TRIUNFA O FLUMINENSE NO MARACANÃ

 

No final do jogo com o triunfo, uma alegria incomensurável invadiu minha alma e um sorriso mais do que farto permaneceu e eu estava completamente encantada por ver o Fluminense em campo.  Nosso Tricolor jogou bola! Nada de apequerar-se diante do rival, considerado até então favorito.

 

Foto: Lucas Merçon

 

Um duelo bonito de se ver, foi de igual, foi passe a passe e jogada a jogada. O desempenho de nossos jogadores foi digno de elogios e um dos fatores essenciais para tal, foi a sintonia e união de todos.  Houve a troca de olhares antes dos passes, a conversa, a postura de um grupo ciente da sua responsabilidade. 

 

O primeiro gol não tardou e veio aos seis minutos do primeiro tempo numa bela jogada entre Daniel, o passador, para Yony que cruzou nas costas de Léo Moura para Nenê estufar as redes. Alívio, satisfação, coração acelerado. A partir deste momento, começou uma disputa dura e o rival, pouco intimidado, lançou mão de sua artilharia e imprimiu velocidade nos ataques. Taí uma falha do Fluminense, uma transição mais acelerada nos contra-ataques e saídas de bola. 

 

O time errou muitos passes e Ganso quase me matou do coração naquele lance onde errou e deixou a bola para Thaciano chutar. Graças a Deus, Muriel em dia inspirado pegou essa e muitas outras pelotas. Nosso arqueiro fez partida nota dez e mostrou efetividade com defesas belíssimas. Um dos destaques do duelo, com certeza. 

 

Marcão escalou bem e sua decisão de colocar Allan entre os zagueiros, avançando assim os laterais foi num estilo "Diniz" que aprendeu. Nenê mais solto cumpriu com categoria seu papel r contou com Caio Henrique, outros dois que também merecem destaque. Eles perceberam a fragilidade do lado direito dos gremistas e por ali enviaram várias bolas, como a que João Pedro recebeu de Nenê e , infelizmente, chutou para fora. 

 

O segundo tempo seguiu o mesmo ritmo frenético e o segundo gol do Fluminense saiu aos 4 minutos, de jogada na velocidade de João Pedro que lançou para Yony servir Caio Henrique de calcanhar. A arquibancada enlouqueceu. Jogo quente e aguerrido. Os gaúchos incansáveis em reverter o placar e, desta vez certo nervosismo os abateu.  

 

Foto: Lucas Merçon

 

Momento tenso quando Luciano pediu pênalti alegando que a bola tocou no braço de Gilberto dentro da área. Claro que recebeu vaia da torcida.  Lá foi o senhor juiz consultar o VAR. Uma espera longa e o coração apertado, pois não vi pênalti, mas conhecemos o esquema. Depois de um tempo, o juiz volta e manda seguir e o alívio tomou conta do torcedor.  

 

Na sequência, o inoportuno gol de Patrick. O jogo ganhou mais celeridade e foco e foi incrível ver a disputa bonita  entre as equipes. Yony deu belo chute para defesa do goleiro. Caio Henrique deu lençol, partiu para o ataque e deixou a bola na cabeça de João Pedro que por pouco não marcou.

 

VAR entra em ação novamente, desta vez para verificar se houve ou não uma pisada no pé de João Pedro, caso comprovado seria um pênalti para nós.  Mais tensão com a espera e nada de penalidade.  Chegou aos 40 e Nenê saiu aplaudido pela torcida  para a entrada de Nem. O juiz marca nove minutos de acréscimo. Eu penso: "João de Deus nos abençoe". 

 

O Fluminense continuou a defender e a tentar mais gols, o jogo continuou disputado. Yony sentiu uma pancada e também fou substituído por Marcos Paulo. Outro que saiu aplaudido por sua bela atuação, fundamental para o resultado alcançado. Quando achei que já estava tudo bem, houve uma roubada de bola do rival com chute a gol defendido com perfeição por Nino. Gritei: "Te Amo, meu defensor!". 

 

Apito final. Respiração ofegante, amor no coração, plenitude. Meu grande amor saiu da nefasta zona e está em 16 na tabela, com 22 pontos. Um jogo de cada vez. 

 

Deixo aqui uma divagação. Para que contratar um técnico se temos Marcão e Aírton para gerenciar nosso elenco? Notório a mudança no semblante de cada jogador. Não havia aquele peso nos olhos deles. Graças aos deuses do futebol, OO se foi e foi tarde. Vamos investir na prata da casa.

 

Nossa torcida, para variar, deu show e permaneceu no estádio a cantar e saudar a efetividade do trabalho dos jogadores dentro das quatro linhas.

 

O Fluminense é enorme!

Nós somos a Historia.

Carla Andrade