Um empate nos últimos minutos

 

 

Fluminense faz péssimo jogo e é salvo pelo artilheiro Pedro

 

 


C:\Users\Carla\Desktop\Blog MULHERES EM CAMPO\Brasileiro 2018\41745380072_ab83da964e_o.jpg

Foto de Mailson Santana

 

 

Depois daquela linda exibição contra o Cruzeiro, Tricolor de toda a Terra pensou que o elenco repetiria a atuação e, pior ainda, que aquela fase ruim finalmente tinha terminado. Que o elenco pegou o espírito do esquema tático de Abel e tudo estava lindo para a disputa do Brasileiro.

Bastou assistir o primeiro tempo do duelo contra o São Paulo para colocar os pés no chão e ver que o time pode até fazer algumas boas partidas, só que no conjunto é fraco.

A partida começou com ambos os times marcando. As duas equipes demoraram para arriscar entrar na área adversária. Com 13 minutos, Frazan quase me mata do coração ao tentar inventar na pequena área. Ele errou o passe, perdeu a bola e por pouco Nenê não abriu o placar.

 

 

C:\Users\Carla\Desktop\Blog MULHERES EM CAMPO\Brasileiro 2018\39979371360_f5a9a9e8fa_o.jpg

Momento de Sornoza em campo

Foto de Mailson Santana

 

 

Como o São Paulo começou com três zagueiros, praticamente todas as tentativas de Marcos Junior eram cortadas. O Fluminense encontrou enorme dificuldade de achar uma brecha nas linhas do rival, justo pela forte marcação deles. E o futebol não fluiu.

Muitos erros de passe. A impressão que passou foi o jogador recebia a bola e não sabia o que fazer com ela. Até que, aos 22 minutos, depois de uma cobrança de escanteio Bruno Alves cabeceou no travessão e a sobra ficou para Diego Souza que foi parado com bela defesa de Júlio Cesar. Só que neste rebote, Eder Militão não errou e fez o primeiro gol da equipe paulista.

Depois do gol não houve mudança na postura do elenco Tricolor. Ninguém criava ou aproveitava a posse de bola, muito menos arriscava nos contra-ataque rápidos. O time esteve lento e sem vontade. Com 30 minutos de jogo o São Paulo finalizou sete vezes contra nenhuma do Flu.

Se eu não morri do coração com o Frazan, quase morro com o recuo de bola do Renato Chaves para Julio César com o Diego Souza na cola. Ai se não fosse nosso goleiro. Assumo ter uma relação de amor e ódio com esse jogador que intitulam como zagueiro.

No segundo tempo, Abel saiu do 3-5-2 para o 4-3-3, substituindo Frazan pelo atacante Matheus Alessandro. Não adiantou muito. O jogo ficou quente e foi um festival de faltas e cartões. E vamos combinar que esse árbitro Rodolpho Toski Marques fez uma péssima partida e prejudicou ambas as equipes.  

Aos 26 minutos, o Fluminense reclamou de um suposto pênalti cometido por Arboleda, que tocou com o braço na bola ao dar um carrinho dentro da área. O árbitro? Mandou seguir.  

Na parte final do duelo, uma sucessão de bolas na trave. Com 43 minutos, quando a derrota já era certa para a torcida tricolor, Pedro aproveitou um recuo dos paulistas venceu Arboleda por cima e, de cabeça, deixou tudo igual no Maracanã.

Não sei se temos um time competitivo para enfrentar as grandes equipes. Por enquanto, só observo. Agora vamos ao Abel Braga na coletiva.

 

 


Sobre o resultado:

 

 

“Estou feliz porque conseguimos o empate e porque tivemos uma mudança tática e a equipe não sentiu, manteve ofensividade e a agressividade. Só não 100% porque merecíamos a vitória. Deu prazer, porque o torcedor compareceu e incentivou mesmo quando estávamos perdendo, porque estava vendo a luta, uma alma incrível.”

 

 

Sobre a sua equipe:

 

 

“O futebol tem sido duro para gente e não vai ser fácil para ninguém. Temos procurado trabalhar muito, porque colocando a alma em cada jogada vamos conseguir fazer um trabalho legal. Eu havia falado que ganhei três jogadores na última semana. Falei do Robinho, do Matheus Alessandro e também do João Carlos, que ainda vai ajudar muito. Então, nada foi feito por acaso. Vou colocar o melhor para jogar. Digo para eles que o nosso craque é o coletivo.”

 

 


Carla Andrade