na hora de repensarmos a respeito e reviver um pouco das tradições das torcidas brasileiras. Se houver segurança, que mal há? O que vale mesmo é sentir a emoção de ver a beleza de uma torcida organizada mostrando sua verdadeira função nas arquibancadas.

Por Victória Monteiro - maloqueira, sofredora, graças a Deus!