SURPRESA INESPERADA

 

 

Após ser eliminado pelo Atlético Nacional de Medellín na noite da última quarta-feira (13) pela semifinal da Copa Libertadores da América, o São Paulo foi até Itaquera para o clássico Majestoso, em duelo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar da vitória na rodada 4 por 1 a 0 sobre o Palmeiras no dia 29 de maio, o Tricolor seguia pressionado por ter 4 derrotas contra o Corinthians em sua Arena e além disso, o fantasma do 6x1 não foi esquecido e antes da partida voltou a assombrar.

Com a ausência de peças importantes na composição do elenco, como Ganso e Alan Kardec (vendidos), mais Calleri (contrato encerrado) e os desfalques que não eram poucos, Edgardo Bauza definiu o time com Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Hudson e Thiago Mendes; Centurión, Cueva e Michel Bastos; e Ytalo.

 

A PARTIDA

O jogo começou bem disputado, mas ao contrário do que era esperado pelos mais de 42 mil torcedores alvinegros e para sua surpresa, o São Paulo estava organizado, enquanto que os donos da casa pareciam nervosos.

E esse nervosismo ficou claro logo aos 15 minutos, quando Yago derrubou Cueva, após o peruano receber a bola na esquerda e fazer bela jogada. O próprio jogador bateu e converteu, fazendo seu primeiro gol com a camisa tricolor e abrindo o placar a favor dos visitantes.

Na comemoração, o árbitro Péricles Bassols mostrou cartão amarelo para o camisa 13 por “provocação à torcida rival que se fazia presente” (afinal, num jogo de torcida única o jogador comemoraria pra quem?!), o que gerou reclamação e polêmicas, inclusive em alguns programas esportivos.

 

Créditos: Mauro Horita / AGIF

Apesar da desvantagem, os alvinegros logo reagiram e 6 minutos depois, aos 21, Bruno Henrique empatou a partida, aproveitando o rebote após um chute de Marquinhos Gabriel, numa jogada considerada um tanto estranha e principalmente, de puro azar.

O primeiro tempo terminou equilibrado, e para a surpresa de muitos, com o São Paulo sendo o time que mais desarmou: 44 contra 18.

Na etapa complementar o jogo ficou mais aberto, e enquanto o Corinthians buscava o ataque, o Tricolor se portava bem em campo, inclusive criando boas chances para aumentar o resultado e quebrar um tabu. Apesar do esforço, mais uma vez não foi feliz nas finalizações e o jogo terminou empatado.

Durante o 2º tempo, Patón Bauza promoveu o novo reforço do São Paulo, Gilberto, na vaga de Centurión, aos 26, e Luiz Araújo entrou no lugar de Michel Bastos, aos 29. Já aos 32, Ytalo saiu para a entrada de Wesley.

O árbitro distribuiu 6 cartões amarelos, sendo 3 para cada lado. Cueva, Hudson e Thiago Mendes receberam pelo Tricolor, e Rodriguinho, Fagner e Elias pelo Corinthians.

 

DESTAQUE

Um dos destaques da partida ao lado de Cueva (o melhor jogador em campo pelo São Paulo) foi o goleiro Denis, que apesar de ter sido provocado durante alguns momentos com o canto “Chuta que é o Denis no gol”, não se deixou abater e respondeu à altura com duas boas defesas, sendo uma delas espetacular, após cabeceio de Romero.

 

Créditos: Rubens Chiri / saopaulofc.net

 

A vitória não veio, mas o que os são paulinos viram em campo alenta um pouco o coração, pois o que se viu foi um time aguerrido, bem postado e com a cabeça erguida.

O torcedor viu que em nenhum momento os jogadores se deixaram levar pelo cansaço ou tristeza pela eliminação sofrida no meio da semana, e que mesmo diante de tantos obstáculos, se manteve firme e em busca não só da vitória, mas do respeito que por tantas vezes faltou, numa surpresa inesperada.


Renata Chagas

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