Time sem alma... mais respeito com a camisa do Bugrão!

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Foto: Fernanda Martins

Como é doloroso escrever o último texto do Campeonato Paulista. Mas mais do que isso, o mais difícil é escrever sobre um time sem alma, sem coração.
Mais um ano na Série A2. É inadmissível e extremamente triste o que fazem com você, Guarani. Velo Clube, Barretos e agora Batatais. Fica o questionamento: Até quando o incansável torcedor sofrerá com isso? Até porque quem sofre é o torcedor. Aquele que gasta o dinheiro que não tem, aquele que viaja seja de carro ou ônibus. Aquele que tentou rasgar a garganta com cantos de incentivos, aquele que viu um time apático e covarde. Um time que precisava do resultado e não deu um chute ao gol. O que foi visto ontem, foi uma falta de respeito com essa camisa. Um time que não jogou por nós. Inclusive, arrisco dizer que eles nunca jogam por nós.

O Bugre foi à campo na tarde deste domingo (23) precisando de uma vitória simples, mas conseguiu perder para o poderoso Batatais. A partida foi de arder os olhos, futebolzinho fraco, mais parecia várzea. Depois da eliminação, ficamos no aguardo das movimentações extracampo. Quem sai, quem fica, quem chega? Enquanto isso, nós alimentamos o gosto amargo da derrota vinda de eliminação.

Não perdemos a classificação em Batatais, perdemos a classificação em Mogi Mirim, contra um time rebaixado e que o Guarani não jogou. Aliás, no papel, não merecíamos a classificação. Um time que perde em casa para Capivariano, que empata com Velo Clube e Penapolense, não merece classificar. Obrigada pelas vitórias contra Água Santa, Taubaté e Sertãozinho, ali vimos um time querendo vencer, fora isso, um vexame. O Guarani só estava vivo na competição até o momento, porque resultados ajudaram, mas é incrível, o Guarani nunca se ajuda.

Jogadores passam, treinadores se vão, campeonatos acabam, o que fica é o amor do torcedor. Esse nunca acaba, é imensurável e impossível de explicar. O nosso amor pelo Guarani jamais vai depender de resultados, nem nossos e nem dos outros, não vai ser baseado em sucessos e insucessos. Ele é eterno e inabalável. Com as derrotas, ele cresce, aprende e amadurece mais.

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Foto: Fernanda Martins

Eu não sei quem são vocês com a camisa do Guarani, mas tirem, por favor! Vocês não merecem vestir esse manto de tradição.

Exigimos respeito com a nossa camisa. Quem não quer jogar, que saia.

Com o coração sangrando, reitero: O Guarani é nosso!



Por Fernanda Martins.