TENTE ENTENDER, TENTE DE CORAÇÃO!

 

(Foto: Pedro Souza / Atlético)

Neste sábado (17), o Galo recebeu o Bahia, no Independência, às 21 horas, horário de Brasília. A torcida mais uma vez fez a sua parte e compareceu, mais de 17 mil pagantes. O que mudou dessa vez foi que eles cobraram desde o começo, com gritos de “não é mole não, Libertadores é obrigação”, mostrando que se o presidente prometeu, o mínimo que a torcida pode fazer é apoiar o time e comparecer — o que fizemos o ano todo —, mas também cobrar!

Nos primeiros 20 minutos de jogo, tivemos alguns lances de perigo, principalmente com Ricardo Oliveira, que voltou ao time depois de cumprir suspensão por conta do terceiro cartão amarelo. O atacante atleticano está entre os jogadores que mais finalizaram neste Brasileirão, o problema é que só gol que vale a vitória, chute ao gol é só número. Quem estava suspenso foi Emerson e em seu lugar, Patric, muito criticado — e não é de agora —, mesmo sendo aquele calo no pé do time há um bom tempo, fez uma boa partida.

Vamos ser sinceros, mais uma vez o time esteve bem em campo. Nem metade do primeiro tempo e o goleiro da equipe baiana já tinha trabalhado muito. Apesar da atuação não estar nem de perto de alguns primeiros tempos do Atlético no campeonato, o torcedor perdeu um pouco da paciência e divididos alguns pediam raça, enquanto outros cantavam o hino com muita raça e amor.

Parece que o cansaço bateu de vez em alguns torcedores, não dá para sempre sair com empate ou derrota de jogos em que somos melhores na partida, uma hora cansa! Entendo o torcedor que perdeu a esportiva e está irritado com o time. Mas o Galo é amor demais para não perdoar — “tente entender, tente de coração”! Pelo visto está rolando polarização na torcida, espero que isso não afete o time tão diretamente.

Logo no começo do segundo tempo, o jogo já deu ares de que seria bem corrido. As jogadas se construíam e a torcida voltava aos poucos a apoiar em grande número. Mas, nada do gol. Muito pelo esforço do Bahia para se defender e muito mais ainda pela incompetência dos mineiros nas finalizações e acertos nas jogadas.

Até que o pé do “bonitinho”, como minha mãe gosta de chamar Cazares, brilhou. Um belíssimo gol, com cara de América Latina. De Chará para Cazares, de Cazares para o fundo das redes.

(Foto: Instagram do Atlético-MG)

Como nem tudo são flores para o Galo, em um lance logo depois do gol, Fábio Santos foi expulso. O grito de gol se transformou em revolta com a arbitragem, com razão para quem interpretou diferente do árbitro e, como eu, acredita que o lance poderia ter sido punido de modo menos rigoroso.

Com a expulsão, algumas trocas acabaram sendo “forçadas” para Levir. Aos 12 minutos, saiu Ricardo Oliveira para a entrada de Gabriel. Assim, a tática da defesa mudou, com Patric indo para a lateral, no lugar de Fábio Santos e Gabriel cobrindo a zaga. As consequências da alteração foram vistas nas tentativas de contra-ataque — Cazares ficou sozinho no ataque, não tendo como dar continuidade à jogada. Da mesma forma, Chará sozinho teve uma ótima oportunidade, mas não tinha ninguém para tocar dentro da área.

Aos 32 minutos, uma nova troca, saiu Luan e entrou Galdezani, agora a tática muda no meio, ficando três volantes. Mais fechado, porém com mais gás com um jogador descansado, a bola chega com mais qualidade na área. Ainda teve uma defesa alá Victor para impedir qualquer chance de gol do adversário.

Aos 39 minutos, Cazares saiu para a entrada de Terans e assim como Luan, o baixinho saiu aplaudido e ouvindo seu nome sendo gritado pela torcida.

Hoje foi um daqueles jogos que, se Cazares brilha o time ganha. Uma pena que nem sempre podemos contar com ele bem em campo. Tivemos uma baixa nos últimos minutos, Elias tomou o terceiro amarelo e fica fora da próxima partida, contra o Internacional, na quarta (21), em Porto Alegre.

Essa vitória leva o Galo aos 50 pontos! Saímos dos 40 e poucos, aleluia!  E agora, faltam 3 jogos para garantir o G6 e termos o mínimo para um grande clube que é o Atlético Mineiro.

 

Por Anna Gabriela

Pelas mulheres no futebol