“Tu és forte, tu és grande...”

Não é tão prazeroso pra mim, escrever sobre o clássico Sansão, até porque nos últimos confrontos, o São Paulo não saiu vitorioso de campo, e também já sofreu 6 eliminações para o Peixe em mata-matas.

E nessa quarta-feira (21), às 22h (horário de Brasília), mais uma vez o Soberano Tricolor receberá a equipe do Santos no gramado do Morumbi, em busca da vitória, tentando abrir vantagem no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil, e seguir vivo na competição.

Para esse duelo, Doriva relacionou 23 jogadores, tendo entre as opções o camisa 7, Michel Bastos, que se recuperou de um estiramento no músculo posterior da coxa esquerda, lesão causada no clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, e que o tirou dos últimos quatro jogos; e Daniel, que não encarou o Vasco no domingo, por conta de uma amigdalite.

Mesmo com essas novidades no time, o técnico não poderá contar com três peças importantes: o lateral-esquerdo Carlinhos (estiramento na panturrilha esquerda), o zagueiro Breno (dores no joelho direito), e o atacante Rogério (atuou na competição pelo Vitória-BA).

O treino desta terça-feira foi marcado por trabalhos táticos e de bolas paradas. Doriva achou por bem, dar uma atenção especial para as cobranças de faltas e escanteios, simulando uma série de jogadas, onde supervisionou batidas ofensivas e defensivas, e exigiu bastante movimentação dos jogadores enquanto realizavam as atividades.

Ao que tudo indica, o Tricolor deve ir a campo com a seguinte formação: Rogério Ceni no gol; Bruno e Matheus Reis nas laterais, acompanhados de Lucão e Luiz Eduardo, formando a linha de quatro zagueiros; Paulo Henrique Ganso como meia de criação, com Thiago Mendes e Rodrigo Caio como volantes, dando suporte; Michel Bastos e Alexandre Pato pelas pontas, e Luis Fabiano como o homem de referência.

Sabe-se que será um jogo difícil, pois o Santos tem uma excelente equipe, comandada pelo técnico Dorival Júnior. Essa equipe cresceu de tal forma no Campeonato Brasileiro, que saiu da zona de rebaixamento para o G4. Hoje, o Peixe ocupa a 4ª colocação da tabela, com 48 pontos, ultrapassando o Palmeiras e o próprio São Paulo.

Domingo passado, no jogo contra o Vasco, vimos um São Paulo correndo atrás do prejuízo, depois de perder algumas chances que o levariam à vitória. Mas, como em vários outros confrontos, o Tricolor estava apático, tentando se achar em campo, pressionado, e só “acordou” após um estalo. O que se percebe, é que o time tem sido aquele que vimos muitas vezes (e dói dizer isso!), perdendo e pegando goleadas, precisando tomar gols e sofrer viradas, para poder agir.

Culpa do técnico? Talvez sim, mas não somente isso! Doriva está tendo problemas para acertar a equipe ideal, sim. Mas quantos lembram que o mesmo aconteceu quando o professor Osório assumiu o comando? Ele também passou por dificuldades, assim como tem passado Doriva. Já esqueceram o clássico contra o Palmeiras, ou o jogo contra o Atlético Mineiro, no primeiro turno do Campeonato, onde até fomos bem, mas infelizes, saindo derrotados?! É preciso tempo para fazer os devidos acertos (tempo esse que, no momento, não temos!)...

E a crise política?! Sempre digo que ela não deve interferir no desempenho dos jogadores, mas estou começando a acreditar nessa possibilidade. Os problemas externos estão afetando a equipe, por mais que os atletas afirmem que estão focados no duelo. Dizem que não dão importância, mas quando estão em campo, temos a conclusão que tudo é um conjunto. Apertou aqui, doeu ali.

Enfim... O que devemos ter em mente é que amanhã, o Tricolor precisa entrar em campo focado somente na competição. A Copa do Brasil é o que vai importar. Seguir vivo e em busca de um título inédito para o clube. Os jogadores precisam vestir as armaduras do “time de guerreiros”, e entrar com toda a força de vontade que possuem (e espero que realmente possuam alguma!), com garra e raça... A raça do time “forte” e “grande” que é o São Paulo Futebol Clube!

 

Por Renata Chagas