TODO GORILA PRECISA DE UMA “ANN DARROW”

Nunca me interessei muito, por aquele esporte que meu marido passava (ou virava) à noite assistindo. Aquele bando de homens se matando e se batendo com aquela brutalidade monstruosa que pareciam querer partir o adversário ao meio.

 

Futebol Americano? Futebol, onde?

 

Futebol pra mim tem as duas traves fincadas no chão e não virada pra cima. E cadê as redes? Que diabo de bola é essa? E esse tal de “toooooooouchdown”?

 

Legal mesmo era torcer para Ponte Preta, ver a bolinha redonda rodando nas quatro linhas e poder soltar o grito de gol. Pronto, isso era o suficiente.

 

Mas como nada na minha vida é perfeito e são rosas, lá vem a macaca, me surpreende de novo e eu descubro que teria mais um “gorila” pra acompanhar. Nascia então o Ponte Preta GORILAS; Sim, um time de futebol americano.

 

A história do Gorilas começou em Itatiba com o extinto time Itatiba Priests, uma das primeiras equipes da categoria full pad (Categoria Masculino Equipado). Com a extinção do time, alguns jogadores acabaram migrando pra cidade de Vinhedo e com a ajuda e o respaldo da Secretaria de Esportes, deram início ao Vinhedo Lumberjacks.

 

Com grandes e históricas participações os Jacks como eram conhecidos, conquistaram já no primeiro ano de formação, o terceiro lugar na Super Copa SP e venceram a primeira edição da Taça 9 de Julho, torneio Estadual realizado pela FeFASP. Em 2015 os Jacks trabalhavam dentro e fora de campo, e foi nos bastidores, em um encontro com o Ex-Presidente e então jogador do Paulínia Mavericks, Marcos Rico, que decidiram unir forças e apresentar a diretoria pontepretana o projeto da Ponte Preta Gorilas, equipe que já contava com uma base sólida dos Jacks, reforçada com novos jogadores e forças dos dirigentes.

 

Fonte: Facebook Oficial dos Gorilas

 

A Ponte Preta Gorilas é o resultado de uma união que leva a marca da Associação Atlética Ponte Preta a novos projetos, novos caminhos. Que leva a marca Centenária alvinegra aos campos de Futebol Americano.

 

Apesar de alguns protestos por parte de uma minoria de torcedores, os Gorilas contam com a experiência dos seus dirigentes, um deles Marcos Rico que a todo tempo coloca-se a disposição para esclarecimentos, faz questão de ressaltar que a equipe não recebe ajuda financeira do Clube Campineiro – “A Ponte nos ofereceu uma estrutura que não teríamos sem a parceria, como por exemplo, academia. Nossos atletas utilizam a academia do Estádio Moisés Lucarelli. Tem também a moradia, que  são itens que permitiram a vinda de reforços ao time principal para melhorar ainda mais nosso elenco. Pode parecer pouco, mas se não fosse essa ajuda, não teríamos condições de ter jogadores como o QB Francisco Arujo e o Safety Anthony Pacheco que reforçam e muito nosso time. Não recebemos nenhum tipo de repasse deles, pois nosso projeto foi apresentado para ser autossustentável. Não queremos ser um peso financeiro a AAPP.”

 

Mas eles não pararam por ai e surgiu então a ideia de formar uma equipe feminina. Sim, mulherada! A Ponte Preta Gorilas agora é pra você também.

No primeiro Try Out ou seletiva para os leigos no assunto como eu, a diretoria teve nada mais, nada menos, que mais de 200 inscritos. Entre eles um caso curioso chamou a atenção, Letícia Ferreira completava uma das fichas esperando que houvesse uma equipe feminina. Os dirigentes resolveram que ela poderia fazer a seletiva e ficaram empolgados com a possibilidade de atingir também o público feminino. Então alguns jogadores resolveram convidar suas namoradas que gostaram da ideia e foram ficando, nascendo assim a Equipe Feminina da Ponte Preta Gorilas.

A seletiva pra mulherada interessada deve acontecer já no próximo mês, mas ainda não tem uma data definida pra acontecer.

 

SEJAM BEM VINDOS A SELVA!!

 

Por: Li Zancheta