Um gol, dois cartões amarelo e vaias: a classificação do Japão veio!

Nesta quarta-feira (28), o Japão enfrentou a Polônia em sua última partida pelo grupo H da Copa do Mundo.

FOTO: Reprodução/UOL

Em campo o time perdeu, mesmo assim a classificação para as oitavas de final veio, graças ao gol da Colômbia em cima de Senegal e ao critério de fair play no desempate por cartões. Com dois cartões amarelo a menos que os africanos, os asiáticos terminaram a fase em segundo do grupo e agora pegam a Bélgica, na segunda-feira (02), às 15 horas (BSB), em Rostov.

Contra a já desclassificada Polônia, o técnico japonês, Arika Nishino optou por poupar 6 dos titulares que atuaram nos jogos anteriores. Uma decisão arriscada e que tomou proporções maiores depois que tomaram um gol e estavam sendo eliminados, por conta do empate que ainda acontecia na outra partida. Porém, o gol colombiano trouxe o Japão de volta para o segundo lugar e a decisão do treinador foi a de investir no toque de bola sem abrir espaços para os poloneses ampliarem o placar.

Muito criticado pela atitude e depois da equipe ter sido vaiada por isso no estádio, Nishino afirmou:

"Eu mandei a mensagem aos jogadores: mantenham o resultado. Eles seguiram a decisão tomada por mim e pela comissão técnica. A situação me obrigou a fazer isso, a abrir mão de ir ao ataque, passei a confiar no resultado do outro jogo [vitória colombiana por 1 a 0 contra o Senegal]".

Sobre as críticas ele disse que não estão felizes por essa atitude, mas que em uma Copa do Mundo essa é uma decisão que acontece. Isso porque se o Japão tomasse um gol tudo estaria acabado.

Os méritos da classificação também ficam nas mãos do goleiro  Eiji Kawashima, que fez uma defesa de tirar o fôlego. O ataque só chegou à área polonesa por três vezes e o gol a favor do adversário só abrilhantou ainda mais a atuação de Kawashima.

Futebol tem mesmo dessas coisas, um dia a gente perde para ganhar, no outro a gente ganhar para sonhar! E que venha a Bélgica alimentar mais ainda esse sonho!

 

Por Anna Gabriela

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FONTE:

Uol